quinta-feira, 12 de novembro de 2015

RAIZES DA ESPIRITUALIDADE

As sabedorias mais profundas que originaram as tradições sagradas da África, da India e do Brasil possuem em comum uma conexão direta com a natureza e seus mistérios. Para estas sabedorias, os ecossistemas são portais da mais alta espiritualidade. Os deuses da África, do Brasil e da Índia são extensões do fogo, da terra, da água e do ar. São desdobramentos de um Mistérios Maior, que nos anima, que nos vivifica.
Por isso faço parte de um grupo que estuda e promove encontros de representantes de saberes ancestrais. Para também reunir Homem e Natureza em uma renovação de um entendimento mais apropriado nesta relação. Neste sentido, trazer a sabedoria védica ao Brasil, através de seu representante, Sri Tathata, para um encontro com a essencia da cultura ancestral desta terra e das Américas, é semear uma nova possibilidade de compreensão de uma espiritualidade que comunga com a Mãe Terra.

Sri Tathata nasceu no Kerala, sul da Índia. Muito jovem descobriu que viera ao mundo por uma causa superior. Começou sua ascese e as práticas yoguicas desde cedo e sua consciência despertou para os níveis e planos superiores da vida, tornando-se um desperto, um iluminado. Sua mensagem fala do novo Darma para a humanidade. Sua fala é inclusiva em termos do acolhimento e reconhecimento de todas as religiões como portadoras de uma missão sagrada, que é a espiritualização do ser humano.  Fala do respeito á diversidade, á natureza e da valorização das raízes ancestrais em todos os sentidos. Ou seja, ele fala o que os grandes pajés da Amazônia, do Cerrado, da Mata Atlântica, também falam e concordam.
Em 2014 estive em um congresso á convite de sua organização onde pude ver milhares de pessoas buscar a sua benção e reverenciar o seu trabalho espiritual. Além de indianos; pude conhecer franceses, italianos, americanos, ingleses e pessoas proeminentes da ONU, da UNESCO, da política da Índia e outros eminentes mestres de seu Pais.
Este encontro ao qual fui convidado era um momento dedicado á concentrar forças e emanar pedidos e orações de cura através de mantras e meditações pelo rito védico do fogo sagrado para o mundo inteiro. foram 13 dias de rezas, mantras, depoimentos, palestras e meditações. Milhares de corações unidos pela Terra. Foi maravilhoso.
Na ocasião foi feito o convite para que ele viesse pela primeira vez ao Brasil e foi aceito. A idéia é que as duas tradições ancestrais do Brasil, mais as religiões que propõe o diálogo e o respeito á toda diversidade de saberes o receba e que se possa abençoar o Brasil desde suas raízes mais profundas. Ele e seu devoto grupo de bramanes e mytris aceitaram e estão chegando para uma primeira turnê. Começando pelo Mosteiro São Bento em São Paulo, dia 20 de novembro ás 19 horas. Todos estão convidados, é aberto ao público. Participem. O Pais precisa de bençãos e conexão espiritual.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Sri Tathata no Brasil

Sri Tathata nasceu no Kerala, sul da Índia. Muito jovem descobriu que estava na Terra por uma causa superior. Começou sua ascese e as práticas yoguicas desde cedo e sua consciencia despertou para os níveis e planos superiores da vida.
Sua mensagem fala do novo Darma para a humanidade. Sua fala é inclusiva em termos do acolhimento e reconhecimento de todas as religiões como portadoras de uma missão sagrada, que é a espiritualização do ser humano.  Fala do respeito á diversidade e da valorização das raízes ancestrais em todos os sentidos.
No mes de novembro estará no Brasil, a convite do Instituto Arapoty e daUnipaz, em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. se reunirá com tradições indígenas, africanas, religiões ocidentais e movimentos espiritualistas. O propósito maior é difundir a paz de espírito e fortalecer a fé e a confiança em um mundo melhor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A SABEDORIA ANCESTRAL DA ÍNDIA VEM AO BRASIL

