quarta-feira, 25 de julho de 2012

Indios exigem cumprimento da lei em Belo Monte


 Engenheiros que trabalham  para a Norte Energia, consórcio responsável pela  hidrelétrica de Belo Monte, estão mantidos como reféns na aldeia Muratu após uma fracassada reunião sobre os mecanismos que a empresa pretende oferecer para transpor embarcações após o barramento completo do Xingu na altura do canteiro de obras de Pimental.

Os grupos indígenas que deveriam ser consultados sobre o barramento do rio esta semana foram os mesmos que ocuparam a ensecadeira de Pimental por 21 dias a partir do final de junho, para cobrar o cumprimento das condicionantes indígenas. A falta de qualquer resposta da empresa ao documento encaminhado à direção da Norte Energia após o processo de negociação da desocupação da ensecadeira contribuiu para a descrença generalizada nas promessas e propostas do consórcio, afirmaram os indígenas. “Passaram 20 dias desde a última reunião e a Norte Energia não fez absolutamente nada”,G iliarde Juruna, liderança da TI Paquiçamba. 
Segundo ele, os três engenheiros da empresa só serão liberados diante do atendimento das seguintes  demandas:
- Suspensão das reuniões sobre o mecanismo de transposição;
- Compromisso do IBAMA e da FUNAI de que a obra no rio não será liberada enquanto não houver clareza e segurança sobre a transposição, enquanto não forem concluídas as estradas de acesso às aldeias e enquanto não forem cumpridas as condicionantes que estão pendentes;
- Reabertura das negociações com a Norte Energia acerca dos compromissos assumidos pelo presidente de empresa, Carlos Nascimento, após a desocupação da ensecadeira em meados de julho. Nascimento teria pedido um “voto de confiança” e se comprometeu a retornar a Altamira no último dia 16 para retomar as negociações, mas não compareceu;
- Conclusão do sistema de abastecimento de água nas aldeias das Terras Indígenas afetadas, que não têm poço e usam a água do rio. Quando começou a intervenção no Xingu em janeiro de 2012, os índios denunciaram ao MPF que a qualidade da água estava afetada, foi feita uma vistoria em fevereiro deste ano e a Norte Energia assumiu o compromisso de resolver o problema, o que não ocorreu. De acordo com os índios, os poços começaram a ser feitos mas, depois de três meses, ainda não foram concluídos;
- Definição sobre a ampliação/revisão da TI Paquiçamba.
MPF pediu cancelamento da licença de instalação de Belo Monte
Em função do não cumprimento das condicionantes de Belo Monte pela Norte Energia, nesta terça o Ministério Público Federal entrou na Justiça com uma medida cautelar exigindo o cancelamento da licença da usina. De acordo com o MPF, informações do prórpio Ibama, da prefeitura de Altamira e de lideranças locais mostram que iniciativas obrigatórias estão há um ano sem sair do papel.

(Redação - www.ultimoinstante.com.br


Leia Mais: http://www.ultimoinstante.com.br/setores-da-economia/setor-energia-eletrica/77197-ndios-exigem-cumprimento-vrias-demandas-pela-Norte-Energia.html#ixzz21fC22hnX

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Como reciclar e onde descartar


ROSANA FARIA DE FREITAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


De um ano para o outro, o seu computador fica obsoleto. O celular passa de item cobiçado a peça pré-histórica em questão de meses. Imagine se esses produtos, e mais baterias de carro, exames de raio-X e lâmpadas fluorescentes fossem dispensados como entulho comum.



Marlene Bergamo/Folhapress
Depósito da Utep em Guarulhos (Grande SP), onde pneus são triturados e reciclados
Depósito da Utep em Guarulhos (Grande SP), onde pneus são triturados e reciclados




