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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

Língua indígena "M'BIÁ" será patrimônio imaterial

Um dos primeiros grupos a estabelecer contato com os europeus, no início da colonização do continente americano, a população guarani resistiu ao processo de ocupação e domínio que dizimou os povos originários na região. Para sobreviver a este processo, uma das principais formas de resistência se deu pela preservação do idioma.

O rico repertório lingüístico utilizado entre os falantes da etnia Mbyá Guarani será reconhecido como patrimônio nacional listado entre os bens culturais imateriais, acervo de expressões simbólicas protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

Para isso, acaba de ser lançado um inventário sobre a língua dos Mbyá, durante encontro promovido pelo Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol), órgão responsável por executar a pesquisa e instituir o levantamento entre 69 aldeias dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio…

Formando uma cidadania em Itapecerica da Serra

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O ponto de cultura Arapoty reinicia em fevereiro as suas atividades com o objetivo de formar jovens cidadãos em produção cultural, artes manuais, teatro e literatura.

A TRIBO QUE VAI TRANSFORMAR O PIAUÍ

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Henrique, Kaká, Tomaz e Harume: análise dos trabalhos. Fotos: Tatiana Cardeal. Mais de 200 universitários de todo o país se inscreveram para o projeto A Gente Transforma (AGT) 2012 – Chapada do Araripe. E não foi tarefa fácil escolher o grupo que irá ao povoado de Várzea Queimada, no coração do semiárido, participar das ações que vão transformar a comunidade em um lugar melhor para viver, com geração de renda e justiça social.
O alto nível dos trabalhos apresentados foi o ponto forte do processo seletivo. Criatividade, compreensão da realidade local, percepção socioambiental e propostas concretas do que fazer estavam presentes em praticamente todos os trabalhos. Por conta disso, a comissão julgadora optou por ampliar de 15 para 17 o número de estudantes selecionados.
Em fevereiro, eles irão à Várzea Queimada para unir esforços com a comunidade e encontrar soluções de permacultura para melhorar o saneamento básico, a iluminação das casas, o problema da água contaminada e d…

Mulher e escritora indígena

A questão da mulher e de sua presença como protagonista da história do Brasil é algo que a história oficial também faz questão de esconder, mesmo nestes tempos em que temos a primeira presidente do genero feminino  governando o país.
No século XVI, durante os primeiros 50 anos de Brasil, centenas de mulheres indígenas foram "pegas á laço" para satisfação sexual dos portugueses, o que gerou uma mestiçagem forçada, mas ao mesmo tempo foram elas que cederam o ventre para a semeadura do povo brasileiro.
Mesmo entre as diversas culturas das matrizes ancestrais, o papel da mulher foi a de oprimida, com algumas excessões, como no caso das "icamiabas", as mulheres guerreiras que ficaram conhecidas como as "amazonas" desta Terra e que deram origem ao nome do estado do Amazonas.
Na literatura, podemos destacar Eliane Potiguara, mulher ativista, criadora do Grumin, uma organização que trabalha o protagonismo feminino entre os povos indígenas e escritora de um livro…

Turma da Unipaz em Recife

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Literatura indígena

A literatura escrita por índios é relativamente nova no Brasil. Iniciou-se no principio dos anos de 1990. Isso não quer dizer que os índios não escreviam ou que não haviam aprendido os códigos de comunicação da sociedade que aqui aportou no século XVI. Os padres jesuítas ensinavam os guarani a ler e escrever desde essa época. O incoveniente é que eles usaram a educação como um método de desvalorizar a cultura ancestral. mas índios escreveram sobre medicina das ervas, sobre seus mitos e suas formas de pensar.
Os primeiros brasileiros á estudar no exterior foram os tupinambás, em 1556, quando foram fazer apresentações culturais na França. eram cerca de 50. desses, talvez entre cinco e dez ficaram por lá, estudando e aprendendo outra cultura.
Mas infelizmente tudo que existe escrito sobre índio até o início dos anos 90 ou foi uma visão de aventureiro, ou de etnólogo, antropólogo, sociólogo ou algum destes especialistas da academia. Isto não quer dizer que não buscaram refletir suas imp…

Kaká Werá e Rosenbaum resgatam conceitos de eco-arquitetura

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índio e política

A política para o índio no Brasil é baseada no mais perverso jogo de relação de dependência e assistencialismo que existe no país. É um jogo antigo, pois é assim desde o século XVI. A lógica é a mesma: primeiro cooptam alguns índios por alguma ninharia e promessa; depois estimulam a fofoca para por parente contra parente, líder contra líder, grupos contra grupos. E por fim, vão mantendo a relação com alguns incautos, no banho maria, na base de presentinhos e servicinhos básicos.
No Brasil, o principal tema que se relaciona ao índio é a questão da demarcação das terras, que é é um outro jogo; o de campo minado, onde de um lado estão os interesses de ruralistas que querem manter o domínio sobre quase 320 milhões de hectares de terras desta nação, e do outro: povos e culturas diversas de entendimentos fragmentados em relação á esta causa. É muito desigual. Para inúmeras lideranças indígenas fica o isolamento e a dificuldade de articulações capazes de criar condições para fazer valer dire…

Pausa para reflexão

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De Itapecerica para o Brasil

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O projeto " A Gente Transforma" de Marcelo Rosenbaum, apresentado no ponto de cultura Arapoty, em Itapecerica da Serra, será realizado em diversos lugares do Brasil

A Gente Transforma

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em 2012, a partir de fevereiro Marcelo Rosenbaum e Kaká Werá estarão atuando juntos no projeto " A Gente Transforma", idealizado por Rosenbaum que visa apoiar comunidades em sua re-estruturação social a partir do núcleo familiar e da moradia. Vão começar pelo nordeste, na Serra do Araripe.