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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Caminhos do Brasil foram abertos pelos índios

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Entrevista no Instituto Arapoty

A Música é extensão da alma, segundo o pensamento guarani

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Uma cosmovisão sobre as águas

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Corpos de Luz descatequiza mentes

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Corpos de Luz ilumina sombra e revela saberes sagrados dos índios

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O espetáculo Corpos de Luz, da Cia Dança Vida, adaptou o livro A Terra dos Mil Povos e Tupã Tenondé, de Kaká Werá, e revela, a partir da mitologia Tupy, os valores e a visão de mundo e de ser humano. segundo a filosofia tupy. Foi encenado em Ribeirão Preto, inicialmente e circulou por vários municipios de São Paulo durante os últimos cinco anos. 

Corpos de Luz expressa teatro de resistencia

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Oque podemos aprender com os animais?

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Teatro e Resistência na cultura indígena

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O teatro serviu para cobrir o espírito da cultura dos povos indígenas  sob a direção de José de Anchieta, e teve como palco inicial o Pátio do Colégio, na São Paulo do século XVI. A dramaturgia que foi trazida para estas terras tropicais se utilizou de Gil Vicente e seus autos, e foram cultivando nas culturas locais a idéia de inferno, diabo, pecado e arrependimento. Além disso, propagou a desqualificação dos saberes pré-cabralinos. Com o passar do tempo, os povos indígenas passaram a representar papeis muito distantes daquilo que são, passando a atuar como vítimas pedintes e tuteladas ou crianças. Em um determinado momento da década de 1980, lideranças indígenas desenvolveram uma estratégia, surgida a princípio entre os Xavantes e os Guaranis, de; aos poucos, assimilar as ferramentas da sociedade chamada civilizada: seus códigos, tecnologias, pedagogias; e utilizá-las como modo de veicular os valores e a visão do mundo das matrizes ancestrais do Brasil. Afinal, embora sufocada, a ess…

Escola de Guerreiros da Paz

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Arte como instrumento de inclusão cultural

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AGO090 Arte indígena interétnicaNo segundo dia de TEIA, Ponto Arapoty Cultural leva oficina de artesanato, cerâmica e dança circular tradicional de várias etnias indígenas “Formar jovens para uma visão mais inclusiva, mais profunda à respeito das culturas tradicionais”, “como método de combate à discriminação e como difusão cultural” é o objetivo do Instituto e Ponto de Cultura Arapoty Cultural, conta Kaka Werá. Artesanato, barro, dança tradicional, entre outras, como ferramentas de aproximação da sociedade com essas culturas. São muitos grupos: pataxós, xavantes, guaranis, kariris, entre outros. Kaká Werá, do Instituto Arapoty Na oficina oferecida na TEIA (aqui você pode ver a programação das próximas), grupos pequenos tiveram o privilégio de falar e vivenciar algumas práticas dessas culturas. Uma amostra do que o Instituto procura fazer na sua sede, localizada na Itapecirica da Serra. Não é propriamente uma aldeia. É um ponto de produção e experiência dessa sabedoria e costumes trad…
"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

A sabedoria dos animais

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Convivo com quatro cachorros em casa, entre eles Koda, o mais velho.  Cada dia me surpreendo o quanto os animais são imprescindíveis. A capacidade de prontidão e amor incondicional deles é algo surpreendente. Quando estou de bom ou mau humor, não altera em nada a disposição de carinho, de afago, de oferecer lambidas úmidas de amizade. O Koda, por exemplo, conversa na linguagem do silêncio com minhas filhas e desperta nelas o respeito pela vida e o amor no sentido mais amplo e sagrado da palavra. Bem já dizia um grande chefe indígena americano: "sem os animais,morreríamos de uma grande solidão de espírito...".
Os meus cães já curaram muitas tristezas de minha família e já ensinaram muitas lições, com olhares penetrantes e atenção plena a cada gesto de seus supostos "donos".
 Com certeza nós não somos seus donos. Em todas as famílias que conheço os animais são parte integrante dos familiares. São graças á eles que muitas crianças adquirem o hábito de cuidar do outro…

SÉRIE " O SAGRADO" NA TV FUTURA ACOLHE VISÃO INDÍGENA DE RELIGIOSIDADE

Tradições Indígenas - Salvação do quê ? - SÉRIE SAGRADO

Cabral pode receber índios

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Da folha de São Paulo A reação do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para tentar conter a queda de sua popularidade inclui abrir as portas do Palácio Guanabara para indígenas que formavam a "Aldeia Maracanã". Os indígenas que ocupavam o antigo Museu do Índio foram retirados em março com forte aparato policial, uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Agora serão recebidos, possivelmente no início da próxima semana, pelo governador. Antes da retirada dos indígenas do prédio, Cabral já havia desistido de demoli-lo. Mas afirmou que o local seria usado para a instalação de um Museu Olímpico.
A decisão não agradou os ocupantes do local, que agora devem atingir seus objetivos. O antigo Museu do Índio, que no planejamento inicial seria demolido, deve abrigar um centro de estudos sobre a cultura indígena.
Se confirmado, este seria o terceiro recuo do governador em relação ao entorno do estádio --os outros dois são a manutenção do parque aquático Júlio Delamare e o estádio de at…

O Museu do Índio, no Rio, volta para o índio.

Rio de Janeiro – Depois de uma luta que durou vários anos e de uma desocupação traumática no último mês de março, feita com violência policial e uso de bombas de gás, os índios podem finalmente comemorar a retomada do prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Antecipado na última segunda-feira (29) pelo governador Sérgio Cabral, a devolução do imóvel aos índios começou a ser concretizado ontem (30), após reunião entre a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, e diversas lideranças indígenas.
A informação foi divulgada hoje (31), em nota da Secretaria Estadual de Cultura. Segundo o texto, estiveram presentes ao encontro com a secretária representantes de diversas etnias, incluindo Afonso Apurinã, Carlos Tukano, Garapirá Pataxó, Marize Guarani e Iracema Pankararu. Ficou decidido que haverá uma nova reunião no próximo dia 6, para começar a definir a elaboração do projeto, como nome, estrutura, cronograma e modelo de gestão do futuro …

Saindo do Inverno

O hálito do dia sopra uma neblina fria junto com a noite. Amanhã haverá sol. Pequenas ervas, pequeníssimas, brotam entre as saliências do asfalto, inclusive uma florzinha, amarela. Como naquele poema de Drummond, uma flor nasceu na rua. O silêncio deixa sua presença na praça, por alguns segundos e o vento o sacode limpando com luz o tempo. Tudo isso é indício de que uma primavera está prestes á ser anunciada.
A velocidade dos carros não deixa as pessoas perceberem isso. Nem o transe dos olhos da multidão sem pupila que caminha nos dois sentidos nas calçadas. Vão e vem. Pra onde?
A cidade sub-vive. Os parques tentam cura-la. Os animais passeiam com os homens pela coleira, dando um pouco de sentimento para o reino humano.Que seria de nós, sem os animais?
A vida busca se mostrar através do céu que se limpa, do som das crianças brincando, de alguns sorrisos que iluminam-se na multidão. A vida respira nos passos enquanto o coração bate.
O inverno se vai aos poucos, com seu silencio que cor…