As baterias de carro contêm chumbo, que gera problemas ao sistema nervoso, enfraquece os ossos, causa anemia. Essas substâncias tóxicas podem se instalar em seu corpo de forma simples: uma vez despejadas no solo, têm suas matérias-primas decompostas, são ingeridas por vermes e minhocas e, em contato com o lençol freático, entram na cadeia alimentar por meio das plantas. Como você é o último componente desse ciclo, consome as substâncias absorvidas ao longo do processo.
As lâmpadas fluorescentes contêm vidro e metal, e são compostas por fósforo e mercúrio. O fósforo favorece o surgimento de câncer e provoca lesões nos rins e no fígado; o mercúrio, se inalado, pode causar dor de cabeça, febre, fraqueza muscular. A esses "poluidores" se unem outros, como computador e pneu, todos com componentes tóxicos na composição.
O Brasil é o país que mais descarta computadores pessoais per capita --0,5 kg por habitante--, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Na China é de 0,2 kg por pessoa.
O número dessas máquinas vendidas no país sobe 15% a 20% ao ano: em 2010, atingiu 13,3 milhões, de acordo com a consultoria IT Data.
No mundo todo, são geradas 40 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos anualmente, sendo que apenas 10% passam por reciclagem de forma apropriada.
O trabalho de desmontagem e o reaproveitamento é pouco conhecido por aqui, segundo o Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática da USP).
REAPROVEITAMENTO
Para entender a importância de dar destino certo ao velho aparelho de TV ou ao computador, é preciso se dar conta de que quase 50% dos eletroeletrônicos é composto de plástico e ferro, insumos largamente aproveitáveis. O chumbo volta à ativa como matéria-prima. O vidro das telas gera cerâmica vitrificada, empregada em pisos.
Grande parte do asfalto vem dos pneus que são dispensados adequadamente. Embora a valorização energética --em caldeiras de indústrias, por exemplo-- seja o principal destino, boa parte deles é utilizada para fazer asfalto ecológico, piso de quadras poliesportivas e artefatos de borracha, como tapetes e sapatos.
Segundo a Reciclanip, entidade responsável pela coleta de pneus e ligada à Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), em 2010 o Brasil reciclou mais de 300 mil toneladas de pneus, equivalente a quase 62 milhões de unidades de carros.
ONDE DESCARTAR
Jogar o lixo no lugar certo ajuda a sustentabilidade do planeta porque significa economia e aproveitamento de matéria-prima. Por isso, alguns países fazem recomendações oficiais para o descarte correto do produto.
No Brasil, uma iniciativa desse tipo seria de grande valia, porque só em São Paulo o volume mensal de compra de óleo é de mais de 20 milhões de litros, segundo pesquisa da Nielsen. Aqui, algumas empresas e hospitais fazem a coleta daquilo que já não serve mais para você.

Editoria de Arte/Folhapress

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sinais de Fumaça


Hoje de manhã procurava sinais de fumaça no céu para me orientar, não veio. Então veio, pela internet, sagradas orientações:
1- Levante cedo e, logo que despertar, saia da cama.
2- Reze com fervor e peça que toda humanidade seja protegida e regenerada espiritualmente, por todos os que lutam no caminho da verdade. Que todos tenham força e energia para trabalhar com mais ardor, que sejam encorajados e fortalecidos e que obtenham sucesso.
3- Imagine mentalmente a figura de teu Mestre. Fixe essa imagem diante de ti e, com reverência, peça que todos os erros possam ser perdoados. Isso purificará o teu coração.
4- Reflita sobre as fraquezas do teu caráter e procure maneiras de fortalecê-lo.
5- Apresente-se ao tribunal de sua própria consciência e facilite teu progresso espiritual.
6- Quando estiver no banho, imagine que a água leva toda impureza moral junto com as impurezas do teu corpo.
7- Não faça nada que não seja realmente necessário.
8- Pense nos efeitos das palavras antes de pronunciá-las.
9- Não mude teus princípios por força de tuas companhias.
10- Evite que maus pensamentos ocupem sua mente.
11- Aprenda a se alimentar. Pense que o que você come se transformará e passará a fazer parte de você.
12- Aprenda definitivamente que ninguém além de você pode te dar assistência e cuidado.
13- Antes de dormir, reze novamente e avalie suas ações do dia. Observe tuas falhas e comprometa-se a não falhar

domingo, 15 de julho de 2012

Em defesa dos animais

Não é nada civilizado fazer sofrer um touro ou um boi nestes eventos de rodeios, estimulando-os a ficarem agressivos e muitas vezes mutilando-os. As pessoas vão aos shows para ouvirem seus artistas preferidos e não para violência. Na minha cidade existe ainda este péssimo e horrível habito. Até hoje não houve nenhuma legislação que extirpasse essa barbárie. Parece que os responsáveis pela ética da cidade estão adormecidos para esta questão.
Além disso, no centro da cidade, onde existe os memoráveis ícones arquitetônicos de Itapecerica, a igreja e o prédio da câmara municipal, inúmeros cachorros sem teto e doentes fazem deste espaço sua morada. Sob a vista de autoridades, revelam suas feridas, fomes, descasos, e toda sorte de fragilidades. E uma coisa impressionante é que os mendigos, que nada possuem, são os que procuram confortá-los de vez em quando. Infelizmente este é um retrato cotidiano, na praça central, próximo ao coreto e os prédios do centro.
Uma vez tentei, com minha família, cuidar de alguns dos filhotes dos chamados vira-latas, e acabamos juntando 14 cães na sede de nossa instituição, que é um sítio em Itaquaciara. A trabalheira é imensa: vacinas, alimentos, cuidados, e o pior, conseguimos apoio veterinário e de equipe de zoonose somente em Embu das Artes, que é outra cidade. Felizmente conseguimos com ajuda de amigos e hoje cuidamos de cinco, pois é muita responsabilidade e dispêndio de tempo, dinheiro e energia dar condição mínima á um número grande de animais. Deveria ser uma ação natural da prefeitura local cuidar dos animais de rua. Deveria ser natural haver uma legislação que impeça a violência contra os animais, mas ainda não é. Esta é uma das coisas pela qual me preocupo em Itapecerica da Serra. E que defendo para que haja uma rápida solução.