Sri Tathata é nativo do sul da India, na região do Kerala. Atualmente com 73 anos, mas desde criança iniciou sua missão de vida a partir das práticas e ensinamentos que recebeu de uma tradição milenar de seus país: a sabedoria védica.
Ele é um mestre autorealizado, ou seja, que já galgou todas as etapas de desenvolvimento interior em sua existencia. Reconhecido como um avatar.
Em 2014 estive em um congresso á convite de sua organização onde pude ver milhares de pessoas buscar a sua benção e reverenciar o seu trabalho espiritual. Além de indianos; pude conhecer franceses, italianos, americanos, ingleses e pessoas proeminentes da ONU, da UNESCO, da política da Índia e outros eminentes mestres de seu Pais.
Este encontro ao qual fui convidado era um momento dedicado á concentrar forças e emanar pedidos e orações de cura através de mantras e meditações pelo rito védico do fogo sagrado para o mundo inteiro. foram 13 dias de rezas, mantras, depoimentos, palestras e meditações. Milhares de corações unidos pela Terra. Foi maravilhoso.
Na ocasião foi feito o convite para que ele viesse pela primeira vez ao Brasil e foi aceito. A idéia é que as duas tradições ancestrais do Brasil, mais as religiões que propõe o diálogo e o respeito á toda diversidade de saberes o receba e que se possa abençoar o Brasil desde suas raízes mais profundas. Ele e seu devoto grupo de bramanes e mytris aceitaram e estão chegando para uma primeira turnê. Começando pelo Mosteiro São Bento em São Paulo, dia 20 de novembro ás 19 horas. Todos estão convidados, é aberto ao público. Participem. O Pais precisa de bençãos e conexão espiritual.

domingo, 8 de novembro de 2015

A presença do índio na Literatura

(enviado por Homero)

