domingo, 26 de agosto de 2012

Indios Zoró dão lição de sustentabilidade

Eles vivem em 24 aldeias na região do município de Rondolândia (a 1.100 km de Cuiabá) e têm trabalhado em parceria com o projeto Pacto das Águas, da Petrobras, que apóia o manejo sustentável em comunidades indígenas e extrativistas.
A produção está só no começo. Os índios, por meio da Petrobras e da Associação do Povo Indígena Zoró (Apiz), aprenderam a utilizar o secador rotativo para beneficiar as castanhas. A máquina permite secar até 2,5 toneladas por dia.
Assim, as amêndoas ficam mais limpas, mais duráveis e menos úmidas. Tornam-se um produto mais viável para o fornecimento das empresas e cooperativas que o compram, as quais geralmente têm uma demanda de 700 toneladas ao ano.
Já a aquisição da máquina foi possível graças ao Projeto de Conservação e Uso Sustentável das Florestas do Noroeste do Mato Grosso, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD/Brasil), segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Aripuanã.
Aliado às boas técnicas de manejo, o beneficiamento acaba com um dos principais gargalos na produção da castanha: a qualidade do produto no momento de sua comercialização. Agora, os índios devem continuar sua capacitação, desta vez para a gestão do negócio – de forma a conquistar a autonomia no futuro e sem devastar a floresta.
Os índios Zoró pertencem ao tronco lingüístico Tupi-Mondé e ocupam 355 mil hectares. Hoje, são 625 pessoas espalhadas por 24 aldeias na região de Rondolândia, área de morrarias e florestas densas. Os Zoró são conhecidos pelas habilidades de caça coletiva e cotidiana, além da pesca, a coleta, o extrativismo, a agricultura e o artesanato. Nas roças familiares, os índios cultivam principalmente mandioca, batata, cará, milho, arroz e banana.

Alegria de compartilhar com amigos as vitórias


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A indignação

A indignação pode nos levar para a agressividade. Se for uma agressividade sem sabedoria, sem a leitura do conjunto das situações, coisas e fatos que nos indignam, será uma violencia. e a violencia gera mais violencia. Mas se for uma agressividade imbuída de uma leitura profunda, com bastante acuidade, de tudo que tem gerado essa energia desastrosa, e se for canalizada para a busca de soluções através da transformação de um estado deletério dos fatos, situações e coisas; para um estado harmonioso e justo, é uma boa indignação. O importante é não ficarmos omissos, impotentes, desestruturados. Indignar-se é a dignidade interior querendo falar para o mundo exterior.

sábado, 4 de agosto de 2012

A ética da cidade

A palavra política vem do grego e diz respeito á ética da cidade. A responsabilidade de manter uma ética na cidade é imensa. No entanto precisamos reencontrar uma ética profunda. Uma ética que contemple a verdade de que somos em essência desejosos do melhor para o individual e o coletivo. E o melhor é sempre  aquilo que consideramos verdadeiramente bom, honesto, sincero, lícito, claro, equilibrado, justo. Portanto, que desafio grande para um cidadão que se propõe a participar da organização e manutenção da ética na cidade! Esse desafio só é possível enfrentar se existe a disposição interior para correr o risco. E pedir sinceramente ao Grande Espírito que sopre e guie os passos do caminhante. Mas sobretudo se o coração é correto a ética será correta.

O caminho do guerreiro da paz

No caminho do guerreiro da paz muitas vezes surgem trilhas que voce não quer atravessar pelo perigo que é. E voce tem que faze-lo justamente pelo perigo que é.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Reportagem mostra São Paulo indígena

(o Estado de São Paulo)

O índio xavante Lúcio Waane Terowaa, de 33 anos, migrou para São Paulo há cinco anos vindo de uma tribo de Barra do Garças, em Mato Grosso. Chegou ao Itaim Paulista, na zona leste, para seguir os passos do mais famoso representante de sua etnia, o cacique Mário Juruna, eleito deputado constituinte em 1986, conhecido por gravar promessas suspeitas de políticos.

No ano passado, em São Paulo, Terowaa se lançou candidato a deputado estadual pelo PSL e teve 318 votos. Em vez do gravador, usa o Facebook como ferramenta política. Tem 910 amigos, com quem debate formas de criar uma aldeia "ecologicamente correta" e autossustentável, que sirva como modelo a ser replicado no Brasil, a partir de São Paulo. "Tenho amigos virtuais de 23 etnias só aqui na cidade. É uma das maiores diversidades do Brasil e por isso São Paulo é uma base importante para a política indígena."

As impressões do xavante são confirmadas pelo levantamento feito pela ONG Opção Brasil, que organiza cursos de educação indígena nas tribos de São Paulo. Na Região Metropolitana, a Opção Brasil já contactou índios de 54 etnias diferentes - 38 só na capital. No Estado do Amazonas, o site da Fundação Nacional do Índio relaciona 60 etnias.

A exemplo de migrantes das zonas rurais e sertões, os indígenas de São Paulo chegam em busca de emprego e vivem principalmente em bairros pobres da periferia. "Fazemos o mapeamento pelo contato boca a boca. Um índio passa o telefone de outro. O objetivo é criar uma rede para que a vida na cidade grande seja mais fácil", explica o coordenador da Opção Brasil, Marcos Aguiar.

Os guaranis - índios autóctones que já viviam no Estado antes da chegada dos portugueses - são a única etnia a viver em aldeias na cidade. Duas delas, a Krucutu e a Tenonde Porã, ficam em Parelheiros, na zona sul. A terceira, a Tekoah Itu, é do Pico do Jaraguá, na zona norte. Reúnem cerca de 3 mil guaranis. A Expedição Metrópole foi até lá visitá-los (veja na C3).

As outras 53 etnias são formadas por índios que moram em bairros e favelas da metrópole. Pode ser um pastor evangélico wassu cocal ou um faxineiro cambiuá. Em comum, enfrentam o desafio de carregar uma cultura tradicional e coletivista em uma sociedade moderna e competitiva. "Viver no mundo de hoje sem negar as origens é uma arte", diz a pedagoga Chirley de Souza Almeida Santos, de 37 anos, pancará que mora na cidade há 12 anos

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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...