quarta-feira, 30 de março de 2011

Homem que é amigo da floresta

A relação entre James Cameron e a Floresta Amazônica foi realmente a de “amor á primeira vista”. Desde sua visita a Manaus, onde visitou a floresta e conheceu os nativos, o diretor americano se mostrou tão apaixonado pelo local e pela cultura indígena que decidiu trazer o elenco de “Avatar 2” para conhecê-la antes de começar as filmagens. Ele conta durante um fórum sobre sustentabilidade em Manaus sobre a inspiração que espera trazer ao elenco ao levá-los para conhecer as tribos.

“‘Avatar’ é um filme sobre uma floresta e seu povo indígena. Antes de começar a fazer os dois próximos filmes eu quero trazer meus atores pra cá, para que eu possa contar essa história melhor. Eles podem aprender sobre os nativos e sobre a vida real na mata. Se eu tivesse conhecido os caiapós antes de fazer ‘Avatar’, certamente teria saído um filme melhor.”

O diretor, que ganhou entre os índios o nome Krapremp-ti, que significa “homem que é amigo da floresta”, disse que em homenagem á tribo irá batizar um dos novos personagens com o seu nome indígena. O segundo e o terceiro filme serão filmados simultaneamente e serão lançados no final de 2014 e 2015. As filmagens começam no fim do ano.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Reconciliar com o Céu e a Terra

Existe um texto sagrado de um mestre japonês, Masaharu Taniguchi, cujas frases iniciais são: "reconcilia-te com todas as forças do Céu e da Terra e tudo será teu amigo". Pois eu acredito profundamente nisto. O homem civilizado urbano precisa se reconciliar com o ar puro, com a terra pura, com a água pura; gerando tecnologias limpas, gerando uma ciência ancorada na sabedoria divina e não uma ciência ancorada na guerra e sopreposição de uns sobre outros.
A reconciliação com o Céu passa pela reconsideração do respeito á toda diversidade religiosa, negando dogmas sectários e fundamentalismos ignorantes.
Reconciliar com a Terra também significa cuidar da terra interior de cada um, ou seja, cuidar do aprimoramento do caráter, da ética, dos valores. Cuidar do corpo, para que este esteja sempre saudável e cuidar dos sentidos e sentimentos.
Assim como reconciliar com o Céu significa também cuidar do céu interior, do reconhecimento de que somos seres intangíveis, luz na terra, expressando-se como consciência, que por sua vez se manifesta como pensamento, sentimento, palavras e ações. E cuidar do céu é antes de mais nada agradecer á Grande vida que nos foi ofertada por um Grande Mistério, cuja presença respiramos.
Por isso, no dia de hoje, agradeço a respiração da vida que pulsa em mim; e também á toda a terra que se perde no horizonte que meus olhos vêem.
Graças!!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ano Internacional das Florestas

A presença e importância das florestas é fundamental não somente por todas as razões sociais e ambientais - ela vai além - e atinge a dimensão da alma.
Nas mitologias de todos os povos indígenas do Brasil, o ser humano inicia sua trajetória na dimensão da vida terrena, através de um corpo físico, mas antes passa por um estágio preparatório nas florestas,nos diversos ecossistemas, pelos reinos: mineral, vegetal, animal.
Segundo estas mitologias, a alma humana Inicia sua jornada como um ser encantado, ou seja, um elemental da natureza. Diversos cantos de povos nativos dizem:Fomos cristais, fomos árvores, fomos animais. Estas marcas, memórias, ou registros, estão gravados em nossas almas.
É por isso quando entramos em contatos com jardins, parques, canteiros, vasos, ou mesmo própria floresta ou bosque; sentimos um bem estar interior, pois uma dimensão imemorial é tocada, de uma época em que a respiração das estações, a luz do sol e da lua, e a noite com suas estrelas, já nos bastava.

terça-feira, 22 de março de 2011

Indio quer escola digna

A escola indígena Kaakupé (Atrás da Mata, em português), na aldeia guarani Kuriy (Pé de Pinheiro), está registrada no Ministério da Educação e na Secretaria de Educação de Santa Catarina. Tinha 8 alunos em 2010, segundo dados do Censo Escolar. Na prática, a escola funciona na sala de estar de uma antiga casa em que vivem três famílias indígenas.

Kaakupé é uma das 2.765 escolas indígenas do país, segundo o Censo Escolar 2010. Em 2010, o número de matrículas nessas instituições foi de cerca de 246 mil, 0,5% do total da educação básica.

O país tem 460 mil índios em 225 aldeias, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai). A média de estudo entre eles era de 3,9 anos em 2009, de acordo com o IBGE. A maioria dos alunos indígenas, 175 mil, está no ensino fundamental. Outros 22 mil fazem a educação infantil, 27 mil fazem o ensino médio, 21 mil fazem a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e mil fazem a educação profissional. Outros três mil fazem licenciaturas específicas para indígenas.

As instalações na escola são precárias, com uma lousa, quatro carteiras, um fogão e um computador. A merenda fica estocada em um canto do espaço junto com livros e DVDs didáticos. “Aqui não tem escola. Tem aula, professores. Eles falam que tem escola. É muito difícil”, diz o cacique José Benites, de 33 anos, que é um dos professores da aldeia. Uma escola de madeira custaria, no máximo, R$ 15 mil, segundo o cacique.
A Aldeia fica em meio à mata atlântica (Foto: Arte/G1)De acordo com regras estabelecidas pelo MEC e pelo Conselho Nacional da Educação, as escolas têm direito à estrutura, normas de funcionamento e ordenamento jurídico diferenciados. O ensino deve ser intercultural e bilíngue e deve levar em conta processos próprios de aprendizagem. Estados e municípios são responsáveis pelas instalações e pela execução das políticas públicas nas escolas. A escola Kaakupé é estadual.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Obama é alertado para apoiar os guarani

A Organização Survival International pediu ao presidente dos EUA, Barack Obama, para apoiar os índios Guarani do Brasil, cujas vidas estão ameaçadas pelo ‘boom’ na indústria da cana de açúcar.

A Survival instou ao Presidente Obama para discutir a situação desesperada dos Guarani com a nova Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, durante sua viagem ao Brasil neste fim de semana.

A demanda por etanol, um bio-combustível derivado de cana de açúcar, está crescendo nos EUA e as importações provenientes do Brasil poderão crescer consideravelmente.

A cana está sendo cultivada ilegalmente na terra ancestral dos Guarani, que é de grande importância espiritual para os índios e da qual dependem para sua sobrevivência.

Ela está poluindo os rios dos Guarani, matando peixes e causando diarréia, dores de cabeça e outras doenças entre os índios.

Ambrósio Vilhalva, um homem Guarani de uma das comunidades afetadas, disse à Survival, ‘As plantações de cana estão acabando com os índios. Nossas terras estão ficando cada vez menores. As plantações estão matando os índios’.

Muitos Guarani, tendo perdido suas terras ancestrais, são forçados a viver em reservas super povoadas ou acampamentos improvisados na beira de rodovias, onde o alcoolismo, suicídio e desnutrição são comuns.

O governo brasileiro é legalmente obrigado a demarcar as terras dos Guarani para seu uso exclusivo. No entanto, o programa para proteger a terra chegou a uma situação de estagnação e mais de 70 usinas de etanol estão previstas para o Mato Grosso do Sul, ameaçando colocar o futuro dos Guarani ainda mais em perigo.

No ano passado, a gigante empresa de energia Shell assinou um acordo de US $ 12 bilhões para produzir etanol com a empresa de bio-combustíveis brasileira Cosan, que está comprando cana de açúcar cultivada em terras Guarani.