Ameaçada por grilagem de terras, desmatamento, garimpo, obras de governos e minada pela discriminação, a cultura dos povos indígenas brasileiros resiste (agora também) em forma de literatura e conquistando espaço no mercado editorial. Há uma boa safra de escritores indígenas dedicados à literatura infanto-juvenil e publicados por diversas editoras, inclusive grandes como Martins Fontes, Paulinas e FTD. O ano de 2011 deve terminar com pelo menos 19 títulos novos no mercado, entre os quais A cura da terra, de Eliane Potiguara, pela Global Editora, e Mondagará, de Rony Wasiry Guará, pela Saraiva.
Esse interesse se deve, em parte, à Lei 11.645, aprovada em 2008, que criou a obrigatoriedade de se tratar a temática indígena e afro-brasileira no currículo escolar brasileiro. Mas também é possível que nomes como Daniel Munduruku, Graça Graúna, Yaguarê Yamã e Olívio Jekupé estejam ganhando as prateleiras das livrarias do país graças a suas vendagens, turbinadas recentemente pelas compras governamentais, via PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola).
A Global, com 11 livros de autores indígenas em seu catálogo, publicou o primeiro O Povo Pataxó e Suas Histórias em 1999 e depois não parou mais. Segundo seu editor, Luis Alves Junior, esses livros já vendiam bem antes da lei, tanto que alguns deles já haviam ganhado reimpressões – o livro Você se lembra, pai? de Daniel Munduruku, publicado em 2003, é um deles.
A lei chegou anos depois da articulação de escritores indígenas em encontros nacionais, liderados pelo pioneiro Munduruku, e deflagrada há oito anos com grande apoio institucional da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. “Nós não endossamos o trabalho destes autores porque são indígenas, mas porque estão fazendo uma literatura de qualidade para as crianças”, diz Beth Serra, presidenta da Fundação.
Doutor em Educação e autor de 43 livros, a maioria dos quais infanto-juvenis, Munduruku, de 47 anos, editou seu primeiro livro, Histórias de Índio, em 1996, pela Companhia das Letrinhas, depois de bater em várias portas. Hoje já tem 20 edições.“Lançar livro para criança da cidade com ótica indígena era difícil. Na época, era sempre antropólogo, escritor, historiador que escrevia sobre o índio, que não tinha voz nem vez no mercado editorial”.
De lá para cá, Munduruku já abocanhou vários prêmios nacionais e internacionais, como o “Jabuti” de 2004 pela obra Coisas de índio, da Callis Editora.
Natural de Belém (PA) mas vivendo em Lorena (SP) há mais de 20 anos, Munduruku é formado em Filosofia, com Licenciatura em História e Psicologia. Ele chegou à literatura infanto-juvenil através de suas experiências como professor e educador social de rua da Pastoral do Menor em São Paulo, onde acabava contando as histórias que escutava quando vivia entre seus parentes aldeados.
Para ele, a literatura funciona como “maracá”, o chocalho que é utilizado como instrumento de cura pelos pajés. Acredita-se que dentro dos maracás há uma voz sagrada que é a que os pajés utilizam para conversar com os espíritos que fazem a cura das pessoas que os procuram. A literatura deles teria este componente. “É nosso maracá para a sociedade brasileira”. Para ele, esta geração de escritores indígenas escreve como uma forma de “curar o Brasil”, ajudando a sociedade “a conhecer sua história e não perder de vista a contribuição que os indígenas oferecem”.
Outro “parente” de Munduruku neste movimento que usa a literatura como “arma de defesa do povo indígena” é Olívio Jekupé, de 45 anos,que teve que abandonar o curso de Filosofia por dificuldades econômicas. Publicando desde 2001, Jekupe é autor de um total de 11 livros, o mais recente “Tekoa – conhecendo uma aldeia indígena”, pela Editora Global. Jekupé, que vive na aldeia guarani Krucutu, em São Paulo, prefere denominar sua literatura de “nativa” e não de “indígena” para diferenciá-la da literatura que os outros escrevem tendo o índio como objeto. “Ela sai de dentro da gente, do que conhecemos, pois escrever sobre índio não é só escrever, é preciso conhecer e viver essa cultura”.
Relatos orais das velhas gerações indígenas
Para Munduruku foi um acaso eles terem caído no gosto do público infantil. Acabou dando certo. “Não é que a gente escrevesse para crianças, é pelo teor das histórias que a gente conta. A gente recebia essas histórias de forma oral. Caía na nossa memória. E o nosso pessoal foi começando a aprender a escrever”.
Muito do que esta geração de autores indígenas faz é verter para o papel as lendas e histórias dos povos indígenas, repletas de conteúdos éticos e morais, que eram transmitidas oralmente para suas crianças há séculos, com clara função educativa.
Por outro lado, a literatura infanto-juvenil também é mais acessível a eles por serem livros menores e relativamente mais fáceis de escrever. Afinal, esta turma só recentemente está sendo escolarizada com a preocupação em resguardar sua identidade étnica, ou seja, “sem desprezar sua identidade, desistir de sua história e desacreditar seus sábios”, observa Munduruku.

Índios são preparados para mercado de trabalho

Dourados vai iniciar nos próximos dias uma ação inédita: qualificação de mão-de-obra indígena para garantir trabalho aos índios das aldeias Bororó e Jaguapiru, que juntas formam a reserva indígena mais populosa do país. A iniciativa é do prefeito Murilo Zauith. Os cursos serão aplicados através do projeto Qualifica Dourados, que vai preparar também os trabalhadores da cidade.


Nesta quinta-feira, uma equipe da Semaic (Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio) permaneceu o dia na reserva preparando currículos de homens e mulheres indígenas interessados em entrar no mercado de trabalho formal.


