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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Carta da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) á Presidente

A relação do Estado e da sociedade brasileira com os povos indígenas, mesmos com os novos paradigmas constitucionais que colocaram fim ao integracionismo, reconhecendo o caráter multiétnico e pluricultural do Brasil, em 1988, tem sido marcada por princípios e práticas colonialistas, autoritárias, racistas, preconceituosas e discriminatórias, subestimando a sociodiversidade e a contribuição dos mais de 300 povos indígenas, falantes de 274 línguas, e dos territórios indígenas ao país. Ao invés de efetivar os direitos indígenas assegurados pela Carta Magna (Artigos 231 e 232), sucessivos governos tem se dobrado aos interesses do capital, dos setores vinculados ao agronegócio, às mineradoras, às madeireiras, às empreiteiras e grandes empreendimentos que impactam as terras indígenas, e outros tantos empreendedores, que visam a apropriação e exploração descontrolada dos territórios e das riquezas neles existentes: os bens naturais, os recursos hídricos, a biodiversidade, o patrimônio genét…

Dilma assume compromisso com índios nas vésperas da eleição

A DOIS DIAS DA ELEIÇÃO, POR CARTA, DILMA ASSUME COMPROMISSO COM ÍNDIOS.  VEJA ABAIXO A CARTA NA ÍNTEGRA: Carta aos Povos Indígenas do Brasil Aos companheiros e companheiras indígenas, os primeiros brasileiros, No ano passado vivemos dias intensos; falo das Jornadas de Junho que, para quem não lembra, milhares de brasileiros foram às ruas exigir melhorias sociais e democráticas e, também, exigir mudanças. Naquele mesmo período recebemos os movimentos sociais, grupos da juventude e, também, recebemos lideranças indígenas de todo o Brasil. Após receber a carta com reivindicações das mãos das lideranças indígenas constatei o respeito à nossa Constituição que todos vocês nutrem e afirmei naquela reunião o que escrevo agora: nada em nossa Constituição será alterado com relação aos direitos dos povos indígenas! De todas as justas reivindicações apresentadas não tive dúvidas sobre a questão da inconstitucionalidade da PEC 215. Hoje, todos sabemos, existem desafios na esfera jurídica para poderm…

Botocudos de Minas Gerais tem DNA de polinésios

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FÁBIO DE CASTRO - O ESTADO DE S. PAULO     24 Outubro 2014 | 03h 00Preservados desde o século 19 no Museu Nacional, no Rio, dois crânios de índios botocudos, encontrados em Minas Gerais, se tornaram um mistério para a ciência. A partir de uma análise genômica completa, um grupo internacional liderado por cientistas dinamarqueses e brasileiros descobriu que os dois botocudos tinham genoma inteiramente polinésio, sem qualquer traço de ancestrais das Américas.O estudo foi publicado nesta quinta-feira, 23, na revista Current Biology. Em 2013, os mesmos pesquisadores haviam encontrado trechos de DNA de populações da Polinésia no genoma dos dois indivíduos. Agora, com a análise do genoma completo, foi possível confirmar a ausência de assinaturas genéticas de povos nativos das Américas. O estudo revelou ainda que os crânios eram mais antigos do que se pensava: os dois índios viveram antes do início do século 19. Os autores, no entanto, não sabem explicar como os polinésios chegaram ao Sudest…

Eu Maior comemora mais de um milhão de visualizações

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Indios do Mato Grosso do Sul escolhem Aécio

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.Além de afirmar que o Governo do PT não está fazendo nada em favor dos índios, Silvana Terena, Elcio Terena e Elizur Gabriel - irmão de Oziel Gabriel, assassinado em Sidrolândia durante conflito em maio de 2013 - denunciaram que está havendo um clima de terrorismo nas aldeias, nesta reta final da campanha eleitoral do segundo turno.Eles anunciaram também apoio aos tucanos Reinaldo Azambuja e Aécio Neves
Silvana e Elizur, falando em nome do Movimento Indígena Urbano e das Bases, informaram que as aldeias de Miranda, Aquidauana, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti estariam sendo visitadas por representantes do PT que declaram o risco que estariam correndo se votarem em Reinaldo Azambuja, para governador do Estado, e Aécio Neves, para presidente da República.

