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Mostrando postagens de Maio, 2012

Rio + 20 tem que ser mais natureza

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Escola de Guerreiros Sem Armas

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Modelos de liderança: da ancestralidade e da modernidade

Aldeia Karioca é preparada para Rio mais 20

RIO - Índio quer trabalhar na aldeia Kari-Oca. Depois de uma viagem que durou três dias entre o Alto Xingu e o Rio — contando 12 horas de barco e o restante de ônibus —, 21 guerreiros tiveram que adiar a construção das ocas num terreno da Fiocruz, na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. O grupo chegou na noite de terça-feira, mas só no fim da tarde desta quinta-feira o trator da prefeitura apareceu para limpar o terreno, tomado pelo mato. Como se trata de área verde, o município dependia de licença ambiental.
Os indígenas, de quatro nações diferentes, estão preocupados com o tempo: são necessários pelo menos dez dias para a montagem das ocas, que precisam ficar prontas antes de 12 de junho. O espaço sediará eventos paralelos à Rio+20, de 13 a 22 de junho. Na noite desta quinta-feira, o secretário municipal de Conservação, Carlos Roberto Osório, informou que a licença havia sido expedida, permitindo a limpeza, que prossegue durante o dia nesta sexta-feira.
Até esta …

Superar a miséria social é redignificar o ser

Durante muito tempo da minha vida presenciei que a prática da dependência social a partir de ações que acomodam as pessoas em recebimento de migalhas ocasionais causam grande dano á alma, á dignidade e ao senso de liberdade, tanto no nível individual quanto coletivamente.
A lógica de tais práticas são revestidas de um suposto "bem", contra um suposto "mal" social.
Foi assim que percebi que a melhor maneira de ajudar uma comunidade ou uma pessoa era estimulando-a á descoberta de métodos e possibilidades de ajudarem á si próprias, gerando condições favoráveis através de reflexões de possibilidades e tomadas de iniciativas, tanto no campo da sustentabilidade econômica quanto no campo afetivo pessoal.
Embora tenha trabalhado com indígenas com esse enfoque, percebo que também o indivíduo de classe social baixa necessita do mesmo tipo de estímulo.
Onde a ênfase é fomentar condições para a inserção da pessoa á condição de cidadão de verdade.

Kadiweu busca retomar terras

Desde o último dia 27, os índios da etnia Kadiwéu já ocuparam ao menos 12 fazendas na região de Corumbá, município que fica a 430 quilômetros da capital do estado, Campo Grande. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o total de áreas “invadidas” em todo o estado por índios de diversas etnias já chega a 60, aumentando o clima de tensão e de insegurança jurídica em torno da questão.
Segundo as pessoas ouvidas, o conflito no estado só começará a ser resolvido com o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Ação Cível Ordinária 368-7, ajuizada em 1987, por pecuaristas que disputam com os kadiwéu a propriedade dos 155 mil hectares (um hectare equivale a aproximadamente a um campo de futebol) onde ficam as 12 fazendas ocupadas.
Para os procuradores da República Emerson Kalif Siqueira e Wilson Rocha Assis, que visitaram algumas das propriedades na última sexta-feira (10), as fazendas “ocupadas” estão dentro dos limites da Ter…

Kaká Werá estará em Recife

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Rio mais 20 é oportunidade do Homem reconciliar com a Terra

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Situação dos índios no Rio de Janeiro Preocupa

                                                                                                                  Folha de São Paulo O peixe assado na folha de bananeira é preparado no fogão à lenha. A farinha de mandioca já está posta sobre a mesa, rodeada por dez índios. Em uma aldeia no meio da cidade do Rio de Janeiro, o almoço é certo. O que preocupa é o destino do grupo, que vive na área do antigo Museu do Índio. Localizado ao lado do Estádio do Maracanã, palavra que significa arara na língua tupi-guarani, a área pode ser desocupada para obras da Copa do Mundo de 2014.
A intenção dos índios é levar o tema para discussões paralelas com a sociedade na Rio+20.
De acordo com as lideranças no local, há informações controversas sobre o destino do antigo museu, que fica na Tijuca, na zona norte.
"Não queremos tumultuar, mas saber das autoridades, diretamente, qual é o destino disso aqui. Falaram que ia ser passarela, depois, estacionamento, depois shopping esportivo.…

Índio não quer apito

Durante séculos o índio foi estigmatizado pela sociedade brasileira. Folclorizado pelo imaginário cultural, ganhou caricaturas canhestras na década de sessenta, após os filmes de bang bang americanos, como o de dizer as frases erradas, sempre no tempo do verbo fora de lugar. Na constituição nacional está dito que não é capaz de exercer cidadania, completamente.E ver um índio de roupa, tipo calça jeans e camisa, pronto! Claro! Já não é mais índio.
Lembro de um caso ocorrido com meu amigo, Marcos Terena,que quando tentou á décadas atrás estudar para ser piloto de avião, foi rejeitado inicialmente por afirmar ser índio. A solução que encontrou foi procurar outro lugar e dizer que era chileno.
O fato é que os índios estão organizados em associações, desenvolvendo projetos sustentáveis, se formando como educadores, criando organizações literárias, migrando do nordeste para o sudeste, habitando em periferias e favelas de diversas capitais, e tentando participar da vida cidadã em diversos n…

Quem entende de índio

O Estado brasileiro ainda continua tratando a questão indígena como no século XVI, ou seja, de acordo com a política da catequese. No passado era a catequese religiosa, e atualmente é a catequese social. No entanto, atualmente temos grandes líderes indígenas, como Marcos Terena, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Azilene Kaigang. Estes são alguns dos mais antigos ativistas da causa indígena, que possuem experiência e trãnsito internacional em relação á questão dos direitos humanos.  Mas o governo brasileiro ainda insiste em escolher para cargos de autonomia executiva aqueles que "estudam" ou "estudaram" os índios. São "indigenistas", são "antropólogos", são especialistas disso e daquilo. Mas já passou da hora do próprio parente indígena conduzir as políticas públicas que dizem respeito ás suas raízes. Por mais competentes e estudiosos que sejam tais especialistas, o seu olhar será sempre do ponto de vista alheio á alma mais profunda da cultura an…