A proposta de incluir os índios no programa partiu de uma decisão do prefeito. No entendimento de Murilo, a inserção dos índios no mercado de trabalho é um dos caminhos para contribuir com a melhoria das condições de vida na reserva indígena.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

UM REITOR INDÍGENA

2015/06/11 14h56  - Atualizado em 2015/06/11 14h56 

Descendente de índios, professor roraimense E eleito reitor da UFRR

Jefferson Fernandes Quer priorizar Investimentos na Educação Indígena.
He E O Primeiro roraimense eleito o parágrafo carga; eleição foi na quinta (5).

Emily Costa Do G1 RR
Professor Jefferson Fernandes (esq.) Professor EO Americo Lyra were eleitos reitor e vice-reitor da UFRR-, respectively (Foto: Pedro Alencar / Arquivo Pessoal)Professor Jefferson Fernandes (esq.) Professor EO Americo Lyra were eleitos reitor e vice-reitor da UFRR-, respectively (Foto: Pedro Alencar / Arquivo Pessoal)
Com 476 Pontos - o equivalente a 32% dos sponsored - o professor de Jefferson Fernandes venceu uma eleição parágrafo reitor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), na Noite Dessa quinta-feira (5), em Boa Vista. Fernandes, Que É descedente de índios da etnia Macuxi, E O Primeiro roraimense eleito o parágrafo carga. ELE EO professor de vice-reitor-Américo Lyra empossados ​​Serao EM Marco de 2016.
Filho de hum Servidor Público e de Uma Doméstica, Fernandes, de 51 anos, Nasceu na Antiga Vila do Surumu, that today Faz parte do Território da Terra Indígena Raposa Serra Sol (TIRSS). Por Conta Origem indígena e fazer histórico em Universidades Públicas, Quer PROMOVER Uma professora o gratuito incluído Educação de Qualidade e Investir, de forma prioritaria, nenhum ensino de Indígenas.
"Acredito Que Práticas pedagógicas Mais adequadas devem sor estimuladas na Nossa Instituição, Porque OS Alunos Indígenas aprendem de Uma Maneira diferente da Nossa. ELES TEM O Tempo DELES, o Entendimento DELES ea cultura DELES, POR ISSO devem sor Alvos de Programas Específicos", frisou , acrescentando ter 'Sensibilidade Pela Questão indígena ". "Passei boa parte da minha vida tendão ESSE Contato com OS índios, ENTÃO sei Muito Bem Como lidar com ESSA Questão".
He also that Disse ASSIM that assumir a reitoria, pretende Qualificar O Corpo técnico da Instituição, Investir na humanização do ensino e na Relação dos Alunos com uma universidade. Atualmente, a professora Gioconda Martínez Ocupa o cargo de reitora da UFRR. 
"Entendemos Que Dando hum salto de Qualidade nenhuma técnico Corpo, conseguimos elevar o nivel de atendimento instituicional. Além Disso, pretendemos melhorar o ambiente físico da UFRR parágrafo atrair OS Alunos e mante-los Los Angeles, evitando ASSIM um Evasão dos Estudantes. Fazendo ISSO não Primeiro ano de mandato, JA poderemos colher bons Resultados nenhum ano Segundo ", Afirma.
Sobre Ser O Primeiro roraimense um Ser eleito PARA O posto de reitor, Fernandes que sejam considerados that uma Instituição Precisa CRIAR uma "cultura acadêmica a Partir dos Pequenos".
"A universidade Precisa melhorar a Qualidade fazer Profissional Que forma é Isso comeca desde como bases. Por ISSO, parágrafo vamos Investir em bolsas um Eagro [Escola Agrotécnica da UFRR] e não Colégio de Aplicação, parágrafo Levar cessos Alunos à Graduação E Depois um POS -graduação. ASSIM assim, 'Alimentar' vamos OS mestrados e doutorados that UFRR Já oferta e AINDA IRA ofertar ", encerrou.
Reitor e Vice-reitor
Professor Jefferson Fernandes e Doutor do Curso de Agronomiae dez MAIS de 20 anos Dedicados à UFRR. Já o Vice-Reitor, professor Américo Lyra E Doutor e Coordenador do Curso de Relações Internacionais da UFRR. E Natural de Brasília. Ambos were eleitos Pela chapa 'Amanhecerá: Diálogo e Renovação' e devem Gerir um UFRR Entre 2016 e 2019

