Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Onde reside a esperança

Imagem
Tenho andado pelo Brasil afora a mais de 20 anos em diversas comunidades indígenas e mestiças. O que todas elas possuem em comum é uma idéia de que dependem da boa vontade e da assistencia de instituições e governos. Se por um lado os governos não fazem a sua obrigação social, por outro lado estas comunidades se esqueceram que seus antepassados e sua sabedoria ancestral possuiam técnicas e saberes sustentáveis e não dependiam de supostas políticas sociais que na verdade escravizam mais do que libertam.
Tive uma experiência emocionante recente em Várzea Queimada, sertão do Piauí, onde remanescentes de escravos negros e de índios tapuias, fundaram em 1841 um povoado que vivia basicamente da roça. Atualmente vivem do artesanato produzido da folha da carnaúba e do re-aproveitamento do resíduo de pneu onde os homens fazem sandálias de borracha.
Através de uma parceria que reuniu o SEBRAE, o Instituto Arapoty, Marcelo Rosenbaum, equipe de permacultores e estudantes; fizemos uma profunda a…

Fábulas para o Teatro

Imagem
Este ano está sendo adaptado para o teatro as histórias xinguanas que contam como nasceu a lagoa Morená, do Xingú. São contos ancestrais onde os antigos narradores se tornam porta-vozes dos sentimentos e dos sonhos dos rios, dos peixes e dos animais da amazônia.

No carnaval, índios lutam por terra na Bahia

Grupos de homens armados que se dizem indígenas da nação Pataxó, na Bahia, invadiram 35 fazendas na região sul do Estado durante os feriados de carnaval. O protesto ocorreu, principalmente, no município de Itajú do Colônia, próximo a Porto Seguro. Várias estradas chegaram a ser interditadas por homens armados. A Polícia Militar ainda não controlou a situação. Além desta região onde os descendentes de indígenas reivindicam a demarcação de 57 mil hectares como reserva, o conflito de terras  com os produtores rurais da região sul da Bahia também envolve os descendentes dos Tupinambás e se estende aos municípios de Ilhéus, Buerarema e Una. Ao todo são mais de 104 mil hectares ocupados historicamente por fazendas de gado e de cacau, mas hoje reivindicados pelo movimento indigenista com o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai). Os dois casos estão na Justiça ainda sem solução.
Leonel Rocha

Após intenso trabalho no sertão, o retorno

Participar de uma ação para apoiar o povoado de Várzea Queimada, na sertão do Piauí, foi intenso. Em 15 dias construímos um centro comunitário, desenvolvemos juntos um acervo de produtos totalmente ecológicosa e sustentáveis, e tocamos na memória ancestral daquela gente boa. Agora é torcer para que a semente dê bons frutos!

Imagem

uma pausa para o silencio

Imagem

A Gente Transforma aponta soluções sustentáveis para povoado

Imagem
Soluções de permacultura, baixo orçamento, emprego de técnicas construtivas locais, respeito às características culturais da comunidade e participação de estudantes junto aos próprios moradores num sistema de mutirão. Essas são algumas ideias que norteiam o AGT 2012. Confira abaixo algumas imagens para acompanhar a execução do projeto proposto pelo Grupo de Arquitetura do AGT 2012, que prevê a construção de duas salas, um pátio interno coberto por um pergolado, um coreto e uma cisterna para armazenar a água da chuva. Leia mais sobre o mutirão clicando aqui. - Maquete apresentada à comunidade

Violência contra índios ainda é grande

Quarenta e sete índios morreram assassinados no Brasil no ano passado, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Mato Grosso do Sul segue com o maior número de mortes violentas de indígenas no país. Foram 27 assassinatos no estado - 25 vítimas do povo Guarani Kaiowá e dois do povo Terena.

Entre os casos relacionados está a morte da estudante indígena Lucivone Pires, de 28 anos, queimada durante ataque a um ônibus escolar ocorrido em 3 de junho no município de Miranda, a 203 quilômetros de Campo Grande. Trinta estudantes estavam no veículo.

O levantamento não inclui ainda o caso do índio Nisio Gomes, desaparecido durante ataque ocorrido em 18 de novembro no acampamento Tekoha Guaiviry, em Aral Moreira, a 18 km da fronteira com o Paraguai. Gomes é considerado desaparecido, mas índios da comunidade afirmam que viram quando ele foi baleado e colocado numa caminhonete pelos agressores. A investigação está a cargo da Polí…

Ponto de Cultura Arapoty retoma suas atividades

Imagem
No dia 25 de fevereiro o Ponto de Cultura Arapoty, de Itapecerica da Serra, re-inicia suas atividades