quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Corpos de Luz descatequiza mentes


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Corpos de Luz ilumina sombra e revela saberes sagrados dos índios


Posted by PicasaO espetáculo Corpos de Luz, da Cia Dança Vida, adaptou o livro A Terra dos Mil Povos e Tupã Tenondé, de Kaká Werá, e revela, a partir da mitologia Tupy, os valores e a visão de mundo e de ser humano. segundo a filosofia tupy. Foi encenado em Ribeirão Preto, inicialmente e circulou por vários municipios de São Paulo durante os últimos cinco anos. 

Corpos de Luz expressa teatro de resistencia


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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Teatro e Resistência na cultura indígena

O teatro serviu para cobrir o espírito da cultura dos povos indígenas  sob a direção de José de Anchieta, e teve como palco inicial o Pátio do Colégio, na São Paulo do século XVI. A dramaturgia que foi trazida para estas terras tropicais se utilizou de Gil Vicente e seus autos, e foram cultivando nas culturas locais a idéia de inferno, diabo, pecado e arrependimento. Além disso, propagou a desqualificação dos saberes pré-cabralinos.
Com o passar do tempo, os povos indígenas passaram a representar papeis muito distantes daquilo que são, passando a atuar como vítimas pedintes e tuteladas ou crianças.
Em um determinado momento da década de 1980, lideranças indígenas desenvolveram uma estratégia, surgida a princípio entre os Xavantes e os Guaranis, de; aos poucos, assimilar as ferramentas da sociedade chamada civilizada: seus códigos, tecnologias, pedagogias; e utilizá-las como modo de veicular os valores e a visão do mundo das matrizes ancestrais do Brasil. Afinal, embora sufocada, a essência e o espírito de cada cultura nativa continua presente sob o figurino e o palco da colonização.
Hoje as culturas indígenas estão vestindo calças jeans, camiseta, vendo televisão, escrevendo, utilizando outras formas de expressão, mas trazendo uma essência de valores que vem de raízes milenares desta Terra. Eis aí justamente a contradição e o ponto de resistência: fazer com que o ser humano descubra que cada um, independentemente de idioma, etnia, raça, cor, continente, é no sentido de ancestral, um filho da Terra. Abrir á sociedade a noção de que todos nós trazemos a presença de uma natureza dentro de nós, todos nós somos índios no sentido de conexão com matrizes culturais que fundam o mundo e são inseridas em diversos ecossistemas, que são transformados pelas ações humanas; que por sua vez também transformam o ser humano.

Nesse sentido, o teatro contemporâneo pode ser usado como uma espécie de descatequização, ou seja, um veículo pedagógico, como Anchieta o fez, para corrigir através da arte as mentes distorcidas da atual civilização.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Escola de Guerreiros da Paz

O Jogo da Água é uma dinâmica para desenvolver  a cooperatividade.

Kaká Werá criou, no início dos anos 90,  inspirado na cultura indígena, particularmente entre os saberes dos povos Krahô, Xavante e Guarani, dinâmicas de grupo que promovem a capacidade coletiva do exercício da liderança e o despertar de um sentimento de gratidão e honra á natureza. Estas  práticas fazem parte da vivência "Escola de Guerreiros Sem Armas" promovidas anualmente pelo Instituto Elos.