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

As Vozes da Ancestralidade estarão no Sesc

Programa


A literatura indígena é considerada por alguns estudiosos um ”fenômeno” novo, conforme os meios que regem o sistema literário tal como conhecemos. Essa novidade é porque a literatura dita “indígena” é muito mais abrangente e significativa. Para os povos indígenas, ela é mais que textos escritos no papel. Nesse sentido, esta literatura existe desde o principio dos tempos, permeando as diversas faces e linguagens da milenar cultura indígena. A literatura encerra um discurso que permite a leitura do universo, do mundo e do outro. A literatura indígena fala, pois, do que dá origem e sentido ao ser e ao existir.

Além disso, a literatura indígena é parte das vozes ancestrais. O grafismo, os ritos, o canto e a dança, este multiforme discurso é parte indissolúvel na materialização da literatura indígena, que encontrou novos meios de se propagar no mundo atual, representado por integrantes dos povos indígenas em forma e livros.

O caminho percorrido por esta literatura, dentro e fora das aldeias, para o indígena e não indígena tem causado discussões e ressonâncias por diversos interlocutores em diversas áreas e, em especial, na educação.  Será neste sentido que o ciclo “Literatura Indígena: Vozes da Ancestralidade” apresentará uma visão panorâmica da história e dos desdobramentos que os livros de autores indígenas têm alcançado e contribuído no fortalecimento das culturas indígenas e brasileira.   

 

Com mediação de Cristino Wapichana. Músico, compositor, cineasta, contador de histórias e escritor premiado. Produtor do Encontro de Escritores e Artistas Indígenas. Vencedor do 4° concurso Tamoio de literatura pela FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e juvenil 2007.

 

16/11 - Vozes da Ancestralidade

A literatura indígena colabora para a formação do povo brasileiro desde a fundação da própria nação. No século XVI as histórias tradicionais foram colhidas pelo padre Anchieta, e depois modificadas e devolvidas com o objetivo da catequese. Nos séculos seguintes os seres encantados saídos das bocas dos povos passaram a conviver com a sociedade cosmopolita que se formava. Na época do Império, as histórias foram usadas para o ensino da língua tupy aos soldados militares. Depois estas histórias passaram a ser de domínio público e foram recontadas por diversos autores, até chegar na República modernista de Mário e Oswald de Andrade.

 

Não foram somente os territórios físicos que foram invadidos, foram também os territórios míticos, simbólicos, filosóficos, artísticos. Os territórios dos ideários e do imaginário ancestral. Assim como os transgênicos modificam a constituição do solo muitos autores promoveram uma transgenia na riqueza ancestral da literatura oral e vivencial dos povos.  E nesse momento é que os novos guerreiros das tribos usam a caneta e o papel, substituindo o arco e a flecha, para retomar suas histórias pessoais e coletivas.



Com Kaká Verá e Eliane Potiguara. 

 

 

17/11 - Transição da Oralidade para Escrita

 

A longa e reconhecida tradição das narrativas indígenas apoiada na oralidade, cultivada por diversos povos no continente americano é fio condutor das  memórias que temos. Memórias que atravessaram os tempo de beleza  e encantamento de culturas  dos povos das florestas, das águas  e  dos  altiplanos e  desertos, evocando  nestas paisagens diversas  a origem destas culturas ancestrais. Tomados pelos invasores que aqui aportaram nos últimos séculos  como povos sem  escrita e por  isso mesmo sem história, estes povos de tradição oral , revelam nestas últimas três  décadas sua vitalidade e  força  narrativa com a apropriação deste recurso da escrita. Desvelando novos mundos, outras cosmovisões que esta “ferramenta da escrita” potencializa e projeta para além das fronteiras alcançadas pela emissão dos antigos Moronguetá e Pora-hei, que conduziram como verdadeiros guardiões estas Memórias do Fogo, no dizer do grande escritor Eduardo Galeano, que soube reconhecer na tradição oral a alma mesma dos povos ameríndios.

