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Mostrando postagens de Abril, 2013

Agentes do antigo SPI escravizavam índios

São Paulo – Criado em 1910, o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) muitas vezes atuou de maneira totalmente contrária aos interesses das pessoas por quem deveria zelar. Uma investigação coordenada em 1967 pelo então procurador Jader de Figueiredo Correia indicou que, além da corrupção sistêmica no órgão – que posteriormente seria substituído pela Fundação Nacional do Índio (Funai), parte de seus agentes praticavam escravidão e tortura de índios em todo o país.
As revelações estão no chamado Relatório Figueiredo, documento com as conclusões da investigação comandada pelo procurador. São mais de 7 mil páginas que acreditava-se estarem perdidas, mas foram encontradas recentemente no antigo Museu do Índio, no Rio de Janeiro.
“De maneira geral não se respeitava o indígena como pessoa humana, servindo de homens e mulheres, como animais de carga, cujo trabalho deve reverter ao funcionário. No caso da mulher, torna-se mais revoltante porque as condições eram mais desumanas”, anotou Figueiredo e…

Diversidade não é coisa de índio.

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Diversidade é estar alinhado com princípios da natureza do próprio ser. O próprio Cosmos se manifesta a partir de um mistério que se torna plural e diverso e se estrutura em um sistema interdependente. Olhar o céu e olhar a natureza nos inspira a perceber que a diversidade é o princípio da vida em movimento constante de harmonia e evolução.
Quando transpomos isto para a sociedade humana, podemos perceber a mesma coisa. É da pluralidade de culturas, visões, cosmovisões, idéias, crenças, pessoas; que a civilidade se instala, se aprimora, se remodela, se transforma. Existem os conflitos e eles são importantes, são os atritos necessários para a movimentação da vida também na civilização. Por isso não pode-se haver intolerância ao que é diferente, ao que pensa diferente, ao que se veste diferenta, ao que opina diferentemente, ao que tem pele, tamanho, formato diferente. Intolerancia é o caminho da ignorãncia que leva á terríveis considerações e possibilidades. Devemos acolher também aquil…

Afinal, o que querem os índios?

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Índio protesta pela demarcação de terras indígenas na Câmara dos Deputados usando pinturas indumentária de sua tribo (de uol notícias) Principal reivindicação dos índios brasileiros, a demarcação de terras é também a causa de muitos de seus problemas, na opinião do professor José Ribamar Bessa, especialista em estudos dos povos indígenas, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Ele acredita que um dos problemas causados pelo reconhecimento territorial é o alcoolismo e o suicídio. Em uma lista de reivindicações entregue à Secretaria-Geral da Presidência da República na segunda-feira (15), os índios listaram algumas questões que consideram importantes a serem resolvidas. 1. Questão fundiária:A principal reivindicação das lideranças indígena no Brasil, hoje, relaciona-se à demarcação de suas terras. Os índios pedem o arquivamento daPEC 215/2000, que transfere o poder de demarcar terras indígenas da Funai (Fundação Nacional do Índio) para o Congresso Nacional, além de dar a ele …

Frente ambientalista e líderes indígenas se unem para fortalecer luta

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Frente ambientalista da Câmara cria grupo de trabalhos para discutir temas indígenas
(Foto: Amanda Lima/ G1)

Um dia após índios ocuparem o plenário da Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Ambientalista da Casa anunciou na manhã desta quarta-feira (17) a criação de um grupo de trabalho para debater assuntos que envolvem os povos indígenas e seus direitos. Além de tratar os assuntos constitucionais, o grupo pretende debater propostas para implantação de políticas públicas para a preservação ambiental dos territórios indígenas. Na cerimônia de criação do grupo de trabalho, que antecipou as comemorações do Dia do Índio (19 de abril), também foi lançada a revista "Pensar Verde" da Fundação Verde Hebert Daniel, vinculada ao PV. A revista relata a presença do índio na política brasileira e suas contribuições. Para o presidente do Partido Verde, José Luiz Pena a criação do grupo de trabalho e o lançamento da revista mostra que indígenas estão "gritando pelos seus direitos&…

Indios unidos vencem batalha política

(Folha de São Paulo)
Sem dar detalhes, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) anunciou nesta sexta-feira (19) que o governo estuda alterar o sistema de demarcação de terras indígenas. Cardozo afirmou, no entanto, que o Planalto não aceita dividir essa atribuição com o Congresso porque seria inconstitucional. A medida é uma resposta aos protestos de índios de várias etnias que invadiram nesta semana o plenário da Câmara e a área externa do Palácio do Planalto, aos gritos de "Dilma assassina". Eles pedem a derrubada de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que repassa da União para o Congresso à demarcação de terras indígenas. Os índios temem que a bancada ruralista no Congresso facilite o acesso às áreas de reservas, que geralmente são alvo de conflitos com produtores. Uma comissão especial foi instalada na Câmara para discutir o texto, mas isso só deve ocorrer no segundo semestre deste ano. "Nós estamos buscando aperfeiçoar esse entendimento com a definição de …

