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Mostrando postagens de Abril, 2011

ENTREVISTA DE KAKÁ WERÁ PARA HIEROPHANT

1- vivendo no mundo real das cidades grandes, qual seria sua dica
de responsabilidade social para cada habitante ?

R: a responsabilidade social para cada indivíduo começa com o interesse e a participação nas questões sociais de seu local, região, ou cidade. Trata-se da presença cidadã. Muitas vezes criticamos aqueles que estão no poder, usurpando, mentindo e degradando o ambiente; mas na verdade muita coisa é resultado de nossa omissão social.


2- Diversidade social e Sabedoria ancestral, como usar estas ferramentas de forma harmonica para equilibrar nossa mente e nossos atos?

R: A diversidade social implica em aprendermos respeitar as direnças culturais e comportamentais de pessoas e instituições. A Sabedoria Ancestral implica em reconhecermo-nos como uma extensão de elos que vão além da tribo chamada humanidade, e que há uma interrelação entre todos os reinos, ecossistemas e aspectos imateriais que precisamos aprender a nos relacionar de modo compassivo e cuidadoso. Estes dois aspec…

Um terço dos miseráveis no mundo são índios

Um terço das 900 milhões de pessoas que vivem em extrema pobreza no mundo são indígenas, diz um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado nesta quinta-feira (21). O relatório A Situação dos Povos Indígenas do Mundo foi divulgado pelo Secretariado do Fórum Permanente sobre Questões Indígenas das Nações Unidas. De acordo com os resultados da pesquisa, a falta de acesso à saúde e educação faz com que a expectativa de vida da população indígena chega a ser 20 anos inferior à média nacional em alguns países, como Nepal e Austrália. Uma das mais graves ameaças a esses povos é o desrespeito por suas terras. O estudo ainda estima que em 100 anos, 90% de todos os idiomas indígenas devem desaparecer junto com suas tribos.

Caboclos querendo ser ingleses

É preciso rever a idéia de que somos um país que descende, predominantemente, da Europa e dos europeus. Em quase um século após a carta que é tida como certidão do nascimento do Brasil, não havia mulher européia por aqui. Sim, os gigantes paulistas que empunhavam as bandeiras eram mestiços. A língua tupy predominou por estas terras até o final do império, quase já no século XIX, e com ela, hábitos e maneiras de comportamentos se fundiram em um jeito brasílico de ser e de se expressar.
Até a década de 90, nos registros de nascimento, de identidade e nos recenseamentos, o cidadão tinha como opção, se não era branco, nem amarelo e nem negro, de declarar-se pardo. E como vocês sabem, de noite todos os gatos são pardos. Curiosamente, quando o IBGE permitiu a declaração dando referência ao termo “indígena”, aumentou a população principalmente os que moram em áreas urbanas.
Segundo o censo, em 1991, o percentual de indígenas em relação à população total brasileira era de 0,2%, ou 294 m…

Parto da Grande Mãe

Pablo Werá, um guarani da fronteira entre Paraguai e Brasil, no início do século passado havia sonhado que "na dobra do tempo" quando iniciasse um novo ciclo de datas, a Mãe Terra entraria em processo de parto para o nascimento de uma nova expressão de si. Uma nova estrela brilharia no Cosmos. E disse que Tupã renasceria no coração do estrangeiro.Essa profecia foi registrada no livro "Ayvu Rapyta" de Leon Cadogan, na década de trinta.
O povo Maia também predisse que nesta época, que corresponderá ao ano de 2012, a Mãe Terra entraria definitivamente na quarta dimensão, após um longo processo de purificação. E o que é mais incrível é que essas previsões se baseavam em estudos matemáticos e não em transes místicos.
Realmente estamos em um momento de muita conturbação, tanto coletivamente quanto individualmente.
Os valores, a ética, e a consciência encontra-se em momentos de profunda degradação. Há que se limpar, dissolver, transmutar, muitos padrões de comportamento e…

ROBERTO CREMA E KAKÁ WERÁ NA UNIPAZ EM JUNHO

É com alegria que anunciamos mais esta imersão com Roberto Crema e Kaká Werá.
Nesta imersão, Roberto Crema e Kaká Werá, através de vivências e reflexões, facilitarão um
mergulho profundo de consciência neste movimento de transição planetária, que se encontra
em curso, que podemos denominar de: Parto da Grande Mãe.