O diretor da Survival, Stephen Corry, disse hoje, ‘Os Guarani já perderam grande parte de suas terras para fazendas e plantações de soja nas últimas décadas; seria desumano agora obrigá-los a suportar o impacto do ‘boom’ na demanda por etanol. A viagem do Presidente Obama ao Brasil representa uma oportunidade inestimável para os dois presidentes discutir a situação dos Guarani e incentivar ações positivas para proteger suas terras’

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Mãe Terra, catástrofes e o Japão

Admiro muito o povo japonês! A ancestral filosofia xintoísta, as diversas linhagens do budismo, o zen, o guerreiro samuraí, a ética exemplar de cidadania, a inteligência tecnológica, a capacidade de superação!!! São muitos os exemplos de admiração.
Uma nação cujo destino foi florescer em um ponto geológico que representa uma fratura da Terra. Uma nação que sabe desde a muito tempo que correria riscos imprevistos de tempos em tempos. Uma nação que teve a coragem de se desenvolver no olho do furacão, metaforicamente falando.
Por isso, neste momento tão delicado e transformador, em que a Mãe Terra se movimenta buscando um reposicionamente do seu eixo e espiritualmente se purifica através das forças da natureza, buscando a retomada da harmonia, peço que de nossos corações e mentalizações possam expressar o sincero desejo de cura, harmonia e paz; envolvendo toda a nação japonesa,que habita dentro e fora de seu território;para que cessem definitivamente os males coletivos que este povo atravessa! Que O Grande Espírito, envolva e abençoe este território!!!
Assim Seja!!!

domingo, 13 de março de 2011

Índios e meio ambiente

Vinte e cinco comunidades indígenas do Alto Rio Negro estão fazendo uma campanha que branco nenhum pode botar defeito. Tukanos, tuyukas, dessanos e muitas outras etnias já recolheram, desde 2005, por volta de 25 mil pilhas e baterias. As pilhas estão vindo para Manaus, de barco, para serem entregues ao programa Giro Ambiental, que realiza uma campanha permanente de conscientização.

Os moradores das comunidades indígenas do Alto Rio Negro consomem uma grande quantidade de pilhas, por conta dos equipamentos utilizados na pesca noturna. A lanterna, portanto, é um grande aliado na hora de praticar essas atividades. Por conta disso, são centenas de pilhas descartadas todos os meses e que não estavam tendo o descarte correto.

“Apesar de haver outras tecnologias, o acesso dessas comunidades às pilhas é mais fácil. O nosso objetivo é reduzir o impacto ambiental que elas causam no meio ambiente”, detalhou o administrador do Instituto Socioambiental (ISA), Marcílio Cavalcante. O órgão é ligado à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

Antes da iniciativa, os indígenas davam outro destino às pilhas. “Mas era perigoso. Eles usavam a substância que existe dentro das pilhas e preparavam uma tinta preta para pintar objetos”, revelou. “Além disso, muitas crianças brincavam com as pilhas, além de outras serem jogadas em qualquer lugar, o que causava contaminação de igarapés e lençóis freáticos”, ressaltou Marcílio.

Depois de uma conversa com as comunidades sobre os perigos do lixo químico, os indígenas começaram a juntar as pilhas espalhadas. “Essas baterias estão sendo depositadas dentro de tubos de PVC, medindo 1,50m, e tampadas”, detalhou Cavalcante. Os tubos são enviados a São Gabriel da Cachoeira, onde aguardavam descarte.

Depois de saber sobre a iniciativa do projeto Giro Ambiental, comandado pelo jornalista Adão Gomes, o tio Adão, os coordenadores do ISA-Manaus souberam exatamente o que fazer. “Eles entraram em contato comigo e agora estamos negociando o transporte das pilhas até Manaus. Quando chegarem aqui, as pilhas serão armazenadas na caçamba do ‘Giro’, e ficarão ali até atingirmos a marca de 150 mil unidades”, completou Tio Adão.

As comunidades, localizadas no rio Tiquié, são Serra de Mucura, Pirarara e Acará-Poço, Cunuri, Iraity, Boca da Estrada, São Luiz, Duhtura, Trovão, Floresta, São José I, II e do Meio, Santa Luzia, Maracajá, Santo Antônio, Bela Vista, São Domingos, São Paulo, São Tomé, Santa Rosa, Jabuti, Boca do Sal, Caruru, São Pedro, Cachoeira Comprida, e Fronteira. A iniciativa dessas comunidades, ressalta Cavalcante, faz parte do manejo ambiental delas próprias, e não conta com o apoio das autoridades competentes para coletar lixo. “Aliás, não há qualquer política relacionada à coleta ou destinação do lixo nas comunidades indígenas”, lamentou

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre a Educação Indígena

A educação indígena, feita pelos e para os ameríndios, avançou muito nas últimas décadas. A partir da Constituição de 1988, que assegurou aos índios o reconhecimento de sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, uma série de leis foram criadas, garantindo o direito a uma educação multicultural e bilíngue, respeitosa de seus conhecimentos e organização sociocultural.

