sábado, 19 de junho de 2010

Txukarramãe

No início dos anos 90 tive o privilégio de compartilhar uma mesa redonda com Orlando Villas Boas no SESC de Santos, em São Paulo. Naquele momento eu e minha esposa, Elaine Silva, promovíamos ações de apoio á aldeia guarani de Boracéia, próximo á Bertioga, de caráter de prestação de assistência social.
Na ocasião, Orlando narrou suas aventuras na histórica marcha para o Oeste e, ao saber que eu me posicionava como um servidor da comunidade guarani ele disse:
- mas você não tem cara de guarani, você tem jeito de txukarramãe.
- E o que é um txukarramãe? - Perguntei.
- É um guerreiro sem arco e sem flecha, era como chamavam os parentes vizinhos, pois eles não utilizavam estas armas.
- Então tudo bem, sou um guerreiro sem armas, um guerreiro da paz!!!
Desde então me posicionei como um servidor da paz; mas isto causou depois uma confusão em relação á minha origem étnica. pois os jornais começaram a noticiar que eu era um txukarramãe, mas não no sentido figurado.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A inclusão do índio na universidade

Para o índio ser acolhido na universidade de maneira digna, antes, os próprios educadores e a própria sociedade não indígena devem rever a idéia e a imagem que possuem do índio. Normalmente é deturpada. Na cabeça de muitos, o índio é um ente folclórico que, quando muito, só caça e pesca, além de atrapalhar o desenvolvimento.
Além disso, na mentalidade vigente da sociedade ainda se pensa que quando o índio adquire conhecimento deixa de ser índio. torna-se aculturado. Isto é resquício da ditadura da década de sessenta, que pregava um "integracionismo" que excluia a diversidade de idéias, de culturas, de povos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Limiares da Universidade


Kaká Werá fala para estudantes da UFBA

Limiares da Universidade

Na UFBA (Universidade Federal da Bahia)Kaká Werá fala sobre a questão indígena e a educação. Aborda o fato de que, para o cidadão índio, a inclusão do índio na universidade é mais complexa do que uma inclusão socio-econômica, passa também pelo reconhecimento de saberes, pedagogias e tecnologias sociais milenares que deveriam ser considerados; passa pela adequação de uma pedagogia ancestral fundada no ser e na relação deste com o ambiente; em comparação com uma educação fundada no ter, e na competitividade.

Educação e Diversidade: limiares da Universidade


Na Universidade federal da Bahia (UFBA)acontece o simpósio que discute a inclusão do índio na Universidade.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A natureza possui mistérios

A natureza corresponde ao corpo emocional da Mãe Terra. Assim como no ser humano se nossas emoções estão equilibradas, consequentemente, beneficiamos nossa mente e nosso corpo. Interagir com a natureza é interagir com o sentimento do Criador que se manifesta de modo feminino na Terra. Este são aolguns mistérios da natureza que se refletem também no ser humano.

Postagem em destaque

BIOGRAFIA DE KAKÁ WERÁ

  Educador. Terapeuta. Empreendedor Social.Ambientalista. Escritor Kaká Werá é psicoterapeuta de formação, de abordagem holística e tra...