quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Precisamos ajudar a acordar o Brasil

As águas e os ventos estão atuando no sul da país e muitos acham que são questões aleatórias e passageiras. Em São Paulo não existe mais as quatro estações. Acontecem todas em um mesmo dia. As pessoas estão dormindo acordadas. Políticos. Gestores. Gerentes. Diretores. Presidentes. Professores. Trabalhadores. Todos os tipos de profissões estão vivendo os seus papéis como se a vida fosse nada mais que estes papéis que representam.Embora existam atualmente economistas dizendo que não dá mais para separar economia de ecologia. Embora existam cientistas dizendo, além das imagens que vemos, que os polos derretem e as águas se elevam.
Primeiro foi um Tsunami, e não podemos fazer algo, apenas sentimos.
Aqui no Brasil foi o sul, e não fizemos nada porque moramos no sudeste, no norte, no oeste.
Depois será o nordeste, e não faremos nada porque não somos nordestinos.
Agora a metróple está um caos. E fizemos nada porque não moramos no caos.
Na verdade não fazemos nada porque ainda estamos embalados por um sono ilusório, e pela tola crença de que podemos controlar aquilo que é chamado de desastre natural: a fúria dos ventos, das águas, da terra.
Precisamos é estar despertos e ajudar á acordar as pessoas.
Na política.
Na educação.
Na rua
No cinema.
Na vida

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

sobre a ancestralidade

Somos uma continuação de nossas raízes, somos o tronco, deixaremos frutos, que serão novas raízes e novos troncos e futuros frutos.
Assim como a Mãe Terra sustenta árvores, seres e todas as formas que vemos; o Grande Sol sustenta nosso espírito. A grande Lua sustenta nossa alma. Os nossos pais sustentaram nossa manifestação no mundo material. Nossos corpos trazem a memória deles. Também nossos avós e os avós de nossos avós iniciaram a nossa atual existência.
Devemos honrar este vínculo, este círculo, este sopro contínuo.
Honrar é agradecer.
Agradecer é fortalecer as raízes e libertar a essência amorosa que as iniciou, reconhecendo a fonte divina de onde tudo vem, tudo vai, em virtuoso círculo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Devemos honrar as raízes








As raízes são fundamentais para o divino fluir da existência. Sem raiz não existe árvore. Nossos pais e avós são nossas raízes, devemos honrá-los. A qualidade da energia que devotamos á eles retorna imediatamente á nós, pois fundamentaram nosso existir aqui agora.
Muitas vezes, nos achamos injustiçados ou melhores que nossos antepassados e lhes negamos, e depois não entendemos porque nossas vidas não dão certo em determinados aspectos; como por exemplo nos relacionamentos e até mesmo no trabalho ou financeiramente. Existe um elo entre nós e nossas raízes, e ele pode estar bloqueado.


Mas também existe as raízes de uma nação, de um povo, de um país. As raízes do Brasil são os povos indígenas. Por isso o país deve respeitá-los, pois são a essência ancestral da nação, não importa se acham que são atrasados ou adiantados intelectual ou tecnologicamente, se possuem regras culturais esociais diferentes; devemos honrá-los pois fundamentam e nutrem a base da nação. assim também como devemos honrar todos os pioneiros que forjaram cada estado desta imensa nação: negros, orientais, europeus.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A oca-escola de Kaká Werá





GILBERTO DIMENSTEIN

colunista da Folha de S.Paulo


O escritor Kaká Werá resolveu testar uma nova forma de ensinar a cultura indígena nas escolas: afastar os professores dos livros e fazê-los vivenciar mitos, cantos e danças dos índios num espaço que reproduz uma oca.
O espaço foi construído em Itapecerica de Serra, município vizinho a São Paulo, onde os professores estão sendo convidados a fazer uma imersão durante o final de semana. "Foi um dos jeitos que imaginamos de fazer com que os professores ensinem melhor, em sala de aula, os encantos da cultura indígena."Kaká Werá, 39, nasceu em Parelheiros, na periferia de São Paulo, onde ainda sobrevive um agrupamento de índios, e se transformou num educador para difundir valores universais da cultura indígena, como o respeito ao próximo, à natureza e ao conhecimento.

