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Mostrando postagens de Abril, 2016

O poder do respeito e da reciprocidade

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Em um mundo onde ainda se guerreia em nome de uma cultura e visão de mundo supostamente superior contra outra supostamente inferior, onde uma religião se acha melhor que a outra, falar em tolerancia talvez não seja suficiente. Tolerar tem significado manter a hostilidade e consequentemente a prontidão para um possível ataque.  Existe muita cegueira e ignorancia por parte do dogmatismo e do fundamentalismo.
Por isso creio que o ideal é trocarmos a tolerancia pelo verdadeiro respeito. Respeitar outra cultura, outra religião, outra etnia de um modo mais profundo. E isso se consegue havendo abertura para a apreciação. É necessário apreciar o outro. Não precisa abrir mão de si. De suas convicções, idéias, visão de mundo. Mas ao ouvir e ver as do outro com apreciação abre-se o canal de respeito e de reciprocidade.  Nesse sentido, o Papa Francisco tem demonstrado através de sua prática o quanto ele respeita realmente o outro. Ve-se em suas atitudes como ele respondeu á questão da diversidad…

Tradição e Ancestralidade

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Considero que o estudo de tradições antigas de sabedoria e culturas ancestrais deveriam ser uma disciplina obrigatória nos sistemas educacionais. Existe um motivo fundamental para isso. As experiencias daqueles que nos antecederam devem servir de base para o presente e de inspiração para o futuro. Além disso, os estudos destes saberes deveriam ser a partir de uma proposição holística. Ou seja, o que a ancestralidade da África, da China, da India, das Américas, dos Árabes possuem de essência consolidada em termos de sabedoria deveriam ser disponibilizados para as gerações presentes como uma maneira de inclusive promover a dissolução de estranhezas que geram preconceitos. Vejo o mundo moderno perdido, embora dotado de sofisticados saberes tecnológicos, e frágil em relação á valores e sustentabilidade porque não tem um vínculo justamente com aquilo que permite algo se sustentar e gerar bons frutos: as raízes. E das raízes, o néctar de saberes que elas disponibilizam. Considero que um educa…

DEMARCAR O TERRITÓRIO DA NOSSA DIGNIDADE

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Aqueles que me conhecem sabem que um dos meus principais trabalhos se relaciona diretamente com a natureza. A mais de duas décadas conduzo grupos de pessoas para as matas, através de trilhas e clareiras, em roteiros com o propósito de sensibilização, contemplação e de autoconhecimento. Sempre integrando á paisagens naturais, uma sabedoria ancestral, que convencionamos chamar de indígena, mas que vem de diversas culturas nativas brasileiras, predominantemente tupy e tapuia.   Desde 1994 tenho abordado atividades pelo enfoque em valores humanos e cultura de paz, quando comecei na Fundação Peirópolis de Educação em Valores Humanos e na Unipaz; organizações que atuo até hoje. Estas instituições me propiciaram um aprofundamento em estudos nas tradições indígenas do Brasil e me deram a oportunidade de difundi-las em cursos, seminários e imersões.   No entanto, além de professor e facilitador de seminários e cursos; desde meados dos anos oitenta, com o povo guarani de São Paulo, destino con…

Um filme sobre os Kaigang

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UMA FILOSOFIA ANCESTRAL

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O OLHAR DO ÍNDIO SOBRE SI MESMO

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19 de abril No Masp, Dia do Índio tem exibição de filmes realizados por cineastas indígenas, em cinema movido a energia solar
No Dia do Índio, 19 de abril, das 18h às 20hs acontecerão no vão do Masp apresentações de música, canto e dança e a exibição de filmes produzidos por índios brasileiros, com forma de reflexão à data “comemorativa”. Além disso, será lançada a van produzida para o “Cinesolar Tupã”, que levará a partir de maio os filmes para as aldeias.
Um grande evento no vão do Masp (av. Paulista, 1578) marca o Dia do Índio, 19 de abril, terça-feira, das 18h às 20h, em São Paulo. O projeto de cinema itinerante Cinesolar, que utiliza energia solar - limpa e renovável - para a exibição de filmes fará, em conjunto com o projeto Territórios da Dignidade, o lançamento do “Cinesolar Tupã”. Na ocasião, será apresentada a segunda unidade móvel* do projeto e serão exibidos filmes produzidos por cineastas indígenas. A abertura contará com a apresentação de música e canto de Cristino Wapichan…