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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Saberes dos xamãs tupi são patrimônio imaterial

(da folha de sp)

O saber tradicional dos xamãs jaguares do Yuruparí, na Amazônia colombiana, entrou neste domingo para a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.
O comitê de analistas da Unesco aprovou sua inclusão durante reunião em Bali, na Indonésia, ao considerar que este modo de vida, herança milenar dos ancestrais, é um sistema integral de conhecimento com características físicas e espirituais.
"Esta notícia é um enorme esperança para a comunidade que tem plena certeza de que esta decisão é um instrumento de salvaguarda desta sabedoria", disse o diretor de Patrimônio da Colômbia, Juan Luis Isaza, em seu discurso de agradecimento.
Os xamãs do Yuruparí transmitem "uma cosmovisão associada a um território sagrado para eles, um conhecimento graças ao qual acham que o mundo pode estar em equilíbrio", explicou Isaza.
Os jaguares de Yuruparí, que habitam nas cercanias do rio Pirá Paraná, transmitem por via masculina e desde o na…

Retiro do Silêncio

Céu branco,
mata luminosa entardece
e os cantos dos pássaros desobedecem o silêncio.

O espírito, a mente e o corpo

‎''O espírito é uma música, uma fala sagrada que se expressa no corpo; e este, por sua vez, é a flauta, o veículo por onde flui o canto que expressa o ser-luz-som-música, que tem sua morada no coração.

Esta flauta é feita da urdidura de quatro pequenas almas que precisam estar afinadas para melhor expressar o fogo sagrado que da vitalidade, capacidade criativa e realizadora.

Por isso fez-se a dança: para afinar todos os espíritos pequenos do ser, para que estes cantem sua música no ritmo do coração da Mãe Terra, que dança no ritmo do coração do Pai Sol que, por sua vez, dança no ritmo do Amor Incondicional.''

Danielle Mitterrand e o Brasil

Danielle Mitterrand amava o Brasil. Apoiou as mulheres indígenas da amazônia que queriam manter sua tradição de gestar e parir filhos de modo tradicional. Apoiou o movimento de reciclagem de lixo coordenado por Dona Geralda, em Belo Horizonte, que hoje é um exemplo para todo o país. Apoiou o Instituto Arapoty em sua utopia de difundir os valores sagrados da cultura indígena do Brasil para resgatar a dignidade das raízes desta nação. Apoiou o movimento que ajudei a articular para criar a primeira reserva da Biosfera em terras de Minas Gerais, que engloba 11 municípios e protege mas de três milhões de hectares do cerrado mineiro no ano de 2003. Criou o movimento "Mensageiros das Águas", com o intuíto de gerar consciência de cuidado e preservação dessa preciosa fonte da vida, que tem sido tratada como negócio.
Adorava as montanhas de Minas Gerais e sentia-se pacificada com a mata atlântica de minha Itapecerica da Serra, quando nos visitava.
Danielle Mitterand era a presença da…

O poder do círculo

Acredito no poder do círculo. Na possibilidade de gerar mudança real, positiva, verdadeira, a partir de pequenos círculos que se reunem, sonham e agem. Acredito no poder da rede, que é quando os círculos se interconectam e se interagem. Existem causas comuns á todos os círculos porque existem causas comuns á toda a humanidade. Acredito que o destino da humanidade é em essência o aprimoramento do caráter individual e coletivo da sociedade. Aprimoramento ético, estético, político, ecológico, artístico. isto é a espiritualidade na prática. Estamos em um momento que precisamos nos espiritualizar e espiritualizar o mundo. Acredito na frase daquele filósofo que disse: " o século XXI será espiritual, ou não será." E acredito naquele provérbio africano que diz: "muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudará a face da terra."

Indicadores sociais são péssimos para índios e florestas

Se os indicadores sociais da Amazônia estão aquém da média nacional dos países que compartilham a floresta, as populações indígenas são ainda mais vulneráveis. O relatório "A Amazônia e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" avaliou indicadores de nove países - Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa - e identificou resultados piores para os indígenas.
O levantamento mostra que nos nove países há 1,6 milhão de indígenas, de 375 povos. Nem todos vivem em territórios reconhecidos, o que, segundo os pesquisadores, tem impacto direto na subsistência e na qualidade de vida das comunidades. "A erradicação da pobreza e da fome está intimamente associada à garantia do usufruto de seus territórios tradicionais. A consolidação territorial é que permite que as populações indígenas possam produzir seus alimentos por meio da pesca, caça, agricultura etc", conclui o trabalho.
Os piores resultados estão relaciona…

GANÄNCIA HUMANA CONTINUA MATANDO INDIOS

Relatório divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) aponta a ocorrência de um genocídio indígena em Mato Grosso do Sul nos últimos oito anos. Segundo o documento, 250 índios foram assassinados neste período, a maioria na região sul, onde vivem os índios guarani/caiuá. A dimensão da situação fica mais evidente quando se compara os dados com os números nacionais. Conforme o Cimi, enquanto a média nacional é de 24,5 homicídios para cada 100 mil pessoas, na Reserva Indígena de Dourados, a maior do Estado, a proporção é de 145 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. No Iraque, a média proporcional é de 93 mortes/100 mil moradores.
O levantamento mostra ainda que Mato Grosso do Sul lidera em número de assassinatos de indígenas. Em 2007, 70% dos casos registrados no Brasil foram em Mato Grosso do Sul - 42 contra os 18 computados nos demais estados. No total, 55% dos homicídios foram de índios das etnias que vivem no MS, sendo 250 aqui e 202 no restante do País. A si…

Kaká Werá em Recife

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