quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O poder de cura das plantas




Os povos indígenas são reconhecidos pela sua sabedoria dita empírica a respeito das plantas. Quando os espanhóis invadiram a região onde hoje é o México, os padres que foram catequizar os povos de lá absorveram enorme conhecimento sobre plantas depois que ensinaram os nativos a ler e escrever em latim e espanhol. Estimularam a narrar seus conhecimentos fitoterápicos que se tornaram livros e depois foram levados para o Vaticano.
No Brasil fizeram a mesma coisa. O padre Anchieta compilou conhecimento dos tupy, dos guaianá, dos tupinambá; que veio a fundamentar elementos para o primeiro boticário no Brasil, e depois, na Bahia, a primeira faculdade de medicina iria se apropriar de tais conhecimentos.
A medicina tradicional reconhece a propriedade de cura das plantas a partir da investigação de seus princípios ativos. No entanto, para a cultura ancestral, as plantas curam não só por este motivo, mas também pela sua qualidade vibracional e seu poder elemental.
Cada planta traz a marca das estrelas, da luz da lua, da luz do sol em si. esta marca emite uma vibração curadora que atua em níveis sutis do ser; níveis esteschamados psíquicos pela linguagem contemporânea, mas que na linguagem indígena se refere á um certo poder de ressonância da planta com a alma humana.
Além disso, toda planta possui um elemental, mais do que uma energia, uma vida consciente de si e dotada de um propósito imanente, que, dependendo de determinadas condições e ações, se oferece para a cura. Ou seja, o poder de cura das plantas é trino: físico, anímico e espiritual.



sábado, 9 de outubro de 2010

Marina Silva e um novo jeito de fazer política

Muita gente da velha política, que troca apoio por cargos, que compra, que seduz por falsos poderes, que busca o poder pelo poder, que acha que ambientalismo é defender lagartixa; ainda não entendeu o exemplo de Marina Silva.
Marina inaugura um jeito de fazer política que requer um pensamento e uma prática diferente. Ela atrai para si empreendedores sociais que desejam empoderar os cidadãos e não torná-los dependentes de assistências eleitoreiras. Ela atrai também pessoas que possuem empenho no investimento de energia limpa, que buscam o desenvolvimento sem degradação ambiental e social. Além de atrair atenção dos núcleos vivos da sociedade que respeitam a diversidade cultural, os saberes tradicionais, que se empenham no fomento á educação de qualidade disponibilizada para todos as classes sociais, com qualidade e com recursos adequados.
Por fim, Marina silva não se julga dona dos vinte milhões de votos que a elegeram a terceira via do pleito. Por isso tem solicitado a opinião das diversas forças, cidadãos, organizações e partido para, a partir de um processo de audição e partilha, definir seu posicionamento político.
Pois é, tem muita gente que não conhece esse jeito de se relacionar com a sociedade.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Caros Amigos

Saudações.



Todos os dias, de norte a sul e de leste a oeste, deparamos com as mais variadas violências praticadas contra os povos originários do Brasil. Estradas cortam as reservas e promovem a invasão bárbara com todos os tipos de aventureiros. Hidrelétricas inundam as terras e matam o sustento natural. O desenvolvimentismo a qualquer preço cuida do econômico e não se importa com o humano. O agronegócio grila as terras indígenas e mantém a posse com jagunços e a conivência das autoridades. O quadro geral é de genocídio e de resistência. Os povos indígenas do Brasil tentam sobreviver diante de tanta adversidade; tentam resgatar a dignidade diante de inimigos poderosos. O seu presente está ameaçado.



Com a Edição Especial GENOCÍDIO E RESISTÊNCIA DOS ÍNDIOS DO BRASIL, a revista Caros Amigos procura mostrar um pouco dessa tragédia histórica, persistente, desumana, movida pela ganância típica dos que colocam sua sede de lucro e seu interesse particular acima das pessoas e dos bens coletivos. Entendemos que a melhor contribuição que podemos dar ao povo brasileiro, no momento, é contar um pouco dessa história, mostrar o que acontece na vida real, fazer o jornalismo sério, independente, crítico e ético - que não se deixa enganar pelo discurso das elites dominantes.



Leia Caros Amigos. Divulgue essa Edição Especial. Tome posição do lado dos povos indígenas.



Queremos agradecer a todos – jornalistas, pesquisadores e lideranças indígenas – que contribuiram para a produção dessa Edição Especial, entre tantos, Joana Moncau, Spensy Pimentel, Rosa Gauditano, Verena Glass, Tonico Benites, Juradir Xavante, Christiane Peres, Bianca Pyl, Juliana Cezar Nunes, Cristiano Navarro, Manuela Carneiro da Cunha, Marcio Meira, Gabriela Moncau, Joênia Wapichana, Maurício Hashizume, Vinicius Mansur, Wilson Changaray, além da equipe de edição da Caros Amigos.



Leia e divulgue esse documento histórico – especialmente junto aos movimentos sociais, estudantes e professores de todos os níveis de ensino.



Abraços.

Hamilton Octavio de Souza

Editor.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Os índios e a cidadania cultural

Embora uma parcela da sociedade brasileira ainda tente manter o índio longe da participação social, das questões nacionais, da reflexão acerca dos rumos possíveis para a educação, a cultura, a saúde, e outros temas importantes para o desenvolvimento da sociedade; cada vez mais ídios se organizam e insistem na presença e na participação cidadã.
Um deles é Marcos Terena. Comunicador. Aviador. Ativista Social.

Por ter sido o coordenador geral da Conferencia Mundial dos Povos Indígenas durante a RIO 92 e haver participado da criação da Declaração da ONU sobre os Direitos Indígenas.

A Roda de Saberes de Krenak

Para produzir e disseminar conhecimento sobre grupos étnicos no país, a Associação Ocareté, em parceria com o Changemakers da Ashoka, a Rede Puxirão e o Núcleo Oikos, realizou o debate ENTREMUNDOS – Povos e Comunidades Tradicionais no Brasil, de 23 a 26 de agosto, em Registro (SP), no Vale do Ribeira.

Aliando métodos da educação popular ao debate, o ciclo ENTREMUNDOS reuniu pesquisadores, estudantes, lideranças tradicionais e gestores para uma discussão plural sobre o tema. A partir de uma metodologia de trabalho em que se apresentam, em roda, casos e situações para problematização e se pensam em desafios e soluções em plenária.

Muitos dos debatedores presentes são empreendedores sociais da Rede Ashoka, como AILTON KRENAK, Jô Brandão e Beto Ricardo. O Changemakers terá papel importante na divulgação dos produtos da discussão com representantes do Brasil, Peru e Estados Unidos cobrindo o evento via Twitter. Também soma a este evento a divulgação de um concurso global inédito – a ser lançado em 18 de agosto deste ano – com oportunidades de financiamento de projetos que trabalham com a temática de direitos territoriais.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O dia de hoje

O coração do dia amanheceu com uma bruma no horizonte umedecendo o canto dos pássaros. A luz do sol ilumina os pensamentos das folhas que se movem sussurrados pela brisa, também úmida, da vida. Os passos contemplam enquanto caminha. Independente de qualquer problema e questionamento; o silêncio vibra sua tranquila alegria.
Dia! Dia! Dia!
Salve!

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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...