Com Ailton Krenak e Aurilene Tabajara.

 

 

 

18/11 - A Imagem e a Escrita

 

Nessa mesa Ciça Fittipaldi aborda os modos de trabalho com a Série Morená, composta nos anos 80, relacionando a escrita dos textos e a produção de imagens. Algumas experiências com o trabalho com Educação Escolar Indígena e sua ressonância na sua produção e sua visão do que é e de como acontece o trabalho com imagens narrativas.

Denilson Baniwa discute o grafismo indígena como símbolo de reconhecimento e entendimento de identidade. Um olhar a partir da pesquisa sobre os grafismos e uma nova perspectiva de adaptação aos mais diversos suportes de comunicação. Do design a ilustrações de comunicação gráfica dos Baniwa, Wayapi e Tukano na construção de uma identidade de ensino e pertencimento.

 

Com Denilson Baniwa e Ciça Fittipaldi.

 

19/11 – Literatura Indígena no meio acadêmico. 

 

A educação escolar indígena diferenciada é uma demanda dos povos indígenas que foi incorporada na constituição brasileira de 1988, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (Lei 9394/96) e numa ampla legislação específica. É um modelo de educação que se insurge contra a educação escolar colonizadora e opressora.

A discussão percorrerá o movimento que transformou a educação colonizadora em educação emancipadora. Serão discutidos os objetivos e fundamentos da educação escolar indígena diferenciada, seus princípios fundamentais: o bilinguismo, a interculturalidade, as suas especificidades e seu formato comunitário. As discussões culminarão na apresentação das ações pedagógicas de formação dos professores indígenas em cursos diferenciados, focando no caso da Licenciatura Intercultural Indígena voltada para a formação de professores Pataxó, Pataxó Hã Hã Hae e Tupinambá, no sul da Bahia.

Buscar-se-á demonstrar como os povos indígenas estão protagonizando a educação escolar que valorize suas tradições, rituais, línguas e modos de organização políticas.

Com Edson Kayapó. Filho de pai Kayapó e mãe Marajoara. Escritor, professor e contador de histórias. Busca sabedoria nos sons da natureza e nos ensinamentos dos pajés, curandeiras e dos velhos guardiões das tradições milenares. Atua na formação de professores Pataxó, Pataxó Hã Hã Hae e Tupinambá.

Com Edson Krenak. 

 

 

23/11 – A história da literatura Indígena e seus desdobramentos na Educação. 

 

A Literatura indígena é formada por saberes ancestrais que tem colaborado para projeção das tradições indígenas em dois sentidos: a) como meio de educar a sociedade nacional (não-indígena) sobre as histórias, memórias, hábitos e costumes dos nossos povos, no presente e no passado; b) como elemento de valorização, fortalecimento e revitalização da cultura indígena nos meios indígenas, particularmente nas escolas das aldeias. Portanto, a literatura indígena tem um caráter educativo, espiritual e filosófico, podendo auxiliar no reencantamento das relações socioambientais, planetária e na construção de valores para convivência respeitosa diante da multietinicidade da sociedade brasileira.

Com Daniel Munduruku e Darlene Taukane. 

 

24/11 - Uma poética da Literatura Indígena: 

 

A literatura indígena tem sua dialética, voz e cor. Esta escrita já traz poética milenar que indica uma autoria, que é individual e coletiva. Traz consigo as marcas de uma ancestralidade em que a natureza fala pelo som do vento ou pelo reluzir da lua cheia, os seres (materiais e espirituais) se comunicam e a vida se harmoniza como as cores do arco-íris. A poética da literatura indígena vai além das entrelinhas, ela traz a cultura de um povo, de uma diversidade de povos, de cosmologias e jeitos de ser. Por isso tudo, não se restringe à escrita e ao individual: ela é movimento, vida, cor, danças, cantos, sons e uma infinitude de ações culturais em ebulição.


