sábado, 22 de maio de 2010

O feminino no poder



Convido á todos vocês a observarem a trajetória da candidata Marina Silva. Mulher, nascida na mítica amazônia, filha de seringueiros, batalhadora, mãe de família, senadora da república e ex-ministra do meio ambiente.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A questão do ser e sua consciência

Os povos inevitavelmente retornarão á natureza.
As culturas inevitavelmente retornarão á natureza.
As nações inevitavelmente retornarão á natureza.
Não virarão selvagens, como determinadas visões querem impor.
Não virarão tribos rudimentares, como muitos pensam que são ás tribos.
Não se tornarão civilizações precárias, como muitos pensam daqueles que vivem nas florestas. montanhas, desertos.
A natureza é intrínseca ao ser, e é o explendor da consciência integrada.
Somos natureza e não conseguiremos fugir disso.
Mesmo quando a vida material nos foge.
Somos interligados, Mãe e filhos.
Retornar á natureza é retornar á consciência profunda de si, em sua mais íntima existência. Misteriosa e pacífica. Criadora e eterna.
A causa de toda respiração, de todo alimento de todo espaço e corpo.
A glória de toda vida!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Terra e os Filhos da Terra devem se reunir

Grito da Terra, clamor dos povos
Por Frei Betto



Os gregos antigos já haviam percebido: Gaia, a Terra, é um organismo vivo. E dela somos frutos, gerados em 13,7 bilhões de anos de evolução. Porém, nos últimos 200 anos, não soubemos cuidar dela e a transformamos em mercadoria, da qual se procura obter o máximo de lucro.

Hoje, a Terra perdeu 30% de sua capacidade de autoregeneração. Somente através de intervenção humana ela poderá ser recuperada. Nada indica, contudo, que os governantes das nações mais ricas estejam conscientes disso. Tanto que sabotaram a Conferência Ecológica de Copenhague, em dezembro de 2009.

A Terra, que deve possuir alguma forma de inteligência, decidiu expressar seu grito de dor através do vulcão da Islândia, exalando a fumaça tóxica que impediu o tráfego aéreo na Europa Ocidental, causando prejuízo de US$ 1,7 bilhão.

Em reação ao fracasso de Copenhague, Evo Morales, presidente da Bolívia, convocou, para os dias 19 a 23 de abril, a Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra. Esperavam-se duas mil pessoas. Chegaram 30 mil, provenientes de 129 países! O sistema hoteleiro da cidade entrou em colapso, muitos tiveram de se abrigar em quartéis.

A Bolívia é um caso singular no cenário mundial. Com 9 milhões de habitantes, é o único país plurinacional, pluricultural e pluriespiritual governado por indígenas. Aymaras e quéchuas têm com a natureza uma relação de alteridade e complementaridade. Olham-na como Pachamama, a Mãe Terra, e o Pai Cosmo.

Líderes indígenas e de movimentos sociais, especialistas em meio ambiente e dirigentes políticos, ao expressar o clamor dos povos, concluíram que a vida no Planeta não tem salvação se perseverar essa mentalidade produtivista-consumista que degrada a natureza. Inútil falar em mudança do clima se não houver mudança de sistema. O capitalismo é ontologicamente incompatível com o equilíbrio ecológico.

Todas as conferências no evento enfatizaram a importância do aprender com os povos indígenas, originários, o sumak kawsay, expressão quéchua que significa “vida em plenitude”. É preciso criar “outros mundos possíveis” onde se possa viver, não motivado pelo mito do progresso infindável, e sim com plena felicidade, em comunhão consigo, com os semelhantes, com a natureza e com Deus.

Hoje, todas as formas de vida no Planeta estão ameaçadas, inclusive a humana (2/3 da população mundial sobrevivem abaixo da linha da pobreza) e a própria Terra. Evitar a antecipação do Apocalipse exige questionar os mitos da modernidade - como mercado, desenvolvimento, Estado uninacional - todos baseados na razão instrumental.

A conferência de Cochabamba decidiu pela criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática, capaz de penalizar governos e empresas vilões, responsáveis pela catástrofe ambiental. Cresce em todo o mundo o número de migrantes por razões climáticas. É preciso, pois, conhecer e combater as causas estruturais do aquecimento global.