O projeto para as escolas indígenas que está em construção em diferentes comunidades do País é o de uma escola feita pelos e para os índios: são professores indígenas formados e currículo diferenciado, elaborado em parceria com a comunidade onde línguas, conhecimentos e formas de transmissão indígenas são valorizados.

Diferentes populações indígenas já têm professores formados em magistério e em ensino superior. No entanto, os dados ainda mostram um déficit a ser superado. Para além desse déficit, a educação indígena apresenta ainda fortes deficiências, tanto no que tange a infraestrutura escolar como a implementação e respeito dos currículos e práticas de ensino indígena.

A crescente quantidade de alunos em formação e o módico número de instituições de ensino médio e universitário voltados a esses grupos é outro problema. A maioria das escolas indígenas é de ensino fundamental e raras são as oportunidades dos alunos de continuarem os estudos no nível médio e universitário, em instituições voltadas especificamente para os ameríndios. Cursos de formação de magistério e licenciatura indígena são algumas das respostas dadas pelo Estado a esse problema. No entanto, essas respostas ainda são paliativas, tendo em vista a falta de institucionalização dessas soluções - muitas ainda estão em caráter experimental.

A diversidade indígena e a dimensão do País são, ao mesmo tempo, a riqueza e o desafio para o desenvolvimento de uma política educacional voltada para os índios. Desafio porque a procura por políticas universais colide frequentemente com as especificidades e demandas locais. Isso, porém, não significa que uma política educacional não seja possível.

São a prova disso alguns avanços já obtidos, como os currículos escolares de escolas que conciliam conhecimento indígena e não indígena e realizam a difícil tarefa de tradução cultural com êxito. Outros exemplos: professores formados que se tornam pesquisadores de suas próprias culturas e pensadores indígenas que elaboram políticas para suas comunidades.

As diferentes populações indígenas apresentam histórias, culturas e práticas diversas. Suas reivindicações e necessidades são também múltiplas e variadas. Pensar uma educação que considere essa diversidade e a respeite deve continuar a ser o objetivo das políticas e práticas públicas voltadas à educação dos índios.



Silvana Lopes da Silva Macedo
PROFESSORA DE ANTROPOLOGIA DA UNIFESP E DOUTORA PELA L'ÉCOLE DES HAUTES ÉTUDES EN SCIENCES SOCIALES (EHESS) DE PARIS

segunda-feira, 7 de março de 2011

Más notícias

Cerca de 65 crianças e adolescentes da comunidade indígena Ypo"i estão fora das salas de aula este ano porque foram impedidas de se locomover dentro de São Luiz, em Paranhos (MS), para pegar o ônibus escolar, segundo denúncia do Ministério Público Federal. O MP pede que o proprietário libere o trânsito imediatamente. Os estudantes fazem parte de um grupo acampado na fazenda desde agosto de 2010 - os indígenas reivindicam parte das terras da fazenda.