sábado, 10 de agosto de 2013

Arte como instrumento de inclusão cultural


Arte Banner Arte Indigena

Arte indígena interétnica


No segundo dia de TEIA, Ponto Arapoty Cultural leva oficina de artesanato, cerâmica e dança circular tradicional de várias etnias indígenas
“Formar jovens para uma visão mais inclusiva, mais profunda à respeito das culturas tradicionais”, “como método de combate à discriminação e como difusão cultural” é o objetivo do Instituto e Ponto de Cultura Arapoty Cultural, conta Kaka Werá. Artesanato, barro, dança tradicional, entre outras, como ferramentas de aproximação da sociedade com essas culturas. São muitos grupos: pataxós, xavantes, guaranis, kariris, entre outros.
Oficina de Arte Indigena_Arapoty Cultural
Kaká Werá, do Instituto Arapoty
Na oficina oferecida na TEIA (aqui você pode ver a programação das próximas), grupos pequenos tiveram o privilégio de falar e vivenciar algumas práticas dessas culturas. Uma amostra do que o Instituto procura fazer na sua sede, localizada na Itapecirica da Serra. Não é propriamente uma aldeia. É um ponto de produção e experiência dessa sabedoria e costumes tradicionais.
Com frequência recebem artistas, que, por conta própria, disseminam pelo país afora o trabalho ali desenvolvido. Desenvolvem também um trabalho junto às escolas públicas e privadas, levando líderes indígenas de diversas tribos, para assim desmitificar a ideia de índio que é ensinada nas escolas.
Nesses últimos três anos, realizara ainda outro trabalho, especificamente com um grupo de pré-adolescentes. Tratou-se da cultura indígena, com o intuito de corrigir a distorção do olhar da sociedade sobre a cultura indígena. O produto final do curso foi uma peça teatral. Arapoty é idealizadora dos jogos intertribais, onde tribos de todo Brasil se reúnem para jogar e preservar os seus jogos típicos. O campeonato existe desde 1997.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A sabedoria dos animais

Convivo com quatro cachorros em casa, entre eles Koda, o mais velho.  Cada dia me surpreendo o quanto os animais são imprescindíveis. A capacidade de prontidão e amor incondicional deles é algo surpreendente. Quando estou de bom ou mau humor, não altera em nada a disposição de carinho, de afago, de oferecer lambidas úmidas de amizade. O Koda, por exemplo, conversa na linguagem do silêncio com minhas filhas e desperta nelas o respeito pela vida e o amor no sentido mais amplo e sagrado da palavra. Bem já dizia um grande chefe indígena americano: "sem os animais,morreríamos de uma grande solidão de espírito...".
Os meus cães já curaram muitas tristezas de minha família e já ensinaram muitas lições, com olhares penetrantes e atenção plena a cada gesto de seus supostos "donos".
 Com certeza nós não somos seus donos. Em todas as famílias que conheço os animais são parte integrante dos familiares. São graças á eles que muitas crianças adquirem o hábito de cuidar do outro e de expressar afeto. São graças á eles que muitos adultos são retirados do vazio cultivado em solidão. São graças á eles que aprendemos a comunicação pelo silêncio que expressa a intenção da alma. Realmente, devemos muito aos animais!

SÉRIE " O SAGRADO" NA TV FUTURA ACOLHE VISÃO INDÍGENA DE RELIGIOSIDADE

sábado, 3 de agosto de 2013

Cabral pode receber índios


Da folha de São Paulo
A reação do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para tentar conter a queda de sua popularidade inclui abrir as portas do Palácio Guanabara para indígenas que formavam a "Aldeia Maracanã".
Os indígenas que ocupavam o antigo Museu do Índio foram retirados em março com forte aparato policial, uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Agora serão recebidos, possivelmente no início da próxima semana, pelo governador.
Antes da retirada dos indígenas do prédio, Cabral já havia desistido de demoli-lo. Mas afirmou que o local seria usado para a instalação de um Museu Olímpico.
A decisão não agradou os ocupantes do local, que agora devem atingir seus objetivos. O antigo Museu do Índio, que no planejamento inicial seria demolido, deve abrigar um centro de estudos sobre a cultura indígena.
Se confirmado, este seria o terceiro recuo do governador em relação ao entorno do estádio --os outros dois são a manutenção do parque aquático Júlio Delamare e o estádio de atletismo Célio de Barros. O destino da Escola Municipal Friedenreich, também no entorno do Maracanã, ainda está indefinido.
O entorno do Maracanã foi escolhido pelo governo como sinalização de reabertura de diálogo.
Primeiro, a ideia de Cabral era demolir o edifício, como parte do que Cabral chamava de modernização do Maracanã e seu entorno. Daria espaço a lojas, estacionamento e um heliponto.
O objetivo é tirar a imagem de "ditador" atribuída a Cabral durante os protestos. Na avaliação de auxiliares dele, suas reações ajudaram a colar o rótulo. As tratativas com os índios vêm sendo conduzidas pela secretária de Cultura, Adriana Rattes.

