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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Feliz ciclo novo

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Saudações ao infinito

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Cuidar de Si

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Somos música. As vibrações dessa música que somos são entoadas a partir do nosso silencio interior. Essas vibrações preenchem e qualificam nossos pensamentos. Pensamentos são tons que damos a cada instante ao nosso estado de ser. Quem me ensinou isso foi um velho sábio, de olhos luminosos e que habitava na floresta. E ele me disse que quem havia ensinado a ele tinha sido o espírito que cuida da floresta. Este sábio dizia que nossos pensamentos podiam perturbar ou iluminar cada árvore ou planta de uma mata. Mas que isso também acontecia com as pessoas e situações ao nosso redor. Estes ensinamentos mudaram a minha vida á mais de 20 anos atrás. Ele dizia que inclusive o nosso corpo era moldado pela qualidade de pensamentos e sentimentos que emanamos. Por isso, para cuidar de si, ele dizia, é bom caminhar, dançar e rezar, como nós fazemos na aldeia; mas é bom também ter pensamentos saudáveis. Ele morava em uma aldeia do povo guarani, e hoje, ás vésperas de um novo ano, desejo sincerament…

Cuidar do lugar onde moramos traz prosperidade

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Esses dias recebi uma frase no facebook, atribuída á um biólogo, que dizia o seguinte: "se desaparecessem todos os insetos da Terra, em 50 anos a vida no planeta se exterminaria; mas se desaparecessem os seres humanos, em 50 anos toda a Terra seria reconstituída e renovada com toda a sua biodiversidade" . Não creio que há exageros nisso, realmente nós, seres humanos temos tido comportamentos terríveis em relação ao modo como interagimos com o espaço em que vivemos: seja ele o ambiente, o lugar onde moramos e também com as pessoas com quem convivemos.
Dizem os grandes mestres de diversas culturas que um espaço em desarmonia é resultado de uma mente em desarmonia. Uma casa em desarmonia é resultado de uma mente em desarmonia. Um corpo em desarmonia também é resultado de uma mente em desarmonia.Por isso, independente de ambientes sofisticados ou simples, ao cuidar do lugar, com gratidão e carinho, ele refletirá esse "clima". Assim também, quando arrumamos a nossa "…

Para um novo mundo começar

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Embora de acordo com a sabedoria dos maias, dos incas e dos antigos sábios da tradição tupy, estejamos iniciando neste dia de hoje o ciclo dourado, onde a humanidade se torna mais suscetível ás ondas de sabedoria e de amor incondicional emanadas do Grande Mistério Luminoso, ainda necessitamos de nos graduarmos em algumas qualidades imprescindíveis para gerar uma nova humanidade. Vibrações como a da gratidão, generosidade, compaixão, solidariedade, prontidão  e cuidado com o lugar onde habitamos ainda nos são caras.
São qualidades que deveríamos ter ancorado em nossas  atitudes á pelo menos dois mil anos atrás, pois são pérolas da era passada que o sofrimento e o foco na dualidade deveriam lapidar em nossos corações. Estamos atrasados nestes quesitos.
Enquanto a Mãe Terra vive o esplendor pela entrada de seus vórtices em um novo ciclo, seus filhos humanos ainda vivem torpores, dissabores, tormentos e por isso a maioria ainda adormece dos benesses destas novas vibrações que o dia e a no…

Quando o mundo acaba

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Na década de 70 alguns europeus e norte americanos se debruçaram na tentativa de interpretação de dois monumentos da cultura maia, descobertos em 1957, e que foram parar no museu de antropologia do México. Um destes monumentos é um totem, conhecido como Estela 6, do antigo assentamento de Tortuguero (sul do  México, estado de Tabasco) e o outro é a Estela 1, de quintana Roo. Com o tempo de investigações, foi que veio a idéia destes monumentos serem calendários, profecias, oráculos.  As idéias iniciais ganharam as mais diversas formas de interpretação, leituras, possibilidades; e entre elas a de fim do mundo ou fim dos tempos. No entanto, é bom lembrar que foram todas feitas por pessoas de culturas diferentes das culturas maias, portanto, de olharres e percepções diferentes. Alguns exemplos são: 1.) o entendimento de tempo para os pesquisadores é de que este é linear, com começo, meio e fim; já para os maias e inúmeras culturas americanas ancestrais o tempo é cíclico, evolui em espira…

Indiodescendente

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O Brasil precisa resignificar sua maneira de se relacionar com os povos indígenas, tanto os que habitam ainda em aldeias, isolados ou não da sociedade envolvente, quanto os indiodescendentes. É necessário encarar a necessidade de uma justiça social ampla e profunda em relação ás raízes que fundaram esta nação. Desde os temas considerados espinhosos, como a questão das terras; até reflexões que exigem ações de fundo como direitos humanos e cidadania, identidade cultural e desenvolvimento social.
Ainda hoje vivemos na dependência de pessoas que falam por nós, tanto na câmara federal, nas instituições públicas, nas academias, e inclusive nas artes. Ao mesmo tempo existe no bojo da sociedade um movimento de pessoas que buscam se expressar como cidadãos a partir do reconhecimento das suas origens. Além disso, temos diversos líderes capazes de expressar os desejos, necessidades e idéias dos povos indígenas que demonstram inúmeras contribuições em áreas diversas das tratadas pela mídia em re…

Comissão Parlamentar visitou Kaiowá

O senador João Capiberibe (PSB/AP) registrou em plenário, nesta terça-feira, 11, o deslocamento de uma diligência ao município de Iguatemi (MS), para acompanhar de perto o conflito que coloca em choque a comunidade Guarani-Kaiowá e os fazendeiros do Sul daquele Estado. A comitiva esteve formada pelas Comissões de Direitos Humanos do Senado e da Câmara Federal, composta pelos senadores Capiberibe e Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), e cinco deputados federais: Janete Capiberibe (PSB-AP), Danilo Forte (PMDB-CE), Erika Kokay (PT-DF), Geraldo Resende (PMDB-MS), Penna (PV-SP), Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e Sarney Filho (PV-MA). “Lá encontramos uma situação estarrecedora: a comunidade indígena vivendo em condições absolutamente degradantes, praticamente encurralada nas margem do rio Hovy, sem ter possibilidade de acesso fácil e de contato com as comunidades do entorno” – destacou João Capiberibe. Ele ressaltou que os líderes indígenas estavam assustados, temerosos por sua integridade física. Os p…

Comitiva de Direitos Humanos visita Kaiowá

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Conflito entre índios e fazendeiros no Mato Grosso do Sul - Comitiva visita o Estado para ver atual situação
As Comissões de Direitos Humanos do Senado Federal e da Câmara dos Deputados vão visitar o Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (10). O intuito é ir ao acampamento de índios Guaranis-Kaiowás.
A diligência será feita no acampamento Pyelito Kue, localizado no município deIguatemi, sul do Estado, que é uma área de ocupação tradicional cuja demarcação vem sendo reivindicada pelos indígenas há anos.

Os parlamentares também vão fazer uma reunião com representantes de proprietários rurais na Câmara de Vereadores da cidade de Dourados.


O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Paulo Paim (PT-RS), lembrou que a situação é complexa, e a comitiva vai conversar não só com índios, mas com autoridades estaduais e com fazendeiros na tentativa de encontrar uma saída negociada para o conflito.

"A situação é da maior gravidade, houve até ameaça de um suicídio coletivo; mas enten…

Nosso Planeta Água

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É preciso reconhecer a diversidade, a essencia e a mudança

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O Brasil ainda tem dificuldade de reconhecer a diversidade cultural ancestral que fundou o que hoje se caracteriza como etnias indígenas. O Estado tem dificuldade jurídica de reconhecimento territorial dessa diversidade e a própria antropologia não acompanhou as mudanças provocadas pelo impacto civilizatório europeu que causou ás gerações pós século XVI á esta diversidade. Existe um hiato entre reconhecer seus fundamentos cosmológicos, filosóficos e sociais e suas respectivas adaptações em decorrência do contato com a sociedade envolvente. Isto faz com que os olhos contemporâneos não aceite o índio dentro dessa complexidade atual.
A relação é bizarra, onde podemos citar o seguinte exemplo: enquanto o  negro luta por ter seu espaço na educação através de cotas e não deixa de ser negro por estudar os códigos estabelecidos pela sociedade como formação academica; quando o indivíduo indígena faz isso, passa a ser questionado enquanto índio. Para a sociedade, quando o índio adquire conheci…

Situação kaiowá é alarmante

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SÃO PAULO, SP, 2 de dezembro (Folhapress) - A situação em que vivem os índios de três comunidades visitadas esta semana por uma comissão do Ministério Público Federal (MPF) é "alarmante", afirmou a subprocuradora-geral da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, Gilda Pereira. As informações são da Agência Brasil.

Órgão setorial do MPF, a 6ª Câmara é responsável por coordenar, integrar e revisar o trabalho dos procuradores da República que atuam judicial ou extrajudicialmente em casos envolvendo a garantia dos direitos das comunidades tradicionais, como, por exemplo, indígenas e quilombolas.

Desde a última segunda-feira, o grupo formado por mais cinco procuradores e dois antropólogos, além da própria subprocuradora, visitou as aldeias Arroio Korá e Ypo'i, em Paranhos, e Pyelito Kue, em Iguatemi, para averiguar as denúncias de violações aos direitos dos indíos guaranis kaiowás que vivem em Mato Grosso do Sul. Em tamanho da população, a etnia é a segunda maior do país, com…