Eles declararam que o PT ''não está com os índios'' e por isso darão apoio aos candidatos tucanos e entregarão a eles, nesta terça-feira quando da visita de Aécio a Campo Grande, uma carta contendo diversas reivindica…

Dilma e Aécio.Prática e discurso

Tenho acompanhado diversas expressões de tentativas de convencimento de votar em Dilma ou Aécio. A militância petista se inflama de um lado colocando que posturas ideológicas estão em jogo: pobres contra ricos, socialismo contra capitalismo, esquerda contra direita.  Classe operária contra burguesia. A militância tucana coloca a questão da inflação, o aparelhamento corrupto do estado, a gestão medíocre da nação. No entanto, o que parece é que o grupo de Lula e Dilma fizeram, do ponto de vista ideológico, um governo mais para a social-democracia do que para os valores socialistas, aprendendo inclusive as mazelas do sistema social-democrata abrindo mão de princípios éticos quando também se especializa na prática da corrupção. Que diga-se de passagem não é uma corrupção qualquer, é uma corrupção dilacerante para toda a nação brasileira.  Tenho dúvida se Lula e seu grupo partilha verdadeiramente de valores socialistas, depois de ouvir o depoimento de Hélio Bicudo no youtube, um dos funda…

Kaká Werá é fundador do Instituto Arapoty

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Mutirão é tecnologia da cooperação

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Uma das características da tradição tupy que podemos considerar preciosas é o habito da puxirum, ou mutirum, ou ainda mutirão, conforme foi aportuguesado após o século XVI.
O mutirão é a arte do apoio coletivo, da mutualidade, da criação de vínculos respeitosos entre pessoas e famílias diversas.
O mutirão era fundamental para se formar um aldeamento, para se edificar uma casa, e para enfrentar situações críticas tanto sociais quanto individuais.
Somente foi possível existir uma sociedade sustentável, como foram as inúmeras etnias que passaram pelo Brasil e aquelas que ainda existem devido a prática do mutirão.
Aliás, o brasileiro mais simples, e portanto mais profundo, reconhece o mutirão com naturalidade e como um meio de sociabilização.

Somos natureza

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Para onde vai a Educação?

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Fico preocupado com a educação. Tem diminuído o número de cidadãos que querem ser professores. Não tem sido uma profissão  de reconhecimento.  Nas periferias os sonhos de prosperidade dos garotos pobres tem sido o futebol. Nada contra o futebol, que adoro,mas a perspectiva é muito limitadora do ponto de vista dos potenciais e das possibilidades de prosperidade e do desenvolvimento das pessoas.
Em São Paulo, o estado tem tratado com negligência os professores. Existem categorias de contratados que ganham mal e não tem nem direito aos clássicos fundamentos da CLT, como décimo terceiro, férias, etc.  Ouso até dizer que é quase um trabalho semi-escravo.
As universidades paulistas não acolhem os pobres, negros, ou descendentes de índios. Elas são contra o sistema de cotas.
Sabemos que o verdadeiro desenvolvimento do Brasil se dará quando tiver um sistemas educacional de ponta, eficiente e que atinja toda pessoa que estiver na linha da pobreza e abaixo dela, pois não dá pra viver eternament…
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Compromisso com demarcação de terras indígenas deve ser urgente

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O segundo turno começa com grandes dificuldades de posicionamento para quem ficou de fora. Alguns partidos propõem a neutralidade, o voto nulo ou o voto em branco. Na minha opinião estas três opções favorecem sempre o inimigo, seja ele quem for. Não acrescenta nada á democracia. Aliás, dependendo do discurso pode demonstrar inclusive uma visão reducionista e dogmática ao extremo de idéias e propósitos.
O Partido Verde optou por apoiar Aécio Neves. Para isso fez algumas objeções e propostas. No meu caso estou particularmente preocupado com a questão indígena no que se refere a demarcação de terras. Pois Dilma enrolou estes quatro anos o quanto pode e não demarcou nada. Existem na mesa do Ministério da Justiça cerca de trinta processos prontos para serem homologados, todos com reconhecimento total de aprovação devido aos extensos estudos para tal.
Aécio diz até então que é a favor de fragmentar as decisões de  demarcação, distribuindo a responsabilidade para uma diversidade de órgãos, …

KAKÁ WERÁ AGRADECE A EXPRESSIVA VOTAÇÃO EM SÃO PAULO

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Kaká Werá escritor, ambientalista e empreendedor social.

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Kaká Werá, índio de origem tapuia, nascido em São Paulo. Sua mãe faleceu quando ele tinha 9 anos e seu pai quando ele fez 16; na década de 1980 foi adotado e adotou a cultura guarani como fundamento do seu viver. É escritor, autor de cinco livros abordando a temática indígena; integrante de um movimento que se utiliza da literatura como uma ferramenta de luta social que reúne hoje mais de 50 escritores indígenas.
Empreendedor social e ambientalista, reconhecido e premiado pela sua ação com diversas comunidades do sudeste do Brasil nos últimos vinte anos. Conselheiro da Bovespa Ambiental&Social desde 2003. Membro de juri do Premio Ford de Ecologia e do Premio Eco da Câmara do Comércio Exterior, foi responsável pelo fomento de inúmeras ações ambientais no terceiro setor e no meio empresarial.
Fundador e integrante da URI (Iniciativa das Religioe Unidas), com cadeira na ONU contra o sectarismo religioso, desde 1998.
Especializou-se em educação em valores humanos e cultura de paz atra…
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