O Museu do Índio, no Rio, volta para o índio.

Rio de Janeiro – Depois de uma luta que durou vários anos e de uma desocupação traumática no último mês de março, feita com violência policial e uso de bombas de gás, os índios podem finalmente comemorar a retomada do prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Antecipado na última segunda-feira (29) pelo governador Sérgio Cabral, a devolução do imóvel aos índios começou a ser concretizado ontem (30), após reunião entre a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, e diversas lideranças indígenas.

A informação foi divulgada hoje (31), em nota da Secretaria Estadual de Cultura. Segundo o texto, estiveram presentes ao encontro com a secretária representantes de diversas etnias, incluindo Afonso Apurinã, Carlos Tukano, Garapirá Pataxó, Marize Guarani e Iracema Pankararu. Ficou decidido que haverá uma nova reunião no próximo dia 6, para começar a definir a elaboração do projeto, como nome, estrutura, cronograma e modelo de gestão do futuro Centro Estadual de Estudos e Difusão da Cultura Indígena.
Adriana Rattes propôs que o centro seja criado como uma instituição pública estadual e sugeriu que tenha na sua estrutura um conselho permanente formado por representantes do Instituto Tamoyo/Aldeia Maracanã, de índios de outras etnias que se interessarem em participar e de entidades e pessoas da sociedade civil ligadas à causa indígena.
“Os objetivos principais do centro serão os de promover, preservar e difundir a história, os valores, os conhecimentos e todos os aspectos culturais dos indígenas brasileiros, com foco especial nos grupos que vivem ou viveram nas diversas regiões do estado do Rio de Janeiro. O centro será ainda um ponto de formação, referência e apoio para os índios contemporâneos, diante dos desafios e das transformações culturais por que passam as diversas etnias em suas vivências nas aldeias e também no espaço urbano”, diz a secretaria em nota.
O prédio do antigo Museu do Índio foi construído no século 19 e abrigou o Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo Marechal Cândido Rondon. Transformado em museu, o local teve entre seus diretores o antropólogo Darcy Ribeiro. O governo do Rio cogitou demolir o prédio, como parte das obras de reforma do Maracanã, mas, depois dos protestos, desistiu e chegou a planejar a instalação de um museu olímpico no local.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Saindo do Inverno

O hálito do dia sopra uma neblina fria junto com a noite. Amanhã haverá sol. Pequenas ervas, pequeníssimas, brotam entre as saliências do asfalto, inclusive uma florzinha, amarela. Como naquele poema de Drummond, uma flor nasceu na rua. O silêncio deixa sua presença na praça, por alguns segundos e o vento o sacode limpando com luz o tempo. Tudo isso é indício de que uma primavera está prestes á ser anunciada.
A velocidade dos carros não deixa as pessoas perceberem isso. Nem o transe dos olhos da multidão sem pupila que caminha nos dois sentidos nas calçadas. Vão e vem. Pra onde?
A cidade sub-vive. Os parques tentam cura-la. Os animais passeiam com os homens pela coleira, dando um pouco de sentimento para o reino humano.Que seria de nós, sem os animais?
A vida busca se mostrar através do céu que se limpa, do som das crianças brincando, de alguns sorrisos que iluminam-se na multidão. A vida respira nos passos enquanto o coração bate.
O inverno se vai aos poucos, com seu silencio que corta.

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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...