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Mostrando postagens de Maio, 2013

ÍNDIOS EM BELO MONTE NÃO SÃO OUVIDOS PELO GOVERNO

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O principal objetivo dos índios é a suspensão de todos os empreendimentos hidrelétricos na Amazônia até que o processo de consulta prévia aos povos tradicionais seja regulamentado (Elza Fiúza/ABr) Brasília  Em uma carta divulgada no site do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e atribuída à lideranças indígenas munduruku, xipaya, kayapó, arara e tupinambá, o grupo que desde a madrugada de ontem (27) ocupa um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, diz estar cansado de “esperar e chamar” representantes do governo federal para negociar. “O governo disse que se nós saíssemos do canteiro, nós seríamos ouvidos. Nós saímos pacificamente e evitamos que vocês passassem muita vergonha nos tirando à força daqui. Mesmo assim, nós não fomos atendidos. O governo não nos recebeu”, declaram os autores do texto, se referindo à ocupação do canteiro Sítio Belo Monte, no início do mês. “Queremos a suspensão dos estudos e da construção das barragens que inund…

Autoconhecimento e Ancestralidade

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A tradição tupy do ponto de vista arqueológico e antropológico tem sua presença no Brasil á aproximadamente 12.000 anos. Além disso, geneticamente, marca o nascimento do país no século XVI devido ao início da miscigenação conflituosa que passou a ocorrer nesta época com a chegada dos europeus, notadamente: portugueses, franceses, holandeses e também espanhóis.
Entre as grandes contribuições desta tradição, devemos destacar a cosmovisão e filosofia do ser. Estas são realmente profundas e grandiosas.
A visão tupy do universo e da terra se assemelha á das grandes culturas milenares como o hinduísmo e ao mesmo tempo não se distancia da ciência. Nesta visão, o Universo é um desdobramento de Tupã, expressão que significa "clarão que expande e vibra como um trovão". E sua filosofia afirma que o ser humano é em essência uma "vibração vivificada", que possui o dom criador e a luz emanadora da vida.
Esta tradição é uma escola de autoconhecimento das mais antigas da Terra, va…

Comissão da Verdade revela atrocidades contra índios

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil Brasília – Membro da Comissão Nacional da Verdade responsável por coordenar a apuração das denúncias sobre violações aos direitos indígenas entre 1946 e 1988, a psicanalista Maria Rita Kehl informou hoje (22), que a comissão vai analisar todas as denúncias e fatos narrados no chamado Relatório Figueiredo, extenso documento produzido em 1968 e encontrado há poucos dias após mais de 40 anos dado como perdido. Embora ainda não tenha se debruçado sobre o documento localizado pelo pesquisador e vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, Marcelo Zelic, a psicanalista disse estar convencida de que o relatório de pelo menos 5 mil páginas contém “muitos e importantes relatos de violações”, o que vai exigir uma avaliação cuidadosa para evitar equívocos ou conclusões precipitadas. “É um documento complexo que vai nos dar muito trabalho. Já estamos prevenidos de que vamos ter que analisá-lo com muito cuidado e discernimento. Ao mesmo tempo em …

Lutas dos índios é para o bem de toda a humanidade

Quando os índios lutam por demarcação e homologação de suas terras, é um bem para toda a humanidade, pois uma das características culturais dos povos ancestrais é a arte de cuidar da natureza, de tratá-la não como especulação e nem em proveito próprio, mas como uma extensão da fonte da vida. ÍNdio não explora a natureza, maneja. Índio não destrói a natureza, transforma. Índio não aniquila a fauna, convive com ela.
A diversidade de etnias e a diversidade de biomas caminham juntas, uma não extermina a outra. É claro que existem problemas sociais entre comunidades. É claro que asociedade indígena também não é perfeita, pois estamos todos em uma jornada de aprendizado e aperfeiçoamento mútuo. É claro que as pessoas, na verdade, são todas aprendizes da vida.
Nas culturas ancestrais estão presentes a memória de práticas sustentáveis que podem inspirar a moderna civilização para um modelo de vida mais adequado ao presente e ás novas gerações. 
Por isso peço para observarmos melhor as questõ…

Índios invadem Belo Monte

Os índios que mantêm invadido o principal canteiro de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no sudoeste do Pará, anunciaram no início da tarde de hoje que irão continuar a manifestação. O canteiro Belo Monte, que tem 5.000 operários, está com as atividades paradas há cinco dias em razão do protesto. Os trabalhos continuam nos outros canteiros. O índio Cândido Mundurucu afirmou que a obra vai ficar parada até que o governo federal envie o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) para dialogar com as lideranças, em Vitória do Xingu (945 km de Belém). "A gente não vai sair da obra. Queremos falar com alguém que tome decisões, o Gilberto Carvalho", afirmou. A manifestação, segundo os organizadores, reúne cerca de 180 índios de oito etnias. Eles reivindicam que o governo federal regulamente o mecanismo de consulta prévia sobre obras que interfiram em terras indígenas, que paralise obras e estudos de hidrelétricas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires…