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Mostrando postagens de Julho, 2010

Outros Transformadores

Fernando Meirelles, Jorge Gerdau, José Júnior, Ivaldo Bertazzo, Cristovão Tezza, Padre Jaime, Monja Coen, Lelé, Romário, Chimbinha e Joelma. Nos últimos quatro anos, brasileiros de perfis assim tão diversos foram homenageados com o Prêmio Trip Transformadores.

Em comum, o fato de todos serem agentes de transformação, gente que não se conforma com a lógica egoísta do nosso dia-a-dia, em geral mais preocupada em acumular riqueza do que em garantir um futuro melhor para todos nós. Os ganhadores são pessoas que encabeçam iniciativas que apontam tendências e modificam realidades, ajudando a tornar o Brasil um país melhor. E é justamente essa a ideia do prêmio: dar projeção a esses profissionais, escolhidos cada um deles por personificarem os 12 temas considerados essenciais e que norteiam as edições da Trip.

Kaká Werá em Florianópolis

Caros amigos de Santa Catarina, estarei em Florianópolis, graças á organização da Unipaz de Santa Catarina, para falar da Tradição Ancestral Brasileira. A proposta deste encontro é oferecer os fundamentos de uma sabedoria que forma as raízes do povo brasileiro; a cultura tupy. Esta cultura milenar deixou um sistema de auto-conhecimento baseado na interação com a natureza e seus mistérios, que não deixa nada á dever aos conhecimentos sagrados de antigas tradições que iniciaram na noite dos tempos a preciosa transmissão do caminho para a luz da verdade, da sdabedoria e do amor maior. Convido-os á conheceram nos dias 13 e 14 de agosto em Florianópolis.

Florianópolis

a Ilha de Florianópolis foi o lugar em que habitaram os Carijós, povo do tronco tupi-guarani, e que denominava a ilha de Meiembipe. Os Carijós já eram remanescentes dos antigos tupy, em épocas remotas em que seguiam o caminho do peabiru, que seguia em direção ao sul, indo parar na atual Argentina, e de lá para o Paraguai, que também foi um grande centro de encontrso das culturas ancestrais das épocas pré-brasílicas.
Os Carijós viviam no paraíso na terra, nesta época, pois esta ilha eram um das tantas "terra sem males" que haviam por aqui antigamente. Depois do século XVI, passaram a fugir de caçadpres de escravos, chamados bugreiros, que os perseguiam para ganhar dinheiro. Tais caçadores cortavam-lhes as orelhas e as levavam como condição para receberem o pagamento.
So9mente muito tempo depois é que chegaram os açorianos, cujos descendentes ficaram sendo chamados de "manézinhos da ilha"

Os saberes tradicionais na educação

No mês passado tive a oportunidade de participar de um congresso promovido pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) sobre ações afirmativas e verificar o empenho daquela instituição na inclusão de cidadãos indígenas entre os alunos universitários.
Neste momento recebo uma notícia de que a Universidade de Brasília está incluindo os saberes tradicionais como aulas na Universidade e convidando representantes indígenas para falarem de conhecimentos diversos relativos ás experiências de suas culturas.
Estes gestos com certeza possui um significado profundo para a cultura indígena em particular e para o Brasil,pois aos poucos as raízes ancestrais desta nação serão inclusas de acordo comn o seu merecimento e valor.

Uma coisa preciosa

Um homem foi visitar uma aldeia indígena no centro do Brasil.
Chegando lá, fez amizade com a comunidade e foi bem recebido pelos velhos e líderes.
- Vim aqui para ajudá-los, gostaria de começar conhecendo uma coisa que seja preciosa para vocês - disse o homem.
O cacique Ianacolá pediu então á um jovem para levá-lo e mostrar-lhe uma coisa preciosa.
O rapaz, futuro guerreiro da tribo, caminhou por uma trilha não muito longe dali e mostrou-lhe um pé de manga.
Enquanto o jovem olhava o pé de manga, ia se lembrando de todas as vezes que subiu na árvore para colher graúdas e deliciosas frutas, que emanavam seu aroma atraindo abelhas. Lembrava-se também dos seus amigos de infância que tantas vezes fizeram festa em volta da árvore, que até hoje possui em seu tronco a memória dos risos,das brincadeiras, das lambuzeiras nas mãos e nas bocas que somente as mangas são capazes...
De repente, a memória do jovem foi cortada pela observação do homem:
- É, realmente, isto pode ser uma coisa preciosa, …

O verdadeiro xamã

O discípulo estava em dúvida em relação á reconhecer um verdadeiro mestre xamã. Por isso perguntou ao professor mais velho:
- Como posso reconhecer um verdadeiro xamã?
- Simples, um verdadeiro xamã possui três marcas: caráter virtuoso, mente disciplinada, e compaixão manifestada.
- Mas como posso então, reconhecer estas marcas?
- Pela fala: Ele não fala o que é falso, inútil, desagradável.
- Só isso?
- Ele também não fala o que é verdadeiro, mas no entanto inútil e desagradável. Ele fala no momento certo; o que é verdadeiro, útil, mesmo que desagradável. Ele não fala o que é falso,inútil,mesmo que seja agradável. Também não fala o que é verdadeiro, porêm inútil, mesmo agradável. Ele fala no momento certo: o que é verdadeiro, útil, agradável.

Ator do Globo Turíbio Ruiz visita Instituto Arapoty

O ator Turíbio Ruiz, que recentemente trabalhou em "Caminho das índias" esteve no Ponto de Cultura Arapoty.
O motivo é que o Instituto Arapoty, através de Kaká Werá, está preparando o ator para a próxima novela das seis, que se chamará Araguaia, onde ele fará o papel de um xamã.

Kaká Werá orienta ator para a Globo

A próxima novela das 6 da rede globo do autor Walther Negrão, chamará ”Araguaia “ . O enredo se desenrola nos dias atuais, narrando a trajetória de uma pequena cidade construída à beira do Rio Araguaia e a batalha de um rapaz que tenta vencer uma maldição lançada por um xamã. Nesse local, havia uma aldeia indígena. Além de enfrentar forças ocultas, o mocinho da história irá lutar por um amor impossível, tendo como pano de fundo uma das paisagens mais bonitas do Brasil.
Kaká Werá foi chamado pela Globo, através do diretor Marcos Schettmann, para realizar a preparação do ator Turíbio Ruiz, que fará o papel de um velho pajé na história.
Kaká Werá já realizou outros projetos para a Globo e já havia trabalhado com o diretor Marcos Schettmann na extinta TV Manchete, na mini-série "O Guarani", em 1989.
Além destes projetos, o escritor e especialista na história indígena do Brasil participou das novelas: A Muralha e Rei do Gado.

Os três cuidados de um Xamã

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Quando encontrei o tapuia Pena Vermelha pela primeira vez, em 1997, foi em um momento em que ele disponibilizava ensinamentos de sua tradição, mestre que era, falou sobre os três cuidados que um aspirante á Xamã deveria ter: O primeiro diz respeito á manter o pensamento puro. Sugeria a prática de limpar com frequência a mente, e prestar atenção na qualidade dos pensamentos que carregamos; isso requer cuidar das idéias e crenças que se constrói através da consciência. Diz ele que é um modo de atrair o verdadeiro curador, que é a mente amorosa de Nhamandú, o Grande Espírito. O segundo diz respeito á reverenciar as três raízes ancestrais: a família, a natureza, e a fonte divina de onde descendemos. O terceiro diz respeito á cuidar do corpo como uma casa sagrada, que acolhe o sopro do nosso verdadeiro ser. Praticar atividades sadias, danças sagradas, caminhadas, etc.