domingo, 26 de junho de 2011

Kaká Werá no Rio de Janeiro

Após compartilhar uma imersão de quatro dias com Roberto Crema, abordando o tema RITOS E MITOS, retorno na próxima semana ao Rio de Janeiro para aprofundar melhor o tema relacionado á sabedoria tupy, mais especificamente a compreensão da palavra enquanto espírito.
Na década de sessenta, o conhecido sociólogo Pierre Clastres, após estudar á fundo a filosofia tupy-guarani escreveu um livro chamado A FALA SAGRADA, onde ali ele já consegue encontrar indícios da complexidade do conhecimento desta cultura em relação á linguagem.
A linguagem, na percepção da tradição tupy, extrapola os limites da oralidade em si; e também da percepção enquanto ruído, som, barulho, etc. A arte da fala e do falar se relaciona com a própria energia-luz, vida atuante em tudo o que existe.
A fala, a respiração, o pensamento, a geração de idéias, são extensões da mesma qualidade vivente. E os antigos sábios desta tradição adquiriram experiências diversas a partir deste reconhecimento. Desde o uso como medicina curativa até a sua estruturação em princípios norteadores da evolução do ser.
Para acompanhar a programação do Rio, sugiro visitarem o site da Unipaz:
www.unipazrj.org.br

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A natureza e seus corpos

A preciosidade da vida nos impõe responsabilidade pela sua integridade física. E a integridade do grande alento vital se manifesta através dos reinos que compõem a natureza: o reino mineral. o reino animal. o reino vegetal. e o reino humano. Cada um deles representa um dos corpos dessa Mãe Indizível. O mineral é o corpo físico, o animal representa o corpo emocional, o vegetal representa o corpo etérico e o humano representa o corpo mental.
Somos coletivamente o pensamento da Terra. Se este pensamento coletivo estiver repleto de medo, o medo se manifestará. Se estivermos repletos de compaixão e respeito, o mesmo se manifestará.
Cabe é nos escolhermos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A tradição tupy renasce

A tradição tupy é sobretudo filosófica, ética e comportamental. Não tem nada á ver com etnia X ou Y. a tradição tupy é a tradição de caminhar junto com os reinos evolutivos da Terra, sob a profunda conexão com o Espírito dessa Grande Mãe. A tradição tupy pressupõe reconhecer as estrelas como antepassados de sabedoria, mas não perder o vínculo com os pés no chão, atento ao aqui-agora, atuando no re-equilíbrio do nosso sistema de vida no mundo tridimensional.
esta tradição está renascendo agora, no coração e nos olhos de uma juventude antenada nestes tempos de tantas inquietações.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Notícias

A titulação do território ainda é a principal luta das milhares de comunidades remanescentes de quilombos em todo o Brasil. Estimativa da Comissão Pró-Índio de São Paulo aponta a existência de 3,5 mil comunidades no país – apenas 6% delas têm o título de suas terras.

“[A titulação é importante] Para eles terem a segurança que podem permanecer nessa terra e, a partir daí, ir pensando alternativas de geração de renda”, disse Lúcia Andrade, coordenadora executiva da Comissão Pró-Índio, organização não governamental que apoia a luta dos índios e quilombolas pelo direito ao território desde 1978.

Segundo ela, apenas no Acre e em Roraima não foram identificadas comunidades remanescentes de escravos. Grande parte dessas comunidades já tem acesso à escola e serviço de saúde, mas ainda há muita dificuldade em garantir a assistência básica.

A garantia ao território quilombola está na Constituição, mas a titulação anda a passos muito lentos.

A secretária de políticas para comunidades tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção e Igualdade Racial (Seppir), Ivonete Carvalho, explica que o Decreto 4.887 de 2003 assegura o direito à terra às comunidades que se autoidentificarem. “Depois que a terra for reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como um território quilombola, a comunidade requer ao Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] a abertura de um processo de regularização fundiária para pleitear a titulação como um território quilombola”.

De acordo com Ivonete, apenas 185 das 1,7 mil comunidades reconhecidas oficialmente pelo Estado, já têm o título da terra. Entre as dificuldades encontradas pelos quilombolas está a disputa pela terra com grandes produtores rurais.

A secretária lembra que os quilombolas estão inseridos nos processos de produção no Brasil, mas precisam da terra demarcada para conseguir gerar a própria renda.

Ivonete disse que a Seppir coordena o Programa Brasil Quilombola que reúne políticas públicas específicas para essa população e envolve ações de 23 ministérios.

“Nós temos ações na área de saúde, construção de escolas, discussão sobre a formação de professores, inclusão da história dos povos africanos e dos afro-brasileiros nos currículos escolares”, explicou.

Segundo ela, mais de 25 mil famílias quilombolas são atendidas pelo Programa Bolsa Família. Essa população também terá prioridade no atendimento pelo Programa Brasil Sem Miséria.

Para a secretária, o governo ainda está em um momento de identificar a realidade das comunidades quilombolas e, a partir disso, articular as políticas públicas que possam modificar a realidade e garantir uma reparação histórica. “A gente tem um entendimento que a sociedade brasileira tem um dívida com o povo negro”, afirmou Ivonete.

Da Agência Brasil

domingo, 5 de junho de 2011

Nós choramos juntos devido a aprovação de Belo Monte

Eu republiquei uma foto de Raoni em um blog anterior onde aparecia ele chorando. Dizia-se que ele chorava por Belo Monte. Depois houve um comentário dizendo que aquela foto foi tirada por ocasião da morte de Orlando Vilas Boas. Bom, isso me fez pensar sobre alguns cuidados que tanto eu quanto aqueles que lidam com a internet precisam ter. É muito fácil hoje em dia colar uma foto, uma notícia, uma frase. na internet. Pois é. Da próxima vez irei verificar melhor os fatos, a origem, os dados...
No entanto,simbolicamente aquele choro representa o choro da nossa incapacidade, pelo menos das pessoas que são sensíveis e conscientes do que vai ocorrer com a execução de Belo Monte. Sim, nós choramos pelas consequências terríveis em relação á esse projeto.

No Piauí tinha índio

Durante muito tempo ignorou-se a existência de populações nativas em terras onde é hoje o Estado do Piauí, sobretudo porque essa população foi praticamente extinta durante a colonização, iniciada em meados do século XVII, por bandeirantes paulistas e baianos.
Apenas há algumas décadas essa lacuna vem sendo preenchida por estudos e pesquisas de alguns raros pesquisadores, e assim mesmo muito pouco difundidos, sendo conhecidos apenas por uma pequena parcela de estudantes, professores, pesquisadores e intelectuais interessados na história do Piauí.
Nesse contexto, O Livro História dos índios do Piauí será lançado no dia 07 de junho de 2011, a partir das 18h até às 21h, no IX Salão do Livro do Piauí - SALIPI. Já no dia 11, a autora do livro, Claudete Miranda, participará do BATE PAPO LITERÁRIO, no Stand da UFPI. O evento homenageará este ano um dos mais importantes estudiosos do Piauí, prof. Raimundo Nonato Santana.

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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...