Com Cristino Wapichana e Tiago Hakiy. Mediação de Daniel Munduruku.

 

 

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.



Nosso canal no YouTube oferece mais de nossa programação. Inscreva-se e fique por dentro.

Palestrantes

Darlene Taukane

Darlene Taukane

Natural da aldeia Pakuera, localizada na Terra Indígena Bakairi, no Mato Grosso. Mestre em Educação pela UFMT. Membro do Instituto Yukamaniru de Apoio às Mulheres Indígenas Kura Bakairi.

(Foto: Acervo pessoal)
Ailton Krenak

Ailton Krenak

Produtor gráfico, jornalista, escritor. Participou da fundação da União das Nações Indígenas (UNI).  Integra o Núcleo de Cultura Indígena que realiza o Festival de Dança e cultura Indígena. (Foto: Adriana Moua)

 
Cristino Wapichana

Cristino Wapichana

Músico, compositor, cineasta, contador de histórias e escritor premiado. (Foto: Acervo pessoal)

 
Kaká Verá

Kaká Verá

De origem Tapuia, é escritor, empreendedor social e ambientalista. Especializou-se em educação em valores humanos e cultura de paz em cursos no Brasil e no exterior. (Foto: Acervo pessoal)

 
Eliane Potiguara

Eliane Potiguara

Professora e escritora remanescente dos Potiguaras. Conselheira do Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e coordenadora da Rede de Escritores Indígenas, integrante da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. (Foto: Acervo pessoal)

 
Aurilene Tabajara

Aurilene Tabajara

Terapeuta holística, escritora cordelista, pertence a etnia dos povos Tabajara e Kalabaça. Autora de “Magistério Indígena em Verso e Poesia”, adotado e editado pela Secretaria de Educação do Estado do Ceará. (Foto: Katarine Almeida)

 
Denilson Baniwa

Denilson Baniwa

Natural da aldeia Darí, interior do Amazonas. Artista plástico, ilustrador e designer gráfico. Através do design e arte divulga a cultura indígena. (Foto: Katerine Almeida)

 
Ciça Fittipaldi

Ciça Fittipaldi

Professora de Ilustração e Design Editorial no curso de Design Gráfico na UFG. Pesquisadora das visualidades e das narrativas orais indígenas e afro-brasileiras. Autora de livros infantis. (Foto: Paula Rezende)

 
Edson Kayapó

Edson Kayapó

Filho de pai Kayapó e mãe Marajoara. Escritor, professor e contador de histórias. Atua na formação de professores Pataxó, Pataxó Hã Hã Hae e Tupinambá. (Foto: Acervo pessoal)

 
Edson Krenak

Edson Krenak

Um dos últimos descendentes dos Botocudos. Mestre em Estudos Literários pela UFSCar. É autor de "O sonho de Borum", narrativa premiada pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. (Foto: Acervo pessoal)

 
Daniel Munduruku

Daniel Munduruku

Escritor, doutor em Educação pela USP, pós-doutor em Literatura pela UFSCar. Diretor presidente do Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais. (Foto: Acervo pessoal)

 
Tiago Hakiy

Tiago Hakiy

Do povo Mawé. Poeta, escritor e contador de histórias tradicionais indígenas. Graduado em Biblioteconomia pela UFAM. Vencedor do Concurso Tamoios para escritores indígenas em 2012. (Foto: Katerine Almeida)

 
  

Data

16/11/2015 a 24/11/2015

Dias e Horários

Segundas, terças, quarta e quinta, 15hs às 17h30.

Local

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira
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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...