Urge desmercantilizar a vida, a água, as florestas, e respeitar os direitos da Mãe Terra, libertando-a da insaciável cobiça do deus Mercado e das razões de Estado (como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu).

Os povos originários sempre foram encarados por nós, cara-pálidas, como inimigos do progresso. Ora, é a nossa concepção de desenvolvimento que se opõe a eles, e ignora a sabedoria de quem faz do necessário o suficiente e jamais impede a reprodução das espécies vivas. Temos muito a aprender com aqueles que possuem outros paradigmas, outras formas de conhecimento, respeitam a diversidade de cosmovisões, sabem integrar o humano e a natureza, e praticam a ética da solidariedade.

Cochabamba é, agora, a Capital Ecológica Mundial. Sugeri ao presidente Evo Morales reeditar a conferência, a exemplo do Fórum Social Mundial, porém mantendo-a sempre na Bolívia, onde se desenrola um processo social e político genuíno, singular, em condições de sinalizar alternativas à atual crise da civilização hegemônica. O próximo evento ficou marcado para 2011.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Floresta está nervosa

Os rios que serpenteiam o xingú, terra dos deuses ancestrais estão nervosos,inquietos, assim como pequenos seres, milhares deles, minúsculos e inovensivos insetos, vibram a energia do medo.
O vento sopra um ar de tensão nas folhas das copas das árvores e elas reverberam.
Milhares de olhos de animais miram o céu e seus faros buscam no chão da terra respostas.
Um berçario de infinitas vidas futuras, ao longo de mais rios e matas, teme uma brusca interrupção de sua tarefa silenciosa e divina!
Povos estão nervosos! Famílias estão apreensivas! Caciques aguçam seus discursos!
Quanto custará o fim do Belo Monte?
A quem servirá verdadeiramente o projeto?
Por acaso não existe alternativas mais economicas e mais eficientes?
Os pássaros fazem estas perguntas e voam.
Buscam respostas.

De Megaron para a sociedade

CARTA DE MEGARON (Mecaron'ti Metyktire)
PARA A IMPRENSA E SOCIEDADE


Comunicado
Nós lideranças e guerreiros estamos aqui em nosso movimento e vamos
continuar com a paralisação da balsa pela travessia do rio xingu.
Enquanto Luiz Inacio Lula da Silva insistir de construir a barragem de
Belo Monte nós vamos continuar aqui. Nós ficamos com raiva de ouvir
Lula falar que vai construir Belo Monte de qualquer jeito, nem que
seja pela força!!! Agora Nos indios e o povo que votamos em Lula
estamos sabendo quem essa pessoa. Nós não somos bandidos, nós não
somos traficantes para sermos tratados assim, o que nós queremos é a
não construção da barragem de Belo Monte. Aqui nós não temos armas
para enfrentar a força, se Lula fizer isso ele quer acabar com nós
como vem demonstrando, mas o mundo inteiro vai poder saber que nós
podemos morrer, mais lutando pelo nosso direito. Estamos diante de um
Governo que cada dia que passa se demonstram contra nós indios. Lula
tem demonstrado ser inmingo número um dos indios e Marcio Meira o
atual Presidente da Funai tem demostrado a ser segunda pessoa no
Brasil contra os indios, pois, a Funai não tem tratado mais assuntos
indigenas, não demarcação de terra indigena mais, não tem fiscalização
de terra indigena mais, não tem aviventação em terra indigena. Os
nossos líderes indigenas são empedido de entrarem dentro do predio da
funai em Brasilia pela força nacional. O que esta acontecendo com nós
indios é um fato de grande abandono, pois, nós indios que somos os
primeiros habitantes deste pais estamos sendo esquecidos pelo Governo
de Lula que quer a nossa destruição, é esta aconclusão que chegamos.
Lider indigena Megaron Txukarramãe
Aldeia Piaraçu, 26 de abril de 2010
Carta para imprensa
Favor divulgue esta carta do líder Megaron
abraço
Matudjo Metuktire
Guerreiro

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BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...