sábado, 14 de julho de 2012

Aos amigos de Itapecerica

Moro em Itapecerica da Serra, uma região de mata atlântica, na borda de São Paulo, onde as estradas que saem da metrópole vão para o sul do Brasil ou para o litoral paulista. Este lugar, pelo fato de ser uma área de manancial e formar uma parte de um cinturão verde da grande São Paulo, tem sido um refúgio para quem busca qualidade de vida. mas ele também abriga milhares de trabalhadores nas fronteiras periféricas da cidade; uma população rural de pequenos sitiantes e possui um alto índice de pobreza, segundo as estatísticas, mais de 54%. da população. Desde 1997, após fundar com minha esposa, Elaine Silva, o Instituto Arapoty, venho trabalhando em ações sociais com foco em valores humanos, consciência ecológica, respeito á diversidade cultural e empoderamento de comunidades, sejam elas tradicionais, indígenas, não indígenas, rurais, etc, e este tem sido o modo de serviço que eu e minha família, assim como inúmeros amigos que adquiri, vem prestando como uma maneira de transformar o mundo para melhor, a partir do próprio espaço em que habitamos.
Nesse instante da minha vida, aos 49 anos de idade, tomei uma decisão após longo tempo de reflexão, que é a de atuar dentro do espaço político da cidade, buscando levar uma experiencia social de quase duas décadas para, caso haja sucesso, colaborar para implementação de políticas públicas que levem em consideração a tão necessária e urgente sustentabilidade. Escolhi para atuar, localmente, o Partido Verde, que também não foi fácil, uma vez que seus antigos dirigentes na cidade de Itapecerica atuavam dentro de vícios políticos deploráveis, que não cabe estender aqui. Mas após um período de lutas e transformações internas no partido, a ponto de haver uma renovação na sua direção, adquiri a confiança de atuar neste espaço partidário. Minha identificação com os princípios e programa do PV é antiga, desde meados da década de oitenta que acompanho, tendo tido a oportunidade de batalhar por Marina Silva em 2010.
Hoje, com a expectativa de colaborar de modo efetivo para a semeadura de um novo modo de fazer política, que na verdade deveria ser o modo natural, ou seja, a partir de princípíos, valores éticos, integridade e visão sistêmica das ações, me torno um candidato á vereador na cidade. Para quê? Para mudar o mundo? Não, para ajudar a mudar o jeito de agir com as pessoas de nossos lugares; principalmente deixando de comprá-las ou mante-las sob dependência social, e mostrar pela experiência própria que isso pode ser feito oferecendo cultura e educação com qualidade.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Concursos terão cotas para negros e índios em Mato Grosso do Sul

Os concursos públicos para provimento de cargos ao executivo em Mato Grosso do sul devem reservar 10% das vagas para candidatos negros e 3% para indígenas. A determinação está descrita no decreto publicado no Diário Oficial do Estado na sexta-feira, dia primeiro de abril.
O novo documento regulamenta a Lei Estadual 3.939, de 21 de julho de 2010, alterando outra de 2008, que aprova a medida a reserva de vagas como forma de promover igualdade nas oportunidades oferecidas pelo mercado de trabalho. Na regulamentação fica estabelecido que a cada 10 aprovados, um seja negro, e a cada 33, um seja indígena. Considerando ainda os portadores de necessidades especiais, que tem direito a 5% das vagas, ou a proporcionalidade a cada 20 aprovados.
CRITÉRIOS

