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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Marcelo Rosenbaum inclui pesquisa do Instituto Arapoty em superadobe

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Estudos para demarcação de terras indígenas encerram em 2011

Grupos técnicos de identificação e demarcação de seis terras indígenas em Mato Grosso do Sul devem encerrar os estudos nas bacias dos rios Apa, Dourados, Brilhante, Ivinhema, Iguatemi e Amambaí nos primeiros meses de 2011. No Estado, onde vivem cerca de 45 mil índios das etnias Guarani Kaiwá e Guarani Nhandéwa, um grande problema fundiário arrasta-se há anos.
Muitas das áreas vistoriadas em mais de 25 municípios pelos grupos técnicos, contratados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) desde 2008, são ocupadas por fazendeiros e empresas que detêm o título da terra. De acordo com as lideranças indígenas, cerca de 3 mil índios vivem em 22 acampamentos de beira de estrada nas rodovias do Estado.
Para os indigenistas, os interesses econômicos sobre a terra altamente produtiva e o preconceito contra os índios fazem com que a demarcação ainda não tenha sido concluída. O processo foi diversas vezes interrompido por decisões judiciais em várias instâncias. "As ações caem na mão de juízes…

Daniel Munduruku

No final dos anos oitenta conheci Daniel Munduruku, com um senso de humor peculiar e um educador hábil, que também soube se equilibrar entre duas culturas, a de raiz ancestral e esta que é resultado de uma longa travessia de oceano, e de longas batalhas e conflitos e desencontros. tinha um sonho que logo também cultivei; que era o de fomentar entre os nossos parentes indígenas o gosto pela literatura, pela escritura; e mais, estimular aos próprios parentes que escrevessem suas próprias histórias.
Assim foi feito. Hoje ele articula mais de trinta escritores indígenas e já estimulou uma diversidade de publicações, artigos, coletâneas e outras participações em livros.
neste momento está na organização de um seminário sobre literatura e história indígena que acontecerá na biblioteca Monteiro Lobato, em são Paulo, na vila buarque.
Vale a pena conferir!

Xingú não quer Belo Monte

Grupos indígenas e organizações de direitos humanos solicitaram à CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) a suspensão da construção da hidrelétrica de Belo Monte, na Amazônia brasileira, informou nesta quinta-feira (11) a organização "Amazon Watch".

Os denunciantes argumentam ameaças graves e irreversíveis aos direitos de, pelo menos, quatro comunidades indígenas pela construção da que seria a terceira maior represa do mundo.

As organizações solicitaram medidas cautelares de caráter urgente perante a CIDH para proteger as comunidades Arroz Cru, Arara da Volta Grande, Juruna do Km 17 e Ramal das Penas, que podem ser obrigadas a sair de suas terras.

O pedido foi apresentado pelo "Movimento Xingu Vivo Para Sempre", "Conselho Indigenista Missionário", "Justiça Global", "Prelazia do Xingu", "Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos" e pela "Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente".

Os …

Kaká Werá em Belo Horizonte

Este próximo final de semana estarei em Belo horizonte focalizando um encontro em um espaço que me acolhe á mais de 15 anos. Na cidade de Moeda, no sítio Terra Viva. Na ocasião será tratado o tema do poder pessoal.
Muitas vezes entregamos o nosso poder pessoal ao primeiro aventureiro que aparece, que pode ser uma notícia ruim, uma manipulação, uma vitimização, uma suposta doença, uma pessoa disfarçada de atributos que não são verdades ainda em seu interior.
Mais qual é esse poder pessoal capaz de curar, de retomar a vida, o eixo, a prosperidade e a clareza e discernimento paras novas jornadas?
Ele se manifesta como afeição e doçura, audição e expressão; é o amor, por si mesmo e por todas as nossas relações.

A Carta de Terena

Vôo de Índio


(*) Marcos Terena

26 de Abril de 2007

Na terça-feira, 26 de julho de 1990, o JORNAL DO BRASIL publicou, na coluna Zózimo, uma nota afirmando que o líder indígena Marcos Terena estaria procurando emprego. A nota acrescentava que Terena acabara de ser demitido da Funai, onde exercia a função de piloto ? mesmo não tendo freqüentado avião senão como passageiro, e mesmo assim tremendo de medo. A esse propósito, Terena enviou ao JB uma carta que, pelo excepcional interesse e altivez, aqui se publica.


Íntegra da carta de Marcos Terena




Brasília, julho de 1990


Senhor Jornalista:



Sou um dos 240 mil índios brasileiros e um dos seus interlocutores junto ao homem branco, e como tal tenho que acompanhar o raciocínio, os pontos de vista e as observações relativas às nossas questões. Por isso, sou assíduo leitor do JORNAL DO BRASIL, inclusive assinante, por considera-lo veículo conceituado e aliado da verdade na formação da opinião pública nacional.



Quando tinha ainda nove anos, fui leva…