“Trata-se de um processo de morte e de renascimento, para o surgimento de uma humanidade
reconectada com a dimensão Essencial. A qualidade da Terra mudará, num processo
transformacional que transcorrerá em etapas. No Parto, todos estamos submetidos a um
estado intensificado de evolução ou involução. Não é possível uma previsão, pois não há
predeterminação de datas precisas: a consciência humana interfere na realidade. Bênçãos,
ensinamentos e inspirações se destinam a facilitar para que possamos nos tornar um cálice
receptivo. Na semeadura do novo, reflorescerá a terra …

Oficina de literatura indígena com educadores

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Integria em abril

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Sustentabilidade

Quando as culturas humanas deixaram de ser verdadeiramente sustentáveis, ou seja, considerando como parte de seu desenvolvimento o cuidado com os recursos da natureza, suas disponibilidades, seus ciclos e sua sazonalidade; não havia menção de guerras ou de quaisquer tipo de violência ou problema relacionado á fome.
Os estudiosos poderiam dizer que não há registro histórico de sociedades milenares sustentáveis. Mas a questão é que os registros históricos estão intimamente ligados á registros de conflitos. Quando há sustentabilidade, os conflitos são mínimos, ou considerados irrelevantes.
Nas sociedades ancestrais sustentáveis, a história não é história, é narrativa mítica, é fábula, ou seja, é norteada para transmitir valores, idéias, pensamentos e visões de origem, e não a guerra.
Mas a questão que gostaria de colocar aqui é que quando pensamos uma civilização incluindo o cuidado com a natureza e o uso adequado de seus recursos e disponibilidades; questões sociais como violência, fome…

Havia o tempo da memória da unidade.

Um dos primeiros livros escritos por um autor indígena tem por título: "Antes o Mundo Não Existia"; e neste momento não vou me lembrar o nome do autor, mas prometo que irei falar sobre ele novamente; sei que é do povo Dessana, lá do alto rio Negro, na sagrada imensidão do Amazonas. Este livro traz a visão deste povo sobre a criação do mundo, entre outras coisas. E em essência ele diz que, uma Avó ancestral e mítica cuja extensão era o vazio, principia, através do sopro de seu cachimbo e sentada em um banquinho criado do nada vivificante, a manifestar as coisas que viriam a existir.
Neste tempo surge o mundo, a natureza, os seres fantásticos, encantados, que dão por sua vez existência e voz aos primeiros seres humanos. Estes não eram classificados por etnia, por cor, por tamanho, por diferença de classes. Na verdade, nem classificados eram. Simplesmente foram humanizados, ou seja, do húmus da terra e do sopro criador, com o impulso dos encantados, tornaram-se gente.
De acordo…

O índio e seu Dia

Mais uma vez se aproxima a semana de comemoração ao índio. Mas ainda estamos muito longe de fazer valer a lei federal que obriga o estudo de sua história, seus valores, sua cultura, de modo mais profundo e adequado.
É necessário para o país enquanto nação tocar nos aspectos mais profundos e preciosos dessa imensa diversidade e deste plural singularizado como índio.
Primeiro porque isso vai colaborar para diminuir discriminações de todo o tipo. Segundo porque isso vai colaborar para acolhermos enquanto nação o respeito pelas raízes que a fundaram.
Finalmente, porque a compreensão mais profunda da relação homem/ambiente esta nas memórias ancestrais destas culturas, e é imperioso que possamos recuperar o sentido mais profundo desta memória.
desejo que o índio que habita em cada coração seja abençoado neste momento!!!

Roberto Crema e Kaká Werá

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O corpo é a casa do ser, que é o sopro divino, chama criadora que cuida e vivifica sua casa.