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Mostrando postagens de Maio, 2015

SINTONIA

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Mesmo em tempos difíceis, a flor nasce, o sol aparece, o rio flui e uma nova fruta brota da árvore.

Todos nascem para o êxito

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A Mãe Terra germina indistintamente todas as sementes. A água a todas nutre. O sol á todas vivifica. A lei da natureza é vida e êxito.  A nós compete somente agradecer e oferecer cuidados.

Kaká Werá é homenageado pelo pioneirismo na literatura indígena

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A literatura indígena no Brasil nasceu no inicio da década de 90. Mais exatamente em 1993 apos a publicacao do livro "Todas As Vezes que Dissemos Adeus", de minha autoria.  Em seguida veio o livro  "Coisas de Indio", de Daniel Munduruku. E a partir de entao comecamos a estimular o surgimento de escritores indigenas.  Criei nesta época um selo para o fomento, mas nao deu certo, e depois a editora peiropolis, que havia publicado meus livros seguintes, se interessou em lancar um selo para publicacao de escritores indigenas. 
Alguns antropólogos na época achavam que índio não podia escrever, e ate me questionaram por isso. Mas hoje são quase 50 escritores indígenas no Brasil e já somam próximo a um milhão de exemplares vendidos; em sua grande maioria catalogados como literatura infanto-juvenil.  Alguns escritores indigenas tem uma produção regular e escrevem muito, como Daniele Munduruku, Olivio Jecupé, Eliane Potiguara e Yaguare Yaman. São referencias recorrentes em s…

Kaká Werá fala para a Rádio Yandê

O escritor, educador, ambientalista e fundador do Instituto Arapoty, Kaká Werá, de 51 anos, ficou conhecido por sua sensibilidade, livros e trabalhos sociais voltados para difundir o saber ancestral das culturas indígenas. Mas principalmente no combate ao assistencialismo e desmistificação da cultura.
Sua família de origem indígena vivia em Minas gerais e migrou para cidade de São Paulo nos anos 60. Na década de 80 em São Paulo ele iniciou um trabalho de apoio a Comunidade Guarani, criou laços de amizade profundos com o pajé Alcebíades Werá, um sábio ancião do Povo Guarani que compartilhou com Kaká seus saberes. Em 1986 Carlos Alberto dos Santos foi batizado e recebeu o nome guarani de "Werá Jecupé", hoje conhecido como Kaká Werá.
Em entrevista para Rádio Yandê ele falou sobre a importância de conscientizar a sociedade para as questões indígenas e a força da cultura indígena no combate aos males e desafios enfrentados pelos Povos Indígenas nos dias atuais.
(Rádio Yandê) Rena…

Ler sinais

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Antigamente os nossos avós sabiam ler os sinais da natureza com tanta naturalidade que era praticamente como se a presença da alma do mundo se fizesse em clara linguagem a cada instante.
Me lembro muito bem quando diziam:
- Está vendo aquela nuvem atrás da montanha que parece o véu de uma noiva?
- Sim.
- Pois é. Vai chover amanhã.
E chovia.

Viva a Vida.

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Ainda não temos consciencia de que a base da vida não é o patrimônio,mas sim a própria vida. E ela por sua vez se disponibiliza em torno de coisas simples e intangíveis. O ar que respiramos por exemplo. A água que bebemos e que gera a energia que nos dá conforto. A terra que nos serve de matriz de toda nutrição necessária ao corpo. E a luz do sol e da lua e das estrelas que impulsionam todas as formas de vidas. Nós não podemos possuir nem pedaços de vida e nem toda a vida. Ela é que nos possui. Inspira. Vibra. Ilumina e sustenta.

Guaranis do Jaraguá podem ser expulsos de suas terras.

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A reintegração de posse de uma área de 720 mil metros quadrados ocupada por índios guaranis, chamada Tekoa Itakupe, localizada no Pico do Jaraguá, região noroeste de São Paulo, foi agendada para a última semana de maio. A data ficou definida em reunião na tarde desta terça-feira na sede da Polícia Militar em Pirituba, que contou com a participação de índios, representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Militar, da Advocacia-Geral da União (AGU), do secretário de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, e de pessoas que reinvindicam a posse do terreno.  A reintegração de posse já foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região de São Paulo e poderia ser feita a qualquer momento. Mas a Funai recorreu, e o caso está agora no Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa da Funai é que o Supremo se pronuncie rapidamente sobre o caso, suspendendo a liminar que dá a reintegração a Antonio Tito Costa, que tem a posse do terreno com outras pessoas. “A Funai, …

Os guaranis do Jaraguá querem o somente o que lhes pertence

O Xamã e o Guerreiro

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O Xamã é aquele que pela luz do silêncio dialoga com o Sagrado Mistério e este revela-se, pouco á pouco, ao próprio. Desse diálogo nasce as respostas para as suas mazelas, feridas, maus hábitos; para a cura de si e de seus semelhantes. O Xamã voa, por isso adora plumas, que representam essa dimensão celestial e iluminada. Mas muitas vezes se perde neste vôo pela influência dos ventos das fantasias e falsas projeções, de si mesmo e dos outros. O guerreiro é aquele que tem os dois pés no chão e conhece o valor e o poder das raízes. Conhece os valores da terra: realizar, semear, materializar, lidas com a vida prática. O guerreiro guerreia, não contra alguém, mas consigo mesmo, contra suas insignificâncias e contra os seus exageros. O guerreiro guerreia contra as suas limitações, suas percepções fragmentadas das circunstâncias da vida. As vezes o guerreiro fere e magoa. Por isso os dois devem andar lado a lado, um ouvindo o outro, principalmente nos momentos decisivos dos fatos que a vid…

O que é indio?

Trilhas do Ser: Passos iniciáticos

Tem-se dito que estamos em uma crise planetária gravíssima, de alto risco para a espécie humana. A desagregação dos ecossistemas, promovida pelas limitações da atual consciência humana, centrada na ganância, usurpação, exploração indiscriminada dos recursos, semi-escravização humana e outros fatos deploráveis - tem agravado situações sociais insustentáveis e gerado um sistema quase ininterrupto de pequenas e grandes crises. No âmbito pessoal, estamos percebendo o agravamento também de diversos distúrbios: stress excessivo, depressões, cânceres, distorções no campo afetivo – individual e familiar -, surgimento de inúmeras “novas” doenças, etc. e fica a pergunta, onde é que vai dar isso? Para muitos, determinados tipos de crise levam á estafa, stress, doenças, depressões, traumas, e até á morte fí Tudo dependerá de modo como cada pessoa acolherá o fato ou situação em que ela se encontra.  Podemos de um modo geral, observar alguns tipos de crise mais comum que todos nós, seres humanos. …