Para concorrer através do sistema de cotas, o candidato deve se autodeclarar negro ou indígena no ato da inscrição. “A autodeclaração é facultativa, ficando o candidato submetido às regras gerais estabelecidas no edital do concurso, caso não opte pela re serva de vagas”. De acordo com a opção, serão geradas duas listas, uma geral e uma dos cotistas, para que seja composta a dos aprovados de acordo com a proporcionalidade especificada para cada um.
Mas, a autodeclaração não é suficiente, já que os candidatos passarão por entrevista através de comissões especiais instituídas pela Secretaria de Administração do Estado, e composta por estudiosos e entidades ligadas à questão étnico-racial pra evitar que seja usada de má-fé.
Os negros serão avaliados através do fenótipo. Já os indígenas devem portar a certidão administrativa emitida pela Funai (Fundação Nacional do Índio). Tanto os afrodescendentes quanto os indígenas, estão sujeitos aos critérios eliminatórios, e gerais em caso de desempate.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Indios querem que governo cumpra condições para haver Belo Monte


BRASÍLIA – Cerca de 200 índios xikrins e jurunas estão acampados desde o dia 21 nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na tentativa de acelerar o cumprimento das condicionantes destinadas a amenizar os efeitos negativos da usina para as populações indígenas afetadas. De acordo com a colaboradora do movimento, Rafaela Ngrenhdjan Xikrin, não há ligação entre esta ocupação e a ocorrida durante o encontro Xingu+23, iniciado no último dia 13 em Altamira (PA).

“Nosso movimento é contrário a ações como as dos mundurukus, até porque eles não são daqui e não serão afetados pela obra”, disse Rafaela Xikrin à Agência Brasil. O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) informou que a primeira ocupação resultou na depredação de 35 salas. Pelo menos 50 computadores foram quebrados, notebooks e rádiocomunicadores foram furtados e dezenas de aparelhos de ar condicionado foram danificados. A estimativa, segundo o consórcio, é um prejuízo superior a R$ 500 mil.
A organização do movimento responsável pela ocupação atual está aguardando, para os próximos dias, a chegada de outros 100 índios das etnias Paracanã e Xipaia para reforçar a manifestação nas obras da usina. Entre as reivindicações apresentadas pelos xikrin e juruna acampados está a implantação do Plano Básico Ambiental (PBA), destinado a estabelecer e efetivar os programas de compensação e mitigação dos impactos já sentidos na região pelos índios.
Eles cobram também a definição da situação fundiária das terras indígenas Terra Wangã, Paquiçamba, Juruna do Km 17 e Cachoeira Seca, além da construção de mais estradas, como alternativa ao transporte fluvial que será prejudicado pela barragem e pela redução da vazão do Rio Xingu. Outra condicionante cobrada pelos índios acampados é relativa à falta de investimentos de infraestrutura necessários às aldeias impactadas, visando a garantir captação de água potável nas da Volta Grande do Xingu.
“Nossas lideranças não querem a participação de outros movimentos porque isso pode comprometer nosso objetivo, que é cobrar o cumprimento das condicionantes previstas”, disse a colaboradora xikrin. “Essa ocupação conta apenas com a participação de índios, para evitar o risco de ser descaracterizada ou manobrada. Em princípio, não somos contrários à obra, mas poderemos passar a ser, caso as condicionantes [previstas] não sejam cumpridas”, argumentou.
O CCBM avalia a atual ocupação como pacífica. De acordo com a assessoria do consórcio, os índios que participaram da primeira ocupação “eram de Mato Grosso e chegaram ao local com crachás, acompanhados de manifestantes não indígenas que integram organizações não governamentais (ONGs) [ligadas ao Movimento Xingu Vivo], notadamente contrárias à construção da hidrelétrica”.
Consultada pela Agência Brasil, a Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou que não há aldeias munduruku nas áreas a serem influenciadas pela obra. De acordo com a assessoria do órgão, os munduruku mais  próximos estão na região da Usina de Teles-Pires, em Mato Grosso.
A assessoria de comunicação do Movimento Xingu Vivo reiterou à Agência Brasil que não houve qualquer participação de seus integrantes na quebradeira ocorrida durante a primeira ocupação, à época do Xingu+23 – evento promovido por ela. “Nenhum dos nossos membros participou da quebradeira; nenhum dos nossos integrantes mexeu em qualquer caneta do CCBM; e não fizemos qualquer incitação para que a invasão acontecesse”, garantiu a assessora Verena Glass.
Perguntado sobre a nova ocupação de índios nas obras de Belo Monte, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que o movimento atual “faz parte do direito de protesto”, e que os índios têm o direito de manifestar suas preocupações.
“Nosso pessoal está lá dialogando [com eles] e, assim como outras vezes, vamos, por meio de métodos pacíficos, superar essa questão. Belo Monte não tem como voltar atrás. É uma usina que já está em processo de construção. Estamos tomando todos os cuidados para diminuir os efeito negativos à população local e para fazer as compensações sociais e ambientais. O governo está agindo com responsabilidade. Agora, o direito de protesto, como todos sabem, é livre no país”, disse o ministro.


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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...