terça-feira, 1 de março de 2011

Indios da Amazônia buscam apoio em Londres para luta contra Belo Monte

Três líderes indígenas denunciaram nesta terça-feira, em Londres, o grave impacto para suas comunidades e o meio ambiente das gigantescas hidrelétricas projetadas na bacia do Amazonas que, segundo eles, provocarão destruição, inundações e o deslocamento de milhares de pessoas.
"Estamos aqui para mostrar à comunidade internacional que não somos ouvidos e que o governo brasileiro está violando seriamente nossos direitos", declarou Sheyla Yakarepi Juruna, representante da tribo Juruna no rio Xingu, no coração do estado do Pará.
Nesta região está prevista a construção da usina de Belo Monte, que será a terceira maior do mundo, mas que teve sua licença de construção suspensa na última semana pela justiça.
Sheyla Yakarepi Juruna, Almir Narayamoga Surui - líder da tribo Surui na região do rio Madeira, no estado de Rondônia -, e Ruth Buendía Mestoquiari, presidente da organização Central Ashaninka do rio Ene, no Peru, concluem na capital britânica uma viagem de 10 dias pela Europa que passou por Oslo, Genebra e Paris.
O giro dos líderes indígenas busca sensibilizar os governos europeus sobre a situação de suas comunidades e a necessidade de deter estes projetos hidrelétricos, com um custo estimado em bilhões de dólares.
Para acompanhar seu crescimento e aumentar sua segurança energética, o Brasil projeta uma série de hidrelétricas na bacia amazônica, como as de Santo Antônio e Jirau, que já estão em contrução em Rondônia; e assinou um acordo com o Peru para levantar ao menos outras seis represas em território peruano, entre elas a de Paquitzapango nas terras dos Ashaninka.
Apesar das promessas do governo sobre o baixo impacto social e ecológico em seus projetos, financiados principalmente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos quais também participam empresas europeias, os indígenas insistem que eles "não são sustentáveis" e que, além disso, violam seus direitos coletivos e a autonomia.
Os projetos, sobre os quais os indígenas afirmam não ter sido consultados, inundarão regiões inteiras, secarão outras, o que privará estas comunidades de seus recursos básicos e as obrigará a abandonar suas terras ancestrais. Além disso, trarão outros problemas como pobreza, violência e prostituição.
"A maioria dos governos latino-americanos que assinaram o convênio 169 da OIT sobre os povos indígenas (que estabelece a obrigação de consultar as comunidades toda vez que são previstas medidas que podem afetá-las diretamente) não o respeitam", explicou Buendía.
"Eles preferem as companhias de petróleo, mineradoras e hidrelétricas. Querem tirar os últimos recursos que os povos indígenas têm, sem respeitar nossos direitos", acrescentou.
A viagem dos indígenas, promovida por uma coalizão de organizações encabeçada pela Rainforest Foundation UK, receberam o apoio de figuras de renome internacional, como o cantor Sting e a ativista Bianca Jagger, ex-modelo e atriz que foi casada com o vocalista dos Rolling Stones.
Jagger, nascida na Nicarágua, lembrou nesta terça-feira que as consequências destes "velhos modelos de desenvolvimento que violam direitos humanos e cujo único objetivo é ecônomico" na Amazônia serão "irreversíveis" e "não afetarão apenas os indígenas, mas sim o mundo todo", quando se teme os efeitos catastróficos das mudanças climáticas.
Para o líder Almir Surui, o mundo atual "tem a inteligência e os instrumentos para criar uma consciência de desenvolvimento justo (...) para encontrar melhores alternativas de energia para todos".
Na quarta-feira, a delegação fará um protesto em Londres, com ativistas britânicos em frente aos escritórios do BNDES, a quem acusam de estar "diretamente envolvido na destruição das populações indígenas da Amazônia".

O lugar onde moramos é vivo

O espaço onde se estabelece uma casa é uma soma de diversas energias.
Algumas vem do sagrado poder da terra, que faz a luz do sol se manifestar em vida. E esta vida forma a aura de uma casa. Cabe aos moradores qualificar esta aura com boas energias, que, como uma árvore, crescerão e se multiplicarão.
Outras energias vem do sagrado poder do ar, que faz a aura da casa expandir e retrair, assim como o dia e a noite. mas o ar tem que circular, assim como quando respiramos, ou seja, não pode haver bloqueios em um lar, tudo tem que fluir, a cada corredor e a cada cômodo. Não entulhe seu lar!!!
Além disso, há aquelas energias que vem das emoções que brotam da família ou da pessoa que habita um local. A memória das emoções transpiram pelas paredes. Temos que prestar atenção nás emoções que entoamos, pois formam registros emanadores de intentos!!!
E há a claridade do dia e o cobertor da noite, que embala os lares. Existem pessoas que impedem a luz de entrar de dia e ligam todas as luzes á noite, subvertendo o ritmo natural do lar. Mal sabem que isto adoece a casa.
E por fim, nada vivifica tanto um lar quanto a presença das plantas, das flores, dos aquários, dos peixinhos, ou seja, dos nossos amigos da natureza!!!




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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...