O que o motivou a abrir a oca-escola foram os livros didáticos. "Percebi que tudo sobre o índio, nos livros, aparecia no passado. O índio fazia aquilo, gostava daquilo, usava aquele adereço" —era, para ele, como se já tivessem, com esse tempo verbal, colocado toda uma cultura no passado, como se ela não fizesse mais parte do país. "Sem contar a maneira como fomos folclorizados, condenados ao exotismo."Ao se aproximar dos professores —e não apenas em rápidas palestras, mas em imersões—, ele imagina que, pela experimentação, os significados dos mitos farão sentido no cotidiano dos professores. "É pelo mitos que se registra a sabedoria." Essa sabedoria se mescla às danças e aos cantos.A própria estrutura da educação indígena é o que há de mais contemporâneo em ensino. Afinal, propala-se, por todos os cantos, que o ensino deve ser feito à base de observação e experimentação, mesclando o que se aprende na escola com o que se pratica no cotidiano, a partir de eixos multidisciplinares e interdisciplinares.

O conceito de aprendizagem permanente, tão difundido em todas as palestras de educadores, segundo o qual o professor é um orientador, um mestre de vivência, e não de decoreba, sempre foi o princípio das tribos —onde as crianças aprendem fazendo. Gilberto Dimenstein, 46, é jornalista e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo e faz parte do board do programa de Direitos Humanos da Universidade de Columbia (EUA). Criou a ONG Cidade Escola Aprendiz, em São Paulo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Minas Gerais reconhece mais uma etnia indígena

O Assessor Especial para Assuntos Indígenas do Governo Minas, Aílton Krenak, comemorou o reconhecimento dos Aranã, ocorrido no último dia 5, como mais um testemunho de que Minas - como sempre destaca o governador Aécio Neves - continua na vanguarda das grandes decisões nacionais. A audiência final que pôs um fim a uma luta de quase um século dos remanescente dos Aranã aconteceu em Belo Horizonte, no Ministério Público Federal, quando o Estado ganhou sua oitava etnia indígena.

Nos últimos dez anos, além do crescimento das etnias reconhecidas, também se registrou o aumento populacional das nações indígenas no Estado. Ao contrário de outras regiões do País, onde os conflitos e o preconceito permanecem. “Em Minas vigora a harmonia e, bem ao estilo das tradições mineiras, representa a vitória da superação, da luta, da liberdade e igualdade”, destaca Aílton Krenak.

Em Minas, antes dos Aranã, sete grupos já eram reconhecidos pela Funai: Xakriabá, Maxakali, Krenak, Pataxós, Pankararu, Xukuru-kariri e o Kaxixó. Ao todo são oito mil índios no Estado.

Os Aranã vivem nos municípios de Coronel Murta e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, em famílias. Foram décadas de persistente trabalho que envolveu estudos e pesquisas, inclusive na Itália, principalmente através do Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (Cedefes), com sede em Contagem, e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O próximo passo, agora, é a identificação das terras, entre Capelinha e Coronel Murta, invadidas num processo iniciado no século XIX.

“Os índios Aranã terão a partir de agora uma política pública com atenção especial para assistência à saúde e educação, o que não vinha ocorrendo”, declarou à imprensa, logo após a audiência, o procurador da República Adaílton Ramos do Nascimento.

Atenção do governo mineiro

As comunidades indígenas recebem o reconhecimento e cuidados específicos em Minas Gerais. O governador Aécio Neves criou assessoria especial para cuidar dos assuntos relacionados aos índios, nomeando um dos líderes nacionais na luta pelos direitos indígenas, Aílton Krenak, descendentes dos Krenak, de origem baiana, mas que sobreviveram no Vale do Rio Doce, Nordeste de Minas. Entre as suas atribuições, ações relacionadas à assistência à saúde, educação e saneamento nas comunidades indígenas.

Através do Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter), o Governo de Minas, antes mesmo do reconhecimento da etnia, investiga imóveis na região em que vivem os Aranã. A partir do histórico dos terrenos foram ajuizadas ações que tramitam no judiciário, sob a responsabilidade da Procuradoria Geral do Estado. O objetivo é recuperar e devolver as terras aos legítimos proprietários, os índios. A idéia é tentar uma solução por adjudicação de áreas que estão sendo executadas pela Fazenda Pública Estadual, na Comarca de Araçuaí, Vale do Jequitinhonha.

Luta pelo reconhecimento

Acompanhada por 13 representantes da etnia, a líder da comunidade Indígena Aranã Pedro Sangê, Maria Rosa Índia fez, durante a audiência, emocionante relato sobre a luta dos índios para conseguir o reconhecimento. Ela informou que já foram identificados pouco mais de cem integrantes dos Aranã, mas acredita que mais de 150 estão vivendo em outras regiões do Estado. “Somos a única comunidade com o sobrenome de Índio e agora estamos confiantes que vamos conseguir recuperar as terras de onde fomos expulsos nas últimas décadas”, afirmou.