O futuro dos índios

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O futuro dos índios: entrevista com Manuela Carneiro da Cunha
Por Guilherme Freitas Muitas vezes vistos como "atrasados" ou como entraves à expansão econômica, os povos indígenas apontam, com seus saberes e seu modo de se relacionar com o meio ambiente, um caminho alternativo para o Brasil, diz a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, que lança coletânea de ensaios sobre o tema. Em “Índios no Brasil: História, direitos e cidadania” (Companhia das Letras), ela reúne trabalhos das últimas três décadas sobre temas como a demarcação de terras e as mudanças na Constituição. Nesta entrevista, a professora da Universidade de Chicago, convidada pelo governo federal para desenvolver um estudo sobre a relação entre os saberes tradicionais e as ciências, critica o ‘desenvolvimentismo acelerado’ da gestão Dilma e defende ‘um novo pacto’ da sociedade com as populações indígenas.
“Índios no Brasil” é uma compilação de textos publicados desde o início da década de 1980. Ao longo desse período…

A origem ancestral dos botocudos

Análises genéticas de crânios antigos guardados no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro revelaram um componente inesperado no genoma de uma linhagem extinta de índios brasileiros chamados botocudos (ou aimorés).
Vasculhando o DNA mitocondrial desses índios, em busca de pistas sobre o povoamento das Américas, pesquisadores encontraram algumas marcas genéticas características de povos polinésios, das ilhas do Pacífico.
O estudo não propõe que houve uma migração de polinésios para as Américas (altamente improvável, tanto do ponto de vista geográfico quanto cronológico), mas sugere que, de alguma forma indireta, pessoas de origem ou ancestralidade polinésia cruzaram com a linhagem dos botocudos na mata atlântica do sudeste brasileiro. Só não se sabe quando, onde nem como isso teria acontecido. "Precisamos achar uma explicação para isso", diz o pesquisador Sérgio Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, que coordenou o estudo.
O trabalho, publicado na revi…

Unir o passado e o presente para sonhar melhor futuro

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Há um movimento nacional nas redes sociais de líderes e jovens indígenas, de indiodescendentes,  de ativistas das causas sociais e ecológicas; em direção á busca do reconhecimento e do protagonismo de todos aqueles que se reconhecem como originários de raízes ancestrais.
Expõem as mazelas e as afrontas dos ruralistas e invasores de terras, que atropelam as culturas tradicionais e justificam apontando a desagregação social destas. Mas não dizem que esta desagregação se deve á quinhentos anos de atitudes que vão desde genocídios até aliciamento social através da criação de programas assistencialistas.
Enquanto o Brasil não valorizar seu passado, cuidar de seu presente, não haverá possibilidade de um melhor futuro. Isto passa por uma revisão em toda a distorção que se fez em relação á memória, á história e as contribuições de diversos povos chamados indígenas, de norte á sul do país.
O bom é que existe uma geração presente, também de diversas origens culturais, usando tecnologias atuais e…

Indios dão lição de sustentabilidade

Eles vivem em 24 aldeias na região do município de Rondolândia (a 1.100 km de Cuiabá) e têm trabalhado em parceria com o projeto Pacto das Águas, da Petrobras, que apóia o manejo sustentável em comunidades indígenas e extrativistas.
A produção está só no começo. Os índios, por meio da Petrobras e da Associação do Povo Indígena Zoró (Apiz), aprenderam a utilizar o secador rotativo para beneficiar as castanhas. A máquina permite secar até 2,5 toneladas por dia.
Assim, as amêndoas ficam mais limpas, mais duráveis e menos úmidas. Tornam-se um produto mais viável para o fornecimento das empresas e cooperativas que o compram, as quais geralmente têm uma demanda de 700 toneladas ao ano.
Já a aquisição da máquina foi possível graças ao Projeto de Conservação e Uso Sustentável das Florestas do Noroeste do Mato Grosso, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD/Brasil), segundo o Sindica…

Mudança climática afeta sabedoria indígena sobre as estrelas

As previsões que os índios da Amazônia brasileira fazem com a ajuda dos astros para determinar o melhor momento para plantar ou pescar, entre outras atividades, se veem afetadas pelas mudanças climáticas, segundo constatou um estudo realizado com diferentes etnias indígenas no Brasil. "Os xamãs passaram a se queixar que suas previsões estavam perdendo a exatidão e, a partir dessas indagações, descobrimos que alguns fenômenos provocados pelas mudanças climáticas afetavam seus cálculos", explicou à Agência Efe o astrônomo Germano Afonso, coordenador do estudo. Segundo o especialista, que é doutor em Astronomia e Mecânica Celeste pela francesa Universidade Pierre et Marie Curie, os índios da Amazônia ainda utilizam o conhecimento astrológico ancestral para determinar seu calendário e programar, entre outras coisas, a melhor data para plantar, colher, caçar, pescar e, até mesmo, realizar seus rituais religiosos. Afonso, que construiu e opera - com ajuda dos índios - um observat…