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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

Demarcação de terra favorece equilíbrio do clima no mundo

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Esta semana ocorreu a Conferencia Nacional de Política Indigenista e também foram oficializados a demarcação de quatro territórios indígenas, todas do estado do Amazonas: Terra Indígena Arary, localizada no município de Borba, destinada à posse permanente do grupo indígena Mura; Terra Indígena Banawá, municípios de Canutama, Lábrea e Tapauá, destinada à posse permanente do grupo indígena Banawá; Terra Indígena Cajuhiri-Atravessado, localizada no município de Coari, destinada à posse permanente dos grupos indígenas Miranha, Cambeba e Tikuna; e Terra Indígena Tabocal, município de Careiro, destinada à posse permanente do grupo indígena Mura. Além disso, foi criado oficialmente o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI); que em tese é responsável pela elaboração, acompanhamento e implementação de políticas públicas voltadas para povos indígenas (decreto 8.593/2015).  Isto somente tem sido possível porque é o Poder Executivo que decide sobre a questão de demarcações, embora seja mor…

Terras Indígenas são demarcadas

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FONTE: Instituto Socioambiental (ISA)
Na tarde de quinta-feira (17), terminou em Brasília (DF), a etapa nacional da 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista, que começou na terça (15) com duas promessas da Presidente da República Dilma Rousseff: a homologação de Terras Indígenas e a criação do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI). Dilma na Conferência Nacional de Política Indigenista No Diário Oficial da União (DOU) desta sexta (18) foram publicados os decretos de criação do CNPI e de homologação de quatro Terras Indígenas, todas no Estado do Amazonas, somando 246 mil hectares:Arary, do povo Mura, com 40.750 hectares; Banawa, do povo Banawa, com 195.700 hectares; Cajuhiri-Atravessado, dos povos Miranha, Kambeba e Tikuna, com 12.500 hectares; e Tabocal, do povo Mura, com 907 hectares. “Outras terras poderiam estar na lista”, pondera o secretário executivo do ISA, André Villas-Bôas. “Ao não homologar a TI Cachoeira Seca do Iriri, Dilma perdeu uma ótima oportunidade de…

O sagrado território do Saber

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Quando em 1993 iniciei, junto com Daniel Munduruku e Olívio Jecupé, a ideia de nos mobilizarmos através de uma literatura, com o propósito de expor melhor a cultura indígena do país, um ou outro antropólogo disse que isso não era coisa de índio; que coisa de índio era andar pelado e pintado de urucum. Eu disse que uma coisa não excluia a outra. De vez em quando, nos momentos adequados, ainda pintamos o corpo de urucum, mas que expressar através da escrita as nossas visões de mundo poderia ser também um ato cultural e legítimo.
 Muitos anos se passaram e hoje somos mais de 60 escritores das mais diversas etnias em todo o país.Com mais de 150 títulos publicados e mais de 2 milhões de livros vendidos. Já existe um mercado literário e uma feira cultural literária específica para essa arte, com o apoio desde o início da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil).
A maior parte destas obras enaltecem o valor sagrado que é respeitar a natureza, os animais, a pluralidade étnica. Revelam…

Territórios da Dgnidade

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Respeito á pluralidade cultural é fundamental para um verdadeiro desenvolvimento nacional

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CUIDAR DAS RAÍZES PARA HAVER BONS FRUTOS

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As políticas públicas que o estado brasileiro tem proporcionado para os povos indígenas ainda seguem um modelo estruturado no período liderado pelo Marechal Rondon iniciado na década de 1950 e expandida na geração do indigenismo, cujos ícones referenciais: os irmãos Vilas Boas, se ancoram pela década de 1960 em diante. Esse modelo parte de uma premissa de incapacidade do exercício de cidadania por toda uma pluralidade étnica existente no Brasil e desconsidera descendentes diretos, a mestiçagem, os remanescentes, e a cidadania emergente de grupos e indivíduos que se acentua desde o início dos anos de 1990. O indigenismo que se operou na década de 50 representou um profundo avanço para época, pois no período de Velha República, do Império e anteriormente na época das capitanias hereditárias; a política pública para os povos originários era o escravagismo, a anulação de seus valores e crenças e o estímulo ao extermínio. No entanto, para os tempos atuais, as ações em relação aos povos reman…

MANIFESTO DOS ESCRITORES INDÍGENAS

MANIFESTO DOS ESCRITORES E ARTISTAS INDÍGENAS
Nós, escritores e artistas indígenas, reunidos no Rio de Janeiro por ocasião do 12º Encontro de Escritores e  Artistas  Indígenas, ocorrido no âmbito do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens,, no ano de 2015, diante da realidade política e sociocultural na qual se encontram os povos indígenas no Brasil, nos manifestamos favoráveis à manutenção dos  direitos constitucionais consagrados desde 1988.  Consideramos que:
A Literatura “Indígena” tem, especialmente nas duas últimas décadas, proporcionado mudanças significativas na valorização das raízes e história cultural do Brasil, na percepção da sobrevivência e presença de dezenas de povos tradicionais habitantes do território brasileiro; Escolas da educação básica, fundamental, média e algumas instituições culturais têm sido pródigas na relação com as culturas indígenas, na discussão e dissolução de estereótipos e preconceitos interculturais;  Universidades Federais criaram Núcleos intercu…

ESCRITORES INDÍGENAS SE REUNEM EM DIVERSOS ESTADOS

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