Da mesma origem - na história dos Botocudos - a saga dos Aranã também se assemelha à dos Krenak. Assim como estes foram confinados pelos missionários capuchinhos em 1873, no Aldeamento Central de Nossa Senhora da Conceição do Rio Doce, onde epidemias e a escravidão dizimaram a população. De acordo com a líder Maria Rosa Índia, seus ancestrais também foram entregues ou vendidos a fazendeiros pelos padres italianos. Daí a necessidade de pesquisa, também na Itália, no processo de reconhecimento da etnia. Alguns sobreviventes migraram para o Aldeamento de Itambucuri.

FONTE:http://www.agenciaminas.mg.gov.br/component/controlemultimidia/noticia?id=3814%3Aminas-tem-mais-uma-etnia-indigena-reconhecida-pela-funai-os-arana

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Educar para um mundo sem fronteiras

Começa nesta quarta-feira (8) e segue até a próxima sexta (10), o VIII Congresso Internacional de Tecnologia na Educação, promovido pelo Sistema Fecomércio/Senac/Sesc, no Centro de Convenções, em Olinda. O presidente da Fecomércio, Josias Albuquerque, faz a cerimônia de abertura às 14h30. Em seguida, quem sobe ao palco do Teatro Guararapes é o teólogo Leonardo Boff para realizar a conferência magna intituladada de “Educar para a sustentabilidade”.


A educação como premissa para a formação de um cidadão voltado para o mundo será o mote para as discussões deste ano no evento, que já se solidificou como um dos maiores do Brasil na área educacional, trazendo nesta oitava edição o tema “Educação Para um Mundo Sem Fronteiras”, fomento para debates entre os mais de 3,3 mil participantes inscritos.

O congresso contará ainda com 30 palestrantes do Brasil, Finlândia, Escócia e Portugal, entre os quais figura o paulista Celso Antunes – autor de mais de 240 livros didáticos e sobre educação – e o escocês Timothy Ireland, especialista em Educação da representação da Unesco no Brasil.As formas de trabalhar a cultura indígena dentro da sala de aula ganharão discussão, sob uma ótica ecológica e contemporânea, no VIII Congresso Internacional de Tecnologia na Educação.

O OLHAR ÍNDIO SOBRE EDUCAÇÃO

Quem também participa é o índio tapuia, escritor e ambientalista Kaká Werá Jecupé, autor de “Tupã Tenondé” e “A terra dos mil povos – história indígena do Brasil contada por um índio".

No que tempo em que sustentabilidade é palavra de ordem, Kaká Werá lembra que é importante observar que um traço marcante da cultura indígena é o íntimo conhecimento da natureza, de como aproveitá-la nos mais diversos usos, sem, contudo, destruir o meio ambiente. A palestra “História e Cultura Indígena na sala de aula: uma abordagem ecológica e contemporânea” acontece na quinta-feira, 9, às 8h.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Independência dos Brasis

Aquela imagem do príncipe brandindo a espada diante das margens do rio Ipiranga, dirigindo-se aos ventos, bradando liberdade e independência, não representa verdadeiramente a própria, registrada historicamente em um sete de setembro.
Em diversas Estados do nordeste, como Pernambuco, Maranhão, e Bahia, os conflitos eram freqüentes e graves, muitos heróis verdadeiros e anônimos morreram.
Quase um ano depois deste setembro fatídico, a Bahia, no dia 2 de julho, através de muita luta dos caboclos, dos diversos matizes de brasis, conquistava a verdadeira independência, cheia de dor e sofrimento, mas que uniu a diversidade mestiça brasileira: Índios, negros, mestiços. Mulheres guerreiras como Maria Quitéria, que, contrariando o pai se alista no exército brasileiro e defende a tenra pátria.
O Brasil verdadeiro era povoado de mestiços, índios e negros; sendo que a maioria eram escravos. De uma população de 3 milhões e meio de pessoas, somente um quinto eram brancos.
Na independência de mentira, D. Pedro se aliou aos latifundiários e escravocratas. Na independência de verdade: caboclos se aliavam mutuamente, buscando alternativas de vida nestes diversos brasis que se configurava.

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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...