quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Obrigado amigos!

Amigos de todos os encontros deste ano e de tempos antigos, amigos leitores, amigos de luta por um mundo melhor, amigos próximos e distantes, muito obrigado por mais este ciclo juntos! Muita paz, prosperidade, saúde e harmonia para todos no próximo ano! Sucesso em todos os empreendimentos!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Indios de São Paulo querem suas terras

Quase dois anos depois da inauguração do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, anel viário na região metropolitana de São Paulo, as três comunidades indígenas que vivem próximas à rodovia - duas no trecho Sul e uma no Oeste - ainda não receberam uma compensação pelo impacto socioambiental provocado pela obra nas aldeias.

O acordo de compensação prevê a compra de mais terras para os moradores das três aldeias. A Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), responsável pela obra, já fez um depósito em juízo de R$ 6 milhões, em agosto de 2010, com esse objetivo. Mesmo assim, as terras não foram adquiridas.

O Rodoanel passa perto das aldeias de Krukutu e da Barragem, que ficam a 8 quilômetros de distância, em linha reta, do trecho Sul, e da aldeia do Jaraguá, no trecho Oeste. Apesar de ter sido construído antes, a compensação para a aldeia afetada pelo trecho Oeste foi determinada apenas durante o licenciamento do trecho Sul. As três aldeias abrigam cerca de 1.200 pessoas em 54 hectares de terras.

Embora seu modo de vida tradicional já sofra a influência da metrópole, os indígenas têm a esperança que, de posse de mais terras, mesmo longe da capital, possam preservar a sua cultura. A mudança esbarra na dificuldade de achar terra adequadas ao modo de vida da população das aldeias. Quando as terras forem encontradas, a mudança dos índios para as novas áreas será voluntária e as aldeias antigas serão preservadas.

O depósito do dinheiro para a compra das terras foi feito em juízo por causa da dificuldade na escolha das áreas. Segundo a Dersa, durante a discussão do licenciamento a empresa apresentou duas propostas para a Fundação Nacional do Índio (Funai), mas elas não foram aceitas. Uma foi a compra de áreas contíguas às aldeias de Krukutu e Barragem, e outra, um terreno às margens da represa Billings, em São Bernardo do Campo.

Em 2008, A Funai começou a procurar, em parceria com os indígenas, terras nas cidades de Mairiporã, Eldorado e Apiaí, mas identificou problemas na documentação das áreas, o que impediu a compra, explica Nuno Nunes, da Funai. A antropóloga Maria Lúcia de Carvalho, responsável pelas visitas e pelo estudo dos locais, explica que a disponibilidade de recursos para pesca e caça e área para agricultura pesam na escolha.

Este ano, duas áreas de 2,7 mil hectares, situadas no Vale do Ribeira, região sul do Estado, foram indicadas pela Funai e avaliadas pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) para atender às duas aldeias do trecho Sul.

De acordo com a Dersa, a avaliação do Itesp, que envolve a verificação sobre a regularidade da documentação e do preço adequado, está sendo analisada por técnicos da empresa. O órgão não informou o município onde a área está localizada, nem o valor das terras, para evitar prejuízos na negociação. Para a comunidade do Jaraguá, uma área, também no interior do Estado, será avaliada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Segundo o cacique da aldeia da Barragem, Timóteo da Silva Vera Popygua, os índios estão apreensivos com a demora. "Ainda não foi atendida a necessidade do índio guarani. É um descaso tanto da Dersa quanto da Funai, um empurra-empurra de responsabilidades", diz Popygua. O Ministério Público Federal também critica a demora, mas reconhece que a Dersa está prestando contas, diz o procurador Adilson do Amaral Filho.

A Funai queria que a licença de instalação do Rodoanel Sul só saísse depois da compra das terras, mas segundo Amaral Filho, esse condicionamento não seria recomendável, já que a compra depende de fatores que fogem do controle da Dersa. "A questão dos prazos foi superada com o depósito do valor em juízo", diz o procurador.

Após a compra das terras, a Funai reivindica que a Dersa faça um estudo para realocação das tribos nas novas áreas e arque com os custos do investimento, como a construção da infraestrutura de acesso e de saneamento básico.

Segundo a Dersa, o pedido da Funai está sendo estudado, mas essas ações não estão previstas no acordo judicial, apenas "eventuais ônus para a aquisição, além do preço, tais como tributos, corretagem, e regularização cartorial".

Para o Ministério Público, os gastos com a compensação aos índios devem ser cobertos pela empreendedora do Rodoanel. "A Dersa tem responsabilidade por todos os impactos que a obra causou. Tudo o que existe nas aldeias hoje, será preciso ter também nas novas áreas", diz Amaral Filho. Segundo ele, é preciso primeiro comprar as terras e ver se os R$ 6 milhões serão suficientes para cobrir os demais custos, ou se será preciso mais dinheiro. "Ninguém disse que os R$ 6 milhões encerravam a compensação", diz o procurador.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Do amor e sua natureza

Assim como a vida floresce á cada dia em seu silêncio e na luminosidade do nascente. Assim como o frescor das estrelas iluminam a noite. Assim como pulsa o coração, como o ar vivifica a vida, assim o amor é. Livre de toda a interpretação dos sentidos. Dando ritmo ás estações, á diversidade de formas e vidas. Mesmo parecendo longe como o horizonte. Misterioso como o poente. Silencioso como os lábios fechados. Intangível como a brisa que passa. Ele vivifica a vida. Viva! Mais um ciclo que se renova! Mais uma inspiração e uma expiração que chamamos de ano. Viva!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Instituto Arapoty ganha quatro prêmios pela educação transformadora

Uma pedagogia que considera as matrizes ancestrais do Brasil e se utiliza das linguagens artísticas para o desenvolvimento de uma consciencia cidadã é a base conceitual do Instituto Arapoty, que termina o ano com o reconhecimento do Ministério da Cultura em quatro prêmios que vão possibilitar a continuidade do trabalho com a juventude.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Teatro Mágico no Arapoty


Saudamos a presença do Teatro Mágico no Ponto de Cultura Arapoty! Os jovens de Itapecerica da Serra á muito tempo não ouviam música de qualidade, com origem em nossa própria região!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Marcelo Rosenbaum e Kaká Werá

Marcelo Rosenbaum nos ajudou a reconstruir um sonho. O espaço social das atividades do nosso ponto de cultura, em Itapecerica da Serra. Como estamos em ritmo de despedida do ano, aproveitamos para agradecer este grande amigo, que nos apoia nesta utopia de transmitir conceitos de cidadania e valores humanos aos nossos quase 300 jovens que nos visita anualmente!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Semear o futuro agora

Estamos pensando o Brasil de um jeito diferente agora. O novo Brasil deve contar com uma geração focada no respeito ás suas raízes culturais mais profundas, deve considerar as contribuições de todas as migrações que aqui chegaram, e devem sobretudo, rccriar um futuro no agora.  Inspirar em valores sólidos e verdadeiros, universais, e transpirar novas possibilidades sem perder a dignidade das origens.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PRESERVANDO SAPOS, BAGRES E O FUTURO

Existem pessoas que crêem e outras que divulgam a falsa idéia de que índios e ambientalistas querem proteger bagres, pererecas e árvores em detrimento ao progresso nacional e á inserção do Brasil entre as nações do primeiro mundo. Jornais comunicam que grandes obras como hidrelétricas, portos, rodovias e linhas de transmissão elétricas tiveram problemas de liberação ambiental por causa de sapos e flores.
Na verdade a questão ambiental que se propõe para muitos destes casos vai além da questão biológica. Por trás de diversas obras que dizem ser o caminho para o desenvolvimento se encontram graves poluições sociais e econômicas, como por exemplo: a dos prejuízos causados por superfaturamentos, pela falsa necessidade de determinados projetos, pela falsa visão estratégica em relação á determinadas propostas, entre outros males.
Cuidar do ambiente inclui cuidar do dinheiro público que se gasta, do zelo na gestão pública, da observação da ética de líderes e dirigentes das diversas instâncias governamentais e exigir um desenvolvimento com planejamento e sustentabilidade.
Cuidar do ambiente inclui também cuidar das gerações futuras, da qualidade de educação e da vida que queremos ver manifestado no mundo, em nossas famílias e em nossas casas.
Existe um velho ditado indígena que diz que para cada passo que damos devemos pensar no que ele interfere por sete gerações. Hoje em dia temos tecnologia, especialistas e recursos suficientes para realizarmos um desenvolvimento que pense considerando os nossos tataranetos. Isto é o que eu defino como a verdadeira sustentabilidade.
O sapo que coaxa no rio talvez esteja esbravejando acerca da arrogância e avareza humana, que evoluiu em tantos aspectos, mas em muitos não vale o que come. Já o bagre talvez medite sobre a condição humana, como a única espécie capaz de destruir a si mesma, por uma ambição monetária ou de poder, que se esvai com o tempo. E as árvores? Ah, as árvores, pra que servem?

Degradação ambiental ameaça progresso, diz ONU


Se persistirem as atuais tendências globais de degradação ambiental, a progressiva melhora nos índices sociais dos países emergentes será interrompida antes de 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento de 2011 do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), lançado nesta quarta-feira.
"Se não fizermos nada para deter ou inverter as tendências atuais, o cenário de catástrofe ambiental conduz a um ponto de virada antes de 2050 nos países em desenvolvimento – a sua convergência com os países ricos em termos de progresso no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ao longo das últimas décadas começa a se inverter", afirma o documento.
No entanto, o órgão diz que a melhora dos padrões de renda tem estado associado à deterioração em indicadores ambientais fundamentais, como as emissões de dióxido de carbono, a qualidade do solo e da água e a cobertura florestal.Segundo o Pnud, o mundo tem assistido a um enorme progresso em termos de desenvolvimento humano nas últimas décadas. Desde 1970, o IDH cresceu 41% em termos globais e 61% nos países com IDH baixo, refletindo fortes avanços na saúde, na educação e na renda.
Como resultado, o Pnud prevê que, em 2050, o IDH global será 8% inferior ao que seria esperado caso não houvesse graves problemas ambientais. A redução se deveria principalmente aos efeitos adversos do aquecimento global na produção agrícola, no acesso à água potável e saneamento e na poluição.
O sul da Ásia e a África Subsaariana, diz o relatório, seriam os principais afetados pela deterioração ambiental, com queda de 12% em seu IDH médio.
O documento afirma ainda que num cenário de "catástrofe ambiental" ainda mais adverso, que incluísse vasta desflorestação e degradação do solo, reduções dramáticas da biodiversidade e uma aceleração dos fenômenos climáticos extremos, o IDH global seria aproximadamente 15% inferior